sábado, 19 de fevereiro de 2011

Um dia o mundo se espantará que Obama tenha presidido os EUA? Talvez não!

Às vezes me pego pensando e até escrevendo algumas das variações possíveis para a seguinte mirada idealista: “Um dia a história vai reconhecer que…” Ou: “Um dia vamos nos espantar que…” Logo mudo de rumo. Pode ser que a história não reconheça nada. Pode ser que as pessoas se espantem cada vez menos. Eu constato, empiricamente, que, até agora, ao longo da história, a vida do homem só melhorou: a ciência, a educação e a democracia colaboraram para isso. Mas o que determina que será sempre assim? Nada!
Então reformulo: um dia, talvez, as pessoas ainda venham a se espantar que os EUA tenham tido um presidente como Barack Obama. O despreparo deste senhor para ocupar o cargo mais importante do mundo é espantoso. A surra que os fatos vêm lhe dando no Oriente Médio chega a ser impiedosa. E, feito a Ofélia daquele quadro de humor, ele só abre a boca para dizer besteira.

Quem realmente puxou tapete de Mubarak no Egito foi ele. Não nego que o ditador pudesse ter caído com ou sem a ajuda americana, mas, quando ficou claro que a Casa Branca não dava mais um tostão por aquele governo, o povo decidiu se plantar na praça “até a vitória”. O efeito-dominó era só uma questão de tempo. Embora um pouco mais prudente agora, Obama continua muito loquaz sobre a melhor forma de os governos enfrentarem os protestos.
O viés é sempre pró-praça. Isso fica bem para nós. Um governo estrangeiro tem apenas de apelar à paz — especialmente quando os alvos todos são  aliados dos EUA. Ninguém precisa chamar ditador de “querido amigo”, como Lula fez com Ahmadinejad, mas o presidente americano se comportar como fator de INSTABILIDADE no Oriente Médio é o fim da picada!
Obama não meteu os pés pelas mãos só com seus aliados. Fez o mesmo no caso do Irã. Expressou apoio aberto aos protestos de rua. Não! Não lhe cabe fazê-lo, ainda que Ahmadinejad seja repugnante como figura em si — e isso o iguala aos demais tiranos — e como fator de risco à paz mundial, e isso o distingue dos demais. A questão desde sempre óbvia é esta, para certa mentalidade: se o presidente americano quer os iranianos na rua para derrubar aquela ditadura, por que não quererá os demais povos islâmicos a fazer o mesmo? E essa é justamente a imagem que ele pretende passar: o homem que está com o povo…
Obama, lamento dizê-lo, é só um bobalhão politicamente correto, um cabeça-feita pelas ONGs, que “repudia qualquer ditadura”… Não brinca! Eu também! Só que não sou presidente dos EUA nem estou brincando de ser bom em cima de um barril de pólvora.
Título e Texto: Reinaldo Azevedo

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