quarta-feira, 31 de agosto de 2011

"Um Estado sem valores é uma quadrilha" (Santo Agostinho) - Brasil Dignidade


Oswaldo Colombo Filho
Na soleira da desmoralização dos Poderes Republicanos, regozijam-se os “mensaleiros” pela caducidade da acusação de formação de quadrilha. Os meliantes arrolados ou não, festejam juntamente com os canalhas ainda no Poder ou fora dele. É a festa do lulopetismo-fisiológico escarnecendo a ética. Na antessala dessa imoralidade, alguns hipócritas ousam abonar a não manifestação do ministro “tardinheiro” da mais alta Corte que deveria ter relatado o caso, evidentemente isto em tempo hábil a não favorecer quem quer que fosse pela prescrição de acusações. Debocham da inteligência alheia, pois Justiça escarrou na moral e na ética da nação. Impunidade são as esporas que estimulam o mais assombroso achaque ao erário público da nossa história republicana; aliás, somente através da impunidade e da Justiça indulgente, é que se comente crime maior ao interesse público do que aquele de dilapidar o erário.
O fisiologismo assalta todos os cantos da gestão pública, num prodigo da sordidez e de um desregramento sem precedentes. Não há instituição que não seja achincalhada em qualquer nível, em qualquer autarquia ou órgão mequetrefe que seja. Acumulam-se denúncias de corrupção, prevaricação, nepotismo, negociatas, enfim toda ordem de crimes. Trata-se da prostituição da vida pública que foi institucionalizada por um ignóbil, porém sapiente na arte de delinquir com altíssima periculosidade. Lesador escrachado da cidadania como forma a subverter valores e fez perdurar no poder seus anseios de ganancia e sordidez moral. Qualquer cidadão brasileiro, instintivamente vê hoje em qualquer autoridade um ente corrupto e aproveitador do cargo que possui; porém a maioria prefere a asna mansidão ao protesto.
É manifesto, e incontroverso o lastimável estado da cidadania atolado na inércia e na mediocridade. Os estudantes, ora ao que se vê, nem mais os jovens em espíritos o são; padecem na lhaneza parva dos vícios que o status quo do mundo que preferem viver lhes impõe. A classe média e trabalhadora abate-se na imbecilidade sindical e na inércia vulgar do consumismo. O futuro está ao sabor dos ventos.
Na ausência de decência e de homens públicos que possam liderar a nação, nossos espíritos elevam-se em voos e orações ao Ser Superior em lhe pedir proteção e forças para obstar tamanha barbárie acometida contra a nação exatamente por aqueles que deveriam através de seus atos protegê-la e exemplificar;  contudo, nada mais fazem do que seguir a cartilha deixada pelo vulgar apedeuta.
O padrão e conveniência da vida pública brasileira “pós lula”, conduz ao estado de governabilidade tirânico, pois se consagra na “sua lei e seus valores”, e que absolutamente nada exprime ao entendimento e aquiescência da maioria, muito menos em princípios, mas sim em meios quaisquer que justifiquem fins aloprados à nação. São as oligarquias mais tacanhas, opressoras e menos respeitáveis aos interesses da sociedade que governam. Põem, e dispõem, mandam, e desmandam em tudo são as negociatas da república que financiam a corrupção de um lado estando o Poder da “base de apoio” e a dita governabilidade que desde já devemos atirá-la ao fosso; e de outro lado os grandes rentistas, obreiros de um país sem infraestrutura sem lei, sem moral, sem política e com governo desqualificado juridicamente falando dentro de um estado democrático.
Título e Texto: Oswaldo Colombo Filho
Brasil Dignidade
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Bombeiros e PMs do Rio de Janeiro em frente à ALERJ - vídeo reportagem


Bombeiros e Policiais Militares do Rio de Janeiro em frente ao Prédio da Alerj, ontem, dia 30 de agosto de 2011.
Clips filmados e fotografias do Fotógrafo Paulo Resende.
Câmera Fotográfica Digital Sony Cyber-Shot 12.1 Megapixels.
Som Local e Música de Fundo: Hino Nacional Brasileiro (Instrumental José Alexandre)


Uma pena que os Trabalhadores da VARIG sacaneados e humilhados pelo governo Lula e Dilma não tenham a coragem suficiente de irem para as ruas e gritar e espernear assim como fazem os bravos Bombeiros e Policiais da Cidade do Rio de Janeiro.
Só poucos comparecem às Manifestações de protestos sobre o grave problema AERUS/VARIG que perfaz 5 anos e 5 meses (12 de setembro de 2011) e que já levou ao óbito quase 600 trabalhadores.
Aos que lutam e comparecem às nossas Manifestações os meus Parabéns.
Meus Parabéns aos valorosos Bombeiros e aos valorosos Policiais Militares da Cidade do Rio de Janeiro pela sua luta incansável
Meus Parabéns.
Assinado.
Comissário Aposentado Varig Paulo Resende.
José Paulo de Resende.
Itaipu - Niterói - Rio de Janeiro

2º Grande Prémio Red Bull - A corrida mais louca do mundo



Está a chegar o grande dia! No próximo Domingo - 4 Setembro - Lisboa recebe o 2º Grande Prémio Red Bull. A Corrida Mais Louca do Mundo tem lugar no Parque Eduardo VII, com entrada livre para toda a família. A buzina de partida vai soar às 15 horas, mas antes disso o público pode visitar as boxes e conhecer em detalhe todos os bólides participantes.

Tal como aconteceu na primeira edição em 2004, o Grande Prémio Red Bull do próximo Domingo (4 de Setembro) está aberto ao público em geral. A entrada é livre para todos os seguidores desta grande aventura sobre rodas, por isso não há bilhetes nem bancadas - basta apenas aparecer!
A Corrida Mais Louca do Mundo tem início às 15 horas, mas antes disso há muitos e bons motivos para chegar cedo ao Parque Eduardo VII. A partir das 10:30h as boxes das equipas abrem-se para dar a conhecer os mais criativos e alucinantes bólides - entre os 66 projectos finais em representação de todas as regiões do país, há máquinas para todos os gostos: um típico eléctrico de Lisboa, um cogumelo de Smurfs ou um original WC são alguns exemplos que mostram bem o espírito presente.
O percurso tem início no topo de Parque Eduardo VII e é a partir daqui que as equipas ganham asas a alta velocidade até bem próximo do Marquês de Pombal. Junto à meta haverá o “Red Bull Hot Seat” uma área reservada aos líderes provisórios (soma dos critérios - tempo de descida, criatividade/ originalidade e performance na rampa antes da partida com 30 segundos ao som da música oficial da equipa) que vai gerar suspense até à última descida.
No que respeita ao trânsito, não estão previstos cortes nas ruas e avenidas adjacentes à corrida. Recomenda-se ao público a utilização de transportes públicos, enquanto o estacionamento de automóveis se processará como em qualquer outro dia nos parques públicos e zonas de estacionamento habituais. As previsões do tempo para domingo fazem antever um dia de sol com uma máxima de 23 graus, um ambiente favorável para um dia em grande para toda a família.
Todos aqueles que não conseguirem estar presentes no Parque Eduardo VII podem assistir em suas casas à transmissão em directo da corrida a partir das 15 horas no site www.grandepremioredbull.com.

O 2º Grande Prémio Red Bull - A Corrida Mais Louca do Mundo tem o apoio dos seguintes parceiros e marcas: Câmara Municipal de Lisboa, MINI, Rádio Comercial, SIC Radical, Sapo e EMEL.


Texto: Organização do 2º Grande Prémio Red Bull - Lisboa

Um siri em necropsia (da Série "Casos policiais" - 5)

Archimedes Marques
Temos de convir que a função de criticar ou elogiar não é tarefa fácil, pois às vezes nos esbarramos em nossos próprios conceitos contrários que podem não ser os conceitos verdadeiros, no entanto, esses dois entendimentos podem estar presentes nas mesmas ações de uma só pessoa.
Não podemos esquecer de que o gosto de cada um é algo muito subjetivo e pessoal. Assim, o gosto que alguém considera ruim e errado, para o outro é considerado bom e certo. Tudo depende do ponto de vista de cada um e do mundo em que cada um vive. É por isso que se diz que há gosto para todas as coisas, que há gosto para tudo e a cada um seu gosto lhe parece o melhor e, em assim sendo, dentro dessa filosofia é que o presente texto não faz crítica ou elogio ao gosto do personagem principal, vez que contra o gosto não há argumento.
Há muito tempo atrás, mais de perto no ano de 1985, conheci, quando do meu ingresso na Polícia Civil de Sergipe, um cidadão que passarei a partir de então a chamá-lo com o nome fictício de Matusalém, pois os seus familiares podem não gostar da história apesar de ter sido a pura verdade do que realmente aconteceu. Matusalém era um funcionário público exemplar, um excelente profissional, um dedicado e exclusivo, jamais igualado agente auxiliar de necropsia que trabalhava no Instituto Médico Legal de Aracaju. Trabalhava já então por sua livre e espontânea vontade, vez que as duas possibilidades de aposentadoria haviam alcançado o seu período laborativo, ou seja, tanto por tempo de serviço, quanto por idade, o referido diferente e irreverente servidor podia ir embora descansar na sua cadeira de balanço, contudo, não havia quem colocasse isso na cabeça dele, passando então o mesmo a ser considerado um patrimônio da casa, um patrimônio vivo e exemplar do IML do nosso Estado de Sergipe.
O IML não era somente o seu trabalho, era a sua casa, seu lar, sua vida. Para Matusalém a sua simples e difícil função era a melhor de todas as outras existentes. Cortar cadáveres, procurar projéteis ou objetos em suas vísceras, mexer em corpos putrefatos, buscar mortos mutilados em acidentes, ver sangue, sentir sangue, sentir o cheiro forte do formol, do morto e da morte era para o bom velho Matusalém uma satisfação incomum que ele realizava sem luvas, sem máscaras ou qualquer tipo de proteção possível.
Praticamente Matusalém trabalhava todos os dias em todos os plantões porque aceitava qualquer coisa em troca, por vezes até algumas doses de cachaça, para cobrir o expediente dos seus colegas.
Corria o boato que quase sempre Matusalém fazia as suas refeições no seu próprio local de trabalho, mais de perto, almoçava, lanchava ou jantava na mesma sala em que os mortos estavam sendo submetidos aos exames cadavéricos e, até, colocava a água que bebia, suco ou qualquer alimento para gelar nas geladeiras em que também se guardavam os defuntos.

Google lembra aniversário da 1ª linha de "Elétricos" de Lisboa

110º Aniversário da Inauguração da Primeira Linha de Carros Eléctricos entre Cais do Sodré e Algés
Imagem e Legenda: Google

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Os judeus e o desarmamento

Ilustração: Oleg Volk
“Os judeus têm armas, os judeus têm armas!”
Grito de soldado alemão no início do levante do Gueto de Varsóvia (abril, 1943).

Walter C. Merling Jr.
Um dos aspectos que mais nos surpreende na campanha de desarmamento civil em curso no país é a passividade com que certos segmentos da sociedade aceitam sem críticas este movimento. Como exemplo podemos citar a bancada ruralista na Câmara dos Deputados. Apesar de ser óbvio aos olhos de todos que um dos objetivos primordiais desta campanha é facilitar e estimular o esbulho no campo, estes senhores permanecem em incrível silêncio cúmplice, quando não a apóiam abertamente. Em nosso entender isso só pode ser explicado pelo temor de enfrentar a mídia capitaneada pelas organizações GLOBO e assim prejudicar suas carreiras políticas. Para esses senhores a carreira política tornou-se mais importante que seus negócios e suas raízes.
Outro grupo que surpreende por seu silêncio é o da Comunidade Israelita no Brasil. É surpreendente porque, por séculos, o povo judeu foi perseguido em inúmeros países e culturas diversas. Humilhação, esbulho, desapropriação, confisco, deportação, prisão e morte fazem parte do passado judeu. Parece-nos que os judeus brasileiros ignoram, esqueceram ou nada aprenderam com a história. Será que não sabem que o desarmamento sempre precedeu essas ações?
Um dos casos mais conhecidos e documentados de desarmamento dos judeus (mas não o único) ocorreu em 11 de novembro de 1938, quando o Ministro do Interior da Alemanha, Hermann Goering, determinou que os judeus não poderiam mais “adquirir, possuir e portar armas de fogo e munições (...). Os que possuíssem armas e munições deveriam entregá-las imediatamente à autoridade policial mais próxima.”
Para que essa ordem fosse cumprida, os judenrat (1) foram encarregados de alardear os “malefícios” de possuir uma arma. Diziam que as armas são perigosas, que causam acidentes e que as pessoas cometem crimes passionais com elas (soa familiar?). Como bons cidadãos, todos deveriam colaborar com o governo entregando suas armas particulares.
O que se seguiu a este ato todos conhecem, mas parece que os judeus brasileiros esqueceram. Esqueceram mesmo, ou isso não passa de receio de se expor ou ser politicamente incorreto?
Alguns dirão que no Brasil é diferente. Que aqui não há anti-semitismo como havia na Alemanha e na Europa em geral no início do século XX. É verdade. Este é um país maravilhoso que acolhe de braços abertos todos os imigrantes. A miscigenação é uma realidade no Brasil e as poucas manifestações racistas sempre foram casos isolados e nunca uma política oficial de Estado na República. Ao menos até hoje!

Obnubilados nos refolhos

Depois da Festa dos bandidos a Conta é dos otários
Paulo  Brossard
A 31 de dezembro de 2010, findou-se o octonado do presidente Luiz Inácio, que proclamou ter sido o maior e melhor de todos os governos.
No dia 1º de janeiro de 2011, teve início o quadriênio da senhora Dona Dilma e, sem demora, o Banco Central elevou o juro básico, ao mesmo tempo em que deixava claro que outros aumentos estavam previstos.
Já agora, mal completados 60 dias de governo, o mesmo Banco Central, aumentou pela segunda vez em meio por cento o juro básico, que passou para 11,75%, tudo por conta da inflação. Desta maneira, o Brasil cresceu na liderança mundial do juro real, descontada a inflação, agora a 6,1% ao ano, ficando a Austrália em segundo lugar, com 2% ao ano.
Não votei na senhora presidente, mas me parece conveniente, senão necessário, salientar que, enquanto ao governo do ex-presidente cabem todas as benemerências, as maleficências vêm sendo imputadas ao governo que se inaugura. Assim, a inflação apregoada surgiu de inopino no dia 1º, 2 ou 3 de janeiro, e dela não se sabia gorda e luzidia antes de 31 de dezembro, guardada nos refolhos oficiais para aparecer no dia 19 de janeiro a motivar o primeiro Ukase do Banco Central? Ou alguma coisa está mal contada nessa estória?
Afinal, houve o propósito de mascarar a inflação para não obnubilar o maior e melhor de todos os governos, deixando à malícia a incumbência de colocar no colo da senhora presidente, entre as flores da posse, a febre que se alastra? Sem falar em inapagável traço burlesco, o ministro da Fazenda do maior e melhor dos governos continua sendo o ministro da Fazenda do governo que acaba de descobrir uma conta de “saldos a pagar” que rivaliza com o dobro do custo estimado do trem bala do Rio a São Paulo.

Santa Teresa (Rio de Janeiro): bonde na contramão. Motorneiros acham muita graça!!...



Sem comentários!

Obrigatório na mochila



Temos medo de 'pregar' aos nossos filhos, consequência de traumas passados, ou do mito de que os bons pais são amigos e não figuras de autoridade (palavra que tememos).

E é verdade que os exemplos contam mais do que as palavras, mas isso não nos isenta de lhes explicar quais são os valores que nos norteiam, e de os defender com convicção.
Nem tudo é igual, nem tudo vai dar ao mesmo, como provam bem os tumultos em Londres, os casos de bullying na escola, os actos de vandalismo, a agressão a colegas (patente no célebre vídeo de adolescentes a baterem numa rapariga) e a má-educação e violência contra professores.
Sendo assim, é importante que, para lá das roupas novas (e quem é que não gosta delas!), do material escolar (não há melhor do que livros recém-forrados, e lápis afiados, em estojos por uma vez arrumados), é bom que se certifique de que o seu filho também leva na mochila algumas certezas essenciais. Atrevo-me a nomear algumas:
1. Deve tratar os outros como gostaria de ser tratado. É uma fórmula simples de entender e aplicar, e de resultados assegurados, para além de treinar a empatia, qualidade essencial para a vida em sociedade. Explique-lhe que se aplica à relação com as pessoas da idade dele, mais velhas e mais novas, e que não conhece excepções.
2. A força e o poder são para ser usados ao serviço dos outros. Se passa a vida a dizer, em casa, que os políticos são todos uns ladrões, que os chefes só o são por uma qualquer cunha e por aí adiante, não se admire se ele estiver convencido de que o poder deve ser usado em proveito próprio. Deixe claro que não é assim, e que quanto mais responsabilidade tiver, mais obrigações tem para com os outros. É meio caminho andado para que não se envolva em cenas de bullying.
3. Os actos têm consequências, e é preciso assumi-las. Tratamo-los tantas vezes como bebés inimputáveis que corremos o risco de que não entendam que quando tomamos uma opção devemos estar prontos a arcar com as consequências. Sem interiorizarem essa relação causa-efeito, nunca se transformarão em adultos responsáveis.
4. O anonimato é uma cobardia. O mundo virtual pode ter esbatido a noção de que temos de dar a cara por aquilo que dizemos ou fazemos. Uma carta anónima, um comentário anónimo, um insulto que surge do nada são inadmissíveis.
5. A escola custa dinheiro. Diga-lhe quanto é que o Estado gasta por aluno, quanto é que os pais pagam para que ele possa aprender. Se valorizar a escola, ele tenderá a fazer o mesmo.
Texto: Isabel Stilwell, Destak, 30-08-2011
Leia também:
Os sem-iPad (A preguiça é um traço universal do ser humano

Como reconhecer um AVC


Luis Fernando Correia
Saúde em Foco
Como reconhecer um AVC

Ouça o comentário de Luis Fernando Correia

Libya: A Premature Victory Celebration


George Friedman
The war in Libya is over. More precisely, governments and media have decided that the war is over, despite the fact that fighting continues. The unfulfilled expectation of this war has consistently been that Moammar Gadhafi would capitulate when faced with the forces arrayed against him, and that his own forces would abandon him as soon as they saw that the war was lost. What was being celebrated last week, with presidents, prime ministers and the media proclaiming the defeat of Gadhafi, will likely be true in due course. The fact that it is not yet true does not detract from the self-congratulations.
For example, Italian Foreign Minister Franco Frattini reported that only 5 percent of Libya is still under Gadhafi’s control. That seems like a trivial amount, save for this news from Italian newspaper La Stampa, which reported that “Tripoli is being cleaned up” neighborhood by neighborhood, street by street and home by home. Meanwhile, bombs from above are pounding Sirte, where, according to the French, Gadhafi has managed to arrive, although it is not known how. The strategically important town of Bali Walid — another possible hiding place and one of only two remaining exit routes to another Gadhafi stronghold in Sabha — is being encircled.
To put it differently, Gadhafi’s forces still retain military control of substantial areas. There is house-to-house fighting going on in Tripoli. There are multiple strongholds with sufficient defensive strength that forces cannot enter them without significant military preparation. Although Gadhafi’s actual location is unknown, his capture is the object of substantial military preparations, including NATO airstrikes, around Bali Walid, Sirte and Sabha. When Saddam Hussein was captured, he was hiding in a hole in the ground, alone and without an army. Gadhafi is still fighting and posing challenges. The war is not over.
It could be argued that while Gadhafi retains a coherent military force and significant territory, he no longer governs Libya. That is certainly true and significant, but it will become more significant when his enemies do take control of the levers of power. It is unreasonable to expect that they should be in a position to do so a few days after entering Tripoli and while fighting continues. But it does raise a critical question: whether the rebels have sufficient coherence to form an effective government or whether new rounds of fighting among Libyans can be expected even after Gadhafi’s forces cease functioning. To put it simply, Gadhafi appears to be on his way to defeat but he is not there yet, and the ability of his enemies to govern Libya is doubtful.

Saramago, Pound e Heidegger: ideologia e literatura

Luis Dolhnikoff

Em meio às previsíveis louvações a Saramago por sua morte, falou-se tanto de sua obra (ainda que relativamente pouco de seus méritos linguísticos próprios – porque de fato poucos –, ou elididos ou substituídos por adjetivos altissonantes) quanto de sua “lucidez”, “coerência”, “firmeza” ou “sensibilidade”. Trocando em miúdos, seu comunismo. E ainda que alguns veículos tenham dado destaque negativo, por exemplo, a seu acrítico apoio ao governo cubano, a maioria das manifestações ou edulcorou sua ideologia ou a desconsiderou (coisa que ele próprio jamais fez). Mas se em vez de comunista ele fosse fascista, tal fato também teria sido assim edulcorado? Na verdade, não. Teria sido descaracterizado. A diferença é importante.

Ezra Pound (1885-1972).
Foto:  Alvin Langdon Coburn (1882-1966)
Edulcorar é adocicar, amenizar, positivar. Saramago era então comunista não porque fosse antidemocrático, muito embora, por ser comunista, fosse antidemocrático, mas porque era “comprometido com seu tempo” (desconsiderando a morte histórica do comunismo) e “sensível à injustiça” (desde que não de responsabilidade de ditadores de esquerda). Já descaracterizar é negar um caráter, uma característica. Assim, quando se tornou necessário explicar o apoio de Pound ao regime de Mussolini sem considerar seu apoio ao regime de Mussolini, ele foi diagnosticado como louco, o que antes jamais fora, nem na vida privada nem na pública. Algo equivalente se passou e se passa com Heidegger em relação ao nazismo. Pois aceitar que Pound tenha sido fascista e Heidegger nazista cria um problema epistemológico e outro pessoal aparentemente insolúveis. Em termos pessoais, como posso admirar ou respeitar a obra de um fascista? Em termos epistemológicos, a obra de um fascista não deve ser ela mesma fascista, em algum grau? O que nos devolve ao problema pessoal: como posso admirar ou respeitar uma obra com elementos fascistas?

A questão, porém, não se coloca para obras de comunistas como Saramago. Pois não apenas se pode como, segundo muitos, deve-se não só respeitá-la como ainda admirá-la.

Sobre o sábio e o tolo - realmente o Aerus no caminho da solução


... e os mortos em vida só esperam o "tiro de misericórdia". Depois de mortos e despojados dos seus direitos, será que os abrigados pelo AERUS terão direito a um velório ou serão atirados numa vala comum?
Diz um provérbio árabe que "o passado fugiu, o que esperas está ausente, mas o presente é teu". O que se vê atualmente neste doloroso quadro em que o AERUS se encontra? A maioria dos aposentados se aferra ao passado (e tome ferro!) na vã esperança de que o imponderável ausente faça alguma coisa e esquecem (ou fingem esquecer) de que o presente está aqui e agora para que, se união existir, sejam desfeitas as tramas urdidas por ladrões do povo. "Quem cala consente", ouve o que deseja ouvir, e ouve mentira, e acredita, e revolta-se quando a verdade é exposta a olho nu, e maldiz esta mesma verdade sem acreditar num possível expurgo. O pior de tudo isto será quando, na reta final, todos os erros se consumirem, esta gente aparvalhada exclamará: por que não ouvimos a voz da razão? Tomar partido para a neutralidade ajuda o opressor, nunca a vítima. Silêncio encoraja a quem tortura e nunca a quem sofre a tortura porque o lado do bem não fez nada. 
"Quem não pune o mal, ordena que se pratique o mal (chi non punisce il male, comanda che si facci) "- Leonardo da Vinci
"Os lugares mais negros no inferno são reservados para aqueles que mantêm sua neutralidade em tempos de crise moral" - Dante Alighieri, 1265-1321
O tempo da "crise moral" no AERUS perdura há CINCO anos e caminha para o sexto, levando todos os prejudicados para o inferno. Triste realidade...
Carlos Lira

PESSOAL,
Os administradores da APRUS, Thomas Raposo e Nelson, foram a Brasília. Os amigos do Carlos Lira também. Conseguiram o quê? Onde estão os resultados destas viagens além de blá-blá-blá. Por acaso foram com o Dr. Maia ou com qualquer um de seus assessores? Eu acho que nem com o guarda de trânsito vocês conseguem falar. Haja vista que o relato de vocês é de que não tinham informações. Ora se não têm informações foram lá fazer o quê? “Pagar mico”.
Nada fizeram além de seguir os passos do SNA tão criticado pelos mesmos. Repetem tudo o que a Graziella já fez. Se repetem porque criticam? Falta de imaginação. Será que a criatividade destas pessoas se resume a isso? CRITICAR E COPIAR.

Fotógrafo calmo é outra coisa!


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Colaboração: Marcos Rangel

Fracassa leilão de ativos da antiga Varig


A primeira tentativa de venda de ativos remanescentes da antiga Varig fracassou. Não houve propostas pela Flex Comunication Center (FCC), uma estação de rádio aeroviária, levada a leilão por R$ 1,8 milhão. O leilão era considerado pelos responsáveis pelos ativos remanescentes da falência como um teste do apetite do mercado.
Segundo o advogado Fábio Nogueira Fernandes, sócio do escritório Nogueira, Simão e Bragança, que cuida das questões tributárias e relativas à falência da Varig, havia cerca de 60 pessoas no auditório do Tribunal de Justiça do Rio, onde o leilão foi realizado.
Depois de tentar vender a estação pelo preço de avaliação, foi realizada uma segunda rodada, por um preço 30% menor, de aproximadamente R$ 1,3 milhão, mas ninguém se manifestou. O leilão foi encerrado, e um novo edital terá de ser publicado, estipulando nova data para a venda.
A FCC é composta por cinco frequências de rádio na região Sul e uma no Rio de Janeiro. Na capital fluminense, a estação é utilizada como alternativa na comunicação entre aeronaves e companhias aéreas, mas é sua relevância para a operação aeroviária no Sul que justificou sua continuidade em operação, mesmo após a falência.
Para pousar ou decolar por instrumentos nos aeroportos gaúchos de Santo Ângelo, Passo Fundo e Caxias do Sul, ou nos de Chapecó (SC) e Cascavel (PR), qualquer companhia precisa utilizar as frequências detidas pela FCC.
Além da FCC, permaneceu em operação o antigo Centro Técnico Operacional da Varig, avaliado em aproximadamente R$ 70 milhões. Em entrevista dada ao Valor na semana passada, o gestor judicial da companhia, Jaime Canha, disse esperar que houvesse ao menos meia dúzia de interessados no leilão da FCC.
O grupo seria composto basicamente pelas companhias aéreas que operam rotas no setor, como TAM, Gol, Azul, Webjet e Trip, mas pode haver outros investidores, contanto que habilitados a operar a estação de rádio pela Força Aérea Brasileira.
Título e Texto: Marcelo Mota, Valor online/Folha de São Paulo, 29-08-2011
Colaboração: Lícia Marques

Penso que os possíveis compradores estão esperando para dar o bote... isto é, comprarem a preço de bananas...

# Força, Ricardo Gomes!



Leia:
Técnico do Clube de Regatas Vasco da Gama, Ricardo Gomes
Torcida grita "Ricardo, vai morrer!" (Lamentável!)

Torcida grita "Ricardo, vai morrer!" (Lamentável!)

No vídeo, aos 01:10, ouve-se a torcida (ou parte dela) do Flamengo gritar "Ricardo, vai morrer!". Lamentável! Por essas e por outras é que o futebol vai enxotando dos estádios gente do bem... 


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Técnico do Clube de Regatas Vasco da Gama, Ricardo Gomes
# Força, Ricardo Gomes!

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Técnico do Clube de Regatas Vasco da Gama, Ricardo Gomes, sofre um AVC

Ricardo Gomes, foto: Paulo Whitaker/Reuters
Do jornal “Público”:
Ricardo Gomes, antigo defesa-central do Benfica e da selecção brasileira de futebol, foi operado após sofrer um acidente vascular cerebral hemorrágico durante um jogo do Vasco da Gama e ainda corre perigo de vida.
Segundo o primeiro boletim médico, Ricardo Gomes, actual treinador do clube de Rio de Janeiro, sofreu um AVC hemorrágico. A hemorragia foi estancada e a circulação restabelecida na operação que durou três horas e meia, realizada para retirar o sangue coagulado, mas o estado do antigo jogador, em coma induzido, é reservado.
“Aconteceu tudo dentro do esperado. A impressão do doutor que o operou foi a melhor possível, e ele já viu muitos casos como o dele. O coágulo foi drenado. O quadro é favorável e agora as próximas 72 horas serão decisivas para avaliar e consolidar a situação”, afirmou Clóvis Munhoz, médico do Vasco da Gama, em declarações reproduzidas pela imprensa brasileira.

The famous "Chicken shit brain syndrome"


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Poupe que o governo garante!

Foto: JP, 21-11-2002
Oswaldo Colombo Filho
Tal frase era uma das mais citadas nas publicidades em qualquer tipo de mídia nos anos 70 e 80. Afinal, as cadernetas de poupança eram os únicos mecanismos que os cidadãos comuns tinham para proteger as suas economias da inflação. Era comum que as famílias possuíssem várias contas e com diferentes datas de aniversários. No governo Sarney (85/90) e Collor (90/92) ocorreram dois planos econômicos em cada governo e com consequentes “expurgos” que alcançaram os poupadores. Aos cálculos feitos à época pelas instituições financeiras para crédito de juros e correção monetária, sequer paira qualquer dúvida ao senso jurídico e atuarial de que foi praticado ato lesivo aos poupadores; pois os Bancos deram entendimento ilícito em prejuízo dos correntistas. Centenas de milhares de sentenças já foram dadas favoravelmente aos poupadores; da mesma forma dezenas de milhares já receberam dos condenados aquilo que lhes fazia jus; valendo citar que recorreram à Justiça uma pequena parte dos gatunados.
A oligarquia rentista recorreu de forma ardilosa ao STF. No processo então em curso e em setembro de 2010, um ano atrás, ainda a tempo de agrados na campanha política, o Ministro Toffoli solicitou “vistas” e até hoje não se manifestou. O Ministro em questão foi indicado por Lula da Silva. Toffoli foi advogado do PT, e das campanhas de Lula; assessor de José Dirceu à época do mensalão na Casa Civil, e ali foi colega de Waldomiro Diniz. Em verdade e pela ética e liturgia de seu cargo nem deveria opinar; pois carecia declarar-se “impedido”, porquanto estava na Advocacia Geral da União e lá se manifestou a favor dos Bancos e contra os poupadores. É evidente que ora age tendenciosamente em consonância à preferência já dada, tal qual enseja conter o processo em sua gaveta.

Quer andar de carro velho, amor? Então venha de… 767!


Boeing 767, foto: hiltinhogalo

Desembarquei hoje cedo de um cansativo voo Miami-Rio. Não seria assim - fiz uma perna muito mais longa para Londres em junho e não cansei a metade dessa - se não tivesse feito os dois trajetos, pela TAM, em Boeings 767 caindo de velhos. Tudo bem que as tripulações de cockpit adoram esse jato pela sua confiabilidade e maleabilidade, e que provavelmente a empresa mantém esses dois calhambeques na rota Rio-Miami por conta de possíveis custos baixos de operações (além de ser Boeing, cuja manutenção nos EUA é mais barata, são 767 e muito antigos, ou seja o leasing deve ser pequeno em relação ao custo total, aumentando a margem de lucro). Mas nós não viajamos no cockpit e sim em uma cabine antiquada, desconfortável e extremamente pobre. Mas pagamos o mesmo que o pessoal que voa a partir de SP para o mesmo destino.
Estava no portão J7 do confortável terminal no aeroporto de Miami - depois comentarei o que achei interessante em outro artigo - observando o embarque para São Paulo e notei que na rota para Guarulhos o equipamento é um novíssimo Boeing 777 - provavelmente um dos que fui com o pessoal da companhia acompanhar a construção em Seattle, há alguns anos. E justamente por conta de conhecer as enormes diferenças entre ambos é que me dou o direito de fazer esta crítica. E de sugerir à TAM, por uma questão de justiça com o próprio cliente, que cobre bem menos pelo trecho até Miami quando se embarca a partir do Galeão. Precisamos estar a par do que vamos enfrentar quando entramos no finger.
Para vocês terem uma ideia do que falo, o jato que usei na ida tinha folgas grandes naqueles painéis que sustentam as janelas. Não é algo que afete a segurança, mas passa a impressão de desgaste e desinteresse com o passageiro. O pior de tudo, em ambos os aviões, é o sistema de entretenimento: não há monitores individuais, mas na econômica um telão central, e duas televisões com tela oval penduradas no teto. Para quem está no fundo da cabine, nem adianta tentar ver o telão, porque só metade da tela, quando muito, é visível - isso se não houver ninguém em pé no corredor.

De “cara pintada” a cara-de-pau

Reinaldo Azevedo
Vejam estas duas fotos:



Aquela pergunta de Juan Arias, correspondente do El País no Brasil, ainda está muito viva na memória de muitos: “Por que os brasileiros não se indignam” com a sujeirada? Como sabem, articulei uma resposta num longo post, que recebeu, em dois dias, quase 1.100 comentários. Entre as muitas razões que explicam, segundo entendo, o comportamento cordato, passivo, até mesmo caroável, do brasileiro com a corrupção está o fato de que o PT e seus aliados de esquerda privatizaram a sociedade civil: são donos dos sindicatos, das centrais sindicais, dos movimentos sociais, das entidades da sociedade civil, de tudo. Ao contrário: hoje, o que se vê no Brasil são os “protestos a favor”, o que é coisa típica de governos totalitários de esquerda, sejam fascistas ou socialistas.
Muito bem! No alto, vocês vêem o jovem Lindbergh Faria, então aos 23 anos, presidente da UNE, com a cara pintada, pedindo o impeachment de Collor. Era, então, militante do PC do B. Causava furor nas jovens militantes com o seu stalinismo babyface… Eu queria a queda de Collor e, à época, escrevi um artigo pedindo eleições diretas também na UNE. Fui malvisto, claro! Havia algo de “pseudo” naquele rapazinho. Mas poucos resistem a um rostinho bonito, bem-falante e “progressista”. Tornou-se o “enfant gâté” do impeachment e, dali, saltou para a política. Quem o viu operando como prefeito em Nova Iguaçu, já no PT, garante que ele não tem do que se envergonhar em ter hoje Fernando Collor como companheiro na base de apoio ao governo. Nunca Nova Iguaçu se pareceu tanto com as Alagoas do outro…

Inclusão social


É interessante como a observação da vida nos mostra coisas que jamais imaginaríamos, apesar de estarem ao nosso lado diariamente desde o nascimento. São as coisas mais comuns, abundantes, tão próximas e tão importantes que não se fazem notar, como o ar que respiramos.
Confesso que nunca observei ou dei atenção a coisas que atualmente considero importantíssimas, como a acessibilidade, praticamente inexistente ou, quando existe, totalmente desrespeitada em nosso país.
Imagino que isso deve ocorrer com a grande maioria das pessoas, pois o egoísmo natural do ser humano é tão grande que ele só se sente o que lhe faz falta, como percebo agora que sempre foi o que me ocorreu.
Sempre respeitei coisas que, penso, a maioria das pessoas aprendeu em casa ou na escola, como as vagas nos estacionamentos destinadas a pessoas com necessidades especiais, como deficientes físicos ou idosos.
Entretanto, só depois de ser um desses é que realmente passei a observar o atraso existente em nosso país quanto à observação, pelo poder público e pela população, de regras básicas que deveriam ser observadas para a inclusão dessas pessoas na plenitude da vida em sociedade.
A ocupação indevida das raras vagas nos estacionamentos destinadas a idosos ou deficientes físicos, por madames, jovens ou qualquer outro tipo de pessoa é corriqueira e as explicações são sempre as mesmas: foi rapidinho, era só por um instante, ou algo semelhante.
E exatamente nesse momento, enquanto essa rara vaga era ocupada, rapidinho, por quem não devia, a pessoa para quem ela havia sido destinada chega e como ela estava ocupada, foi obrigada a procurar outra, normalmente bem mais distante, e vir caminhando, com toda sua dificuldade.

E continua a caça aos aposentados…


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Almir Papalardo
Com o recente veto da presidente Dilma a justa pretensão dos aposentados de receberem o mesmo percentual de reajuste dado ao salário mínimo, a partir de 2012, continua aberta a temporada de caça aos velhos aposentados.

Já se acumularam 16 anos (gestões de FHC e Lula) que o aposentado absorve tiros certeiros dos caçadores-presidentes, que divertem a plateia de insaciáveis e insensíveis, com a perversa perseguição feita ao previdenciário, numa verdadeira festa condenável como o é, a diabólica "Farra do Boi". Os inimigos de aposentados vibram com a atual situação cambaleante das vítimas, que a cada novo golpe desferido, quase vão à nocaute. Aparece aí a sábia moral contida no dito popular: "Ao cão danado todos a ele".

Fernando Henrique Cardoso foi o estrategista que com a aquiescência do Congresso Nacional, bolou a desvinculação do reajuste do aposentado ao reajuste do salário mínimo, soltando os aposentados assustados na arena, para que fossem caçados e alvejados todas as vezes que o salário mínimo era corrigido.

E para complementar a sua brilhante obra de fazer inveja ao professor Pardal, implementou o Fator Previdenciário que atinge quem se aposenta não com uma bala de revolver usada anualmente contra aumentos de aposentados, e sim, com uma bala de canhão que causa um estrago maior com apenas um disparo. Este presidente cortou dos proventos do aposentado, um vagabundo conforme o seu conceito, um percentual de 18,77%. Então os aposentados em vez de terem aumentos reais, passaram a ter somente a correção da inflação, com uma inevitável diminuição progressiva do poder aquisitivo.

Já o presidente Lula, com pontaria melhor e muito superior à de FH, cortou mais 42,75% do aposentado. Resumindo: estes dois presidentes juntos cortaram um total de 61,52%, percentual que achatou vergonhosamente o valor da aposentadoria que deveriam estar recebendo, valor construído conforme suas contribuições mensais ao INSS, pelo período de 35 anos ou mais. E além do uso da pistola degradante, Lula ainda usou outra arma, uma espada, desferindo duas estocadas no peito do aposentado, com aquele veto de 16,67% de reajuste dado pelo Congresso em 2006 e, descartando novamente o Fim do Fator Previdenciário. Foram dois vetos usados como como a última pá de cal jogada no túmulo do aposentado, a quem ele prometeu um dia, tirar da lixeira, concedendo-o uma aposentadoria igual a do aposentado europeu.

domingo, 28 de agosto de 2011

31º capítulo: Nilton César e Nelson Ned (em Brazzaville!)

Capítulo anterior:
30º capítulo: A segunda ameaça

A postagem aqui embaixo me lembrou outro flash. Quando trabalhava nos Estabelecimentos Miranda tínhamos um radiozinho sempre ligado, à guisa de música ambiente. Ficava ligado numa das estações locais, portanto, a música era afro-cubana. Sim, os autóctones gostavam também da música cubana! Mas, de quando em vez, a gente (um colega e eu) conseguia sintonizar uma estação angolana. Aí, a gente ouvia os sucessos internacionais, disse, internacionais: franceses, italianos, ingleses, americanos e brasileiros. Dos brasileiros, como gostávamos de ouvir Nilton César cantando “Espera um pouco, um pouquinho mais” e Nelson Ned em “Tudo passará!”. Também conheci, nessa rádio, Carmen Silva cantando “Adeus, solidão!”.
Quem diria que, anos depois, já no Rio de Janeiro, eu viria a “conhecer” Nelson Ned, ao vivo, num programa dominical e, surpresa!, anão?! Ah, e mais ainda, anos depois, vê-lo, em carne e osso, entrando no avião em cadeira de rodas… triste.

Espera um pouco, um pouquinho mais...


Khadafi, Assad e a esquerda

Luís Leiria
Assad já foi denunciado por crimes contra a Humanidade por um dos principais líderes da OLP. Será que a esquerda que o defende não vai abrir os olhos?
Líbios celebram a queda de Kadhafi nesta sexta-feira (26), após as orações, na região central de Trípoli, foto: AP
Uma importante parcela da esquerda mundial continua a sustentar as virtudes anti-imperialistas do coronel Khadafi, o líder da revolução líbia (como ele oficialmente se intitula), e a só ver nos acontecimentos naquele país a mão da agressão da Nato. O povo está com Khadafi, asseguram, e a oposição é toda comprada pela CIA.
A argumentação não é nova. Foi usada, sem procurar ser exaustivo, na Checoslováquia em 1968, e em geral em todas as revoluções que derrubaram os regimes do chamado “socialismo real” a partir da queda do Muro de Berlim.
Khadafi é diferente? Vejamos:
– O regime de Khadafi era uma ditadura. Isto é incontestável. Não havia a mais mínima liberdade de expressão, de organização, de manifestação, de formar sindicatos. Nada. Na “Jamayria” não havia partidos. Ao simular um sistema político que seria uma espécie de “assembleia permanente”, o que o coronel impunha de facto, com mão de ferro, era uma ditadura policial onde quem mandava era ele e os filhos. Um bom teste que proponho aos defensores de Khadafi: seria ou não possível formar na Líbia um partido que defendesse as vossas ideias? Já sabem a resposta: em poucas horas estariam todos presos se o tentassem, por mais que se desfizessem em elogios ao “Grande Líder”.
– Há muito que Khadafi tinha deixado de ser independente do imperialismo. A revolução de Khadafi fez parte das revoluções nacionalistas árabes dos anos 50 e 60, que se inspiraram na de Gamal Abdel Nasser do Egipto. Durante alguns anos, apesar das suas excentricidades e megalomania, o “líder da revolução” aplicou uma política que em nada agradava aos Estados Unidos. Mas depois mudou.

[Aerus] A "vitória" em 2008!

Este informativo é o nº 07, de outubro de 2008

Para acessar este Informativo, em Word, clique aqui e faça o download do documento

Relacionados:
"64 meses de calote no Aerus..."
e tantos outros...

sábado, 27 de agosto de 2011

KAL's cartoon: The protests in Syria are clearly the work of Western agitators

The Economist, Aug. 27, 2011

30º capítulo: A segunda ameaça

Capítulo anterior:
A segunda ameaça de expulsão ocorreu numa das lojas (dos meus pais) que gerenciava. Acabava de abrir a loja, entra um cliente. Havia uma pilha de cobertores embalados com plástico transparente. Em cima da pilha um cobertor desembalado como amostra; para os clientes poderem ver melhor, avaliarem o tamanho. O cara desembala dois, sim, dois, e depois pega um e vem até à caixa, onde eu estava. Aí, já viu, né? Não prestou. “Qual é, cara, então você desembalou dois cobertores e quer levar este?! Não, não, tu vais levar um dos que tu desembrulhaste!!” O cara, que muito provavelmente fez aquilo para provocar, resmungava que eu era branco, português, colonialista, imperialista, salazarista, etc…
A expulsão dos cidadãos brancos ("europeus colonialistas") tinha um rito sumário e constrangedor; conta-se que um deles, grego, dono de um armazém, havia sido obrigado a desfilar em cuecas na delegacia para onde foi levado…
A ameaça de expulsão era, portanto, corrente. Claro, todos os dias o presidente arengava contra o imperialismo, o colonialismo. Era a dialética oficial e única. Os “outros” eram os inimigos, os responsáveis pela miséria, etc. Não se construía nada. Não se cuidava do povo. Faziam-se discursos contra o inimigo externo. Só! Pegou?
Um dos tantos quadros que o pessoal vendia nas ruas

MAIS UM ALvejaDO

Relacionados:

"O Governo paralelo de José Dirceu. E Dilma sabe de tudo"

Com o título acima Reinaldo Azevedo desvenda um pouco a reportagem de Daniel Pereira e Gustavo Ribeiro, na revista Veja (José Dirceu antecipa defesa atacando a revista Veja). 
"A reportagem de Daniel Pereira e Gustavo Ribeiro está entre as mais importantes e contundentes publicadas nos últimos anos pela imprensa brasileira. Ela desvenda o modo de funcionamento de uma parte importante do PT e os métodos a que essa gente recorre. E traz detalhes saborosos: podemos ver as imagens das “autoridades” que vão até o “gabinete” de Dirceu, montado no Naoum, um hotel de luxo de Brasília, onde se produz, nesse caso, o lixo moral da República. VEJA conseguiu penetrar no cafofo do  Muammar Kadafi da institucionalidade brasileira."

Relacionado:

Rasante do DC-10 RG em 1986

Encontro das Águias em Jacarepaguá - Rio de Janeiro - Filmado em 09 de novembro de 1986, por Jorge F Cunha, dentro da série "Lembranças". O piloto, Cmte. DERITO, era quem comandava o PP-VMY da VARIG neste dia.
JCunha 2009


Apresentação e Vídeo: Jorge Cunha
Acesse o canal de Jorge Cunha:
http://www.youtube.com/user/jcunhajorge

José Dirceu antecipa defesa atacando a revista “Veja”



Eis o que escreveu José Dirceu no seu blog, ontem, 26 de agosto:

Repórter da revista Veja é flagrado em atividade criminosa contra mim

Depois de abandonar todos os critérios jornalísticos, a revista Veja, por meio de um de seus repórteres, também abriu mão da legalidade e, numa prática criminosa, tentou invadir o apartamento no qual costumeiramente me hospedo em um hotel de Brasília.
O ardil começou na tarde dessa quarta-feira (24/08), quando o jornalista Gustavo Nogueira Ribeiro, repórter da revista, se registrou na suíte 1607 do Hotel Nahoum, ao lado do quarto que tenho reservado. Alojado, sentiu-se à vontade para planejar seu próximo passo. Aproximou-se de uma camareira e, alegando estar hospedado no meu apartamento, simulou que havia perdido as chaves e pediu que a funcionária abrisse a porta.
O repórter não contava com a presteza da camareira, que não só resistiu às pressões como, imediatamente, informou à direção do hotel sobre a tentativa de invasão. Desmascarado, o infrator saiu às pressas do estabelecimento, sem fazer check out e dando calote na diária devida, ainda por cima. O hotel registrou a tentativa de violação de domicílio em boletim de ocorrência no 5º Distrito Policial.

A revista não parou por aí.
O jornalista voltou à carga. Fez-se passar por assessor da Prefeitura de Varginha, insistindo em deixar no meu quarto "documentos relevantes". Disse que se chamava Roberto, mas utilizou o mesmo número de celular que constava da ficha de entrada que preencheu com seu verdadeiro nome. O golpe não funcionou porque minha assessoria estranhou o contato e não recebeu os tais “documentos”.
Os procedimentos da Veja se assemelham a escândalo recentemente denunciado na Inglaterra. O tablóide News of the World tinha como prática para apuração de notícias fazer escutas telefônicas ilegais. O jornal acabou fechado, seus proprietários respondem a processo, jornalistas foram demitidos e presos.
No meio da tarde da quinta-feira, depois de toda a movimentação criminosa do repórter Ribeiro para invadir meu apartamento, outro repórter da revista Veja entrou em contato com o argumento de estar apurando informações para uma reportagem sobre minhas atividades em Brasília.