sábado, 31 de março de 2012

Juninho: pequeno clipe do jornal "Record"

video

Porto - Portugal

We arrived in Portugal on a stormy day hoping that it would all clear so that we can come out with some decent images. The next morning Porto was enveloped by a thick sea mist which eventually cleared by about midday to expose Porto at its most beautiful. My luck with the weather continues. Sure enough on our day op departure it was heaving down with rain again.

Desabafo da Rosa: "a extinção das juntas"

Foto: Miguel Manso
ai ao sábado tenho a tardinha livre e como está a chover fiquei sentadinha defronte do magui no onelaine a saber das últimas e até vi a minha prima estalina com um cartaz a dizer que não queria brincadeiras com o senhor relvas e nem sabia que a estalina costumava brincar com o senhor relvas e que até é casado e ai a estalina a estalina que continua sem juízo e depois é que vi um cartaz que era contra a extinção das freguesias e tenho que falar com o meu primo corolineo e que tinha uma tabacaria e que faliu por extinção da freguesia e que afinal a culpa de ter ficado sem fregueses é do senhor relvas e também vi que o senhor  constâncio continua com a mania de dizer o futuro e até parece a minha prima maia  e que além das cartas deita búzios e para quem tudo é uma possibilidade e ó prima se atravessar a estrada sou atropelada e pergunto eu e logo aquela resposta à senhor constâncio e é uma possibilidade e não é que acerta sempre e por isso penso que ele faz muito falta para sabermos o futuro e eu sei que existe possibilidade para tudo mas dito por ele tem outra força e sei que o senhor engenheiro não fazia nada sem lhe perguntar primeiro e já que falo no senhor engenheiro vejo como faz falta e sem ele os deputados do pêesse andam a faltar ao serviço e até há quem vá para a galderice e se borrife no senhor tozé e não está bem e prantes que vou à manifestação das juntas porque com a viagem à borla deve estar cheia de primas
Rosa Engeitada
 
Impressionante a falta de, não sei dizer o quê, que eu vejo neste bonito país: sei lá, é uma ZONA! É, é isso mesmo! Penso não haver exemplo, no mundo, de tantos e tão grandes umbigos num país tão pequenino...

Partido Socialista vive guerra civil


A guerra no interior do PS deixou de ser surda e passou a ser aberta, sendo que cada uma das facções rosas luta com as armas que tem ao seu dispor:


André Azevedo Alves, no blogue “O Insurgente

O maior comediante do mundo

Ricardo Araújo Pereira, foto: J. C. Santos
Alberto de Freitas
Sou fã de Ricardo Araújo Pereira, para mim, o maior comediante do mundo e detentor da maior piada do mundo: dizer-se comunista. O “negócio” de RAP é o humor; algo pouco apreciado nos antigos regimes comunistas e mesmo nos atuais. O “pessoal” em Cuba – que se saiba – não acha piada à piada, constando mesmo que 99 em 100 vezes considera provocação. E aos provocadores é escusado consultarem a cartomante, pois são “cabras marcados para morrer”. A vez que a piada é aceite, é quando não se percebe onde está a piada. Acrescentando-se que o tipo de humor praticado por RAP é o que no Bloco Leste se considerava símbolo da decadência do Ocidente capitalista.
Diz-se do PCP, “amante” da ideologia marxista. O que deve ser entendido como chalaça, a não ser que se anteponha “grouxista” ao marxista. Pois mesmo na atividade doméstica, contribui para o fortalecimento de uma das empresas “mais capitalistas” do País. Daquelas sempre encostadas ao Estado burguês e coito dos políticos burgueses na reforma.
A não ser que se entenda como agente infiltrado que, ao contribuir para o “crescimento” do inimigo, aumenta as perdas na “queda” - Dentro do espírito: quanto mais alto maior a queda.
Porém, pelas suas qualidades, merece cada euro que ganha. E as empresas do regime fazem bem – tal como os reis em relação aos bobos – pagar principescamente os seus serviços, podendo até considerar-se um processo de autocrítica… como se sabe, coisa mais marxista não existe.
Ouvindo-se o “Governo Sombra” na TSF – em termos de humor, o programa de melhor qualidade da rádio – RAP a toda a hora chama a atenção para o seu posicionamento ideológico e partidário. Dos intervenientes é o que obtém mais rendimentos pelo seu trabalho, e é o que mais se relaciona com as empresas do regime… aí a piada.
Título e Texto: Alberto de Freitas   

De totós ou para totós? - Um totóensaio.



Alberto de Freitas
Quem se queira envolver na política, tem que treinar na técnica de falar para totós, a não ser que o seja. Nesse caso, mantém-se – na política – por pouco tempo. O mesmo acontece com os políticos que evitem expor a versão para totós. Por exemplo: falar verdade. Totó não suporta enfrentar a realidade. Totó necessita que lhe levantem o ânimo. O político tem que ser um viagra da alma.
No caso, pode ver-se como o facto de estarmos na bancarrota, é algo que não se pode apresentar de chofre aos totós. O verdadeiro político propõe como solução o investimento. Claro que tal solução necessita para a sua prossecução, daquilo que falta - por isso a bancarrota - e que é capital. Mas tal solução assenta perfeitamente na cachimónia totó. É a versão totó do milagre bíblico: levanta-te e anda. A personagem não tem pernas e, por mais que chame a atenção para o facto, totó repete: “levanta-te e anda”. Ou até, para não ferir os mais religiosos, tem-se o exemplo da velha tática militar, em que mesmo que acabem as munições, se deve continuar a disparar… para enganar o inimigo.
Todo o totó é crente e vitupera os descrentes, vulgarmente conhecidos por liberais.
O liberal é um totó solto na vida, cuja liberdade se pode considerar uma isaltinice da crendice totó. Nunca fica preso a totósices. Atualmente temos a versão liberal-pensadora e que são os neoliberais. Sim, porque se o liberal era a versão salazarista: “a minha política é o trabalho” e, por isso se borrifava na totóconverseta; o neoliberal desmancha-se às gargalhadas perante tal totósice.
Tal atitude é ferozmente atacada pela “esquerda-ovas-de-esturjão”; aquela esquerda que para acabar com o capitalismo, tem como política ser consumidora dos seus símbolos: vestindo Prada e “pulsando” Rolex. Quem também não suporta que se pense e, por isso odeia os neoliberais, é a “esquerda-sobrevivente- do-assalto-ao-Palácio-de-Inverno”. Que na ausência de modelos a apontar, aposta na política “Alice-no-país-das-maravilhas”.
Não só a esquerda, mas também a direita beata tem conversa para totó, devido à convicção que será deles – totós – o Reino dos Céus.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Do "mirante improvisado" de Massamá - Av. 25 de abril

Eram 19h, caminhava com o meu amigo, resolvi captar estas três vistas da Avenida 25 de Abril, em Massamá. Esta Avenida "nasce" não sei onde, passa em frente à Estação de Massamá/Barcarena, em frente à minha varanda, em frente ao Pingo Doce, Shopping Center de Massamá... e vai lá para o lado direito... as lindas casas e construções que a gente avista das "fotos" não sei a que freguesia/bairro pertencem... Qualquer dúvida é só dizer e apelarei ao universitário Luis Torres... 



Fotos: Jim Pereira

Difícil equacionar o problema de aposentados

Almir Papalardo
Os aposentados, pensionistas e aposentáveis, que são discriminados há 17 anos, com 08 anos da gestão de FH, mais 08 anos do governo Lula, e mais 01 ano da gestão de Dilma, continuam sem perspectivas reais para uma solução justa e definitiva do grave e desumano problema que nos empurraram goela abaixo.
Esses problemas que todos já sabem quais são, tornando-se até enfadonho repetir-se, foi uma vil e covarde rasteira nos trabalhadores brasileiros, sem chances de defesa, pois nem a Constituição Federal de 1988 nem o Estatuto do Idoso de 2003, com seus artigos de justiça igualitária para todos, conseguiu protegê-los.
Agora se aproxima rapidamente as eleições de outubro que empossará novos prefeitos e vereadores. Seria à hora propícia para tentarmos uma solução estratégica, usando o nosso voto com responsabilidade e inteligência, votando só em candidatos que ainda não se mostraram inimigos do cidadão aposentado.
Seria preciso esquecer na medida do possível a sigla partidária, porque se o PSDB e o PT foram protagonistas de um covarde massacre ao aposentado, serão eles mesmos, mais o PMDB, os três mais fortes partidos, que poderão nos tirar dessa areia movediça que eles próprios nos atiraram. Deveremos portanto só considerar a conduta política de cada um candidato.
Assim sendo, que o cidadão cônscio de sua responsabilidade, tenha em mente que não deverá abster-se de votar em candidatos que pelo menos tenha se mostrado honrado, tenha a ficha limpa, para ver se conseguimos, a médio prazo, mudar a política podre que hoje impera no Brasil.
Lembrem-se, ninguém deverá omitir-se da responsabilidade de votar, porque estará fugindo do compromisso que tem com a nação, querendo deixar para os outros a difícil escolha dos candidatos, pensando estar se eximindo de culpa se os futuros eleitos não corresponderem. É o exemplo típico de: “eu lavo as mãos”, não voto em ninguém por isso não sou responsável pelos destinos dados ao Brasil. Não, todos os 135 milhões de eleitores têm a mesma a responsabilidade na escolha dos candidatos. Nas últimas eleições, houve uma abstenção de quase 30 milhões de eleitores! O que é isto minha gente? Não será assim que o Brasil mudará...
Um ditado universal muito certo: {Toda população tem o governo que merece}.  
Título e Texto: Almir Papalardo 
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Parabéns, presidente Dilma!

Lino Tavares
Presidente Dilma!
Inicialmente, minhas desculpas por tratá-la de Presidente e não de Presidenta, de acordo com a sua manifesta vontade. Faço-o, porque não compactuo com qualquer forma de desobediência a leis e tratados que tenham entre os signatários o meu país, como é o caso do acordo firmado entre o Brasil e os países de Língua Portuguesa, à luz do qual esse vocábulo não possui flexão de gênero por ser um substantivo comum de dois, possuindo, portanto, uma grafia única para os gêneros masculino e feminino.
Mas o objetivo primordial dessa carta aberta não é levantar a questão relacionado a esse pequeno desvio de conduta de natureza linguística. A finalidade desse documento de cunho jornalístico é cumprimentá-la pela forma corajosa como adentrou a propaganda partidária do PCdoB (Partido Comunista do Brasil), levada ao ar na TV, na noite de 28/03/2012, para revelar de forma cristalina sua REAL IDENTIDADE DOUTRINÁRIA.
Pessoalmente, eu me considero beneficiado por essa sua atitude arrojada, haja vista que, graças a ela, vejo resgatar-se junto a milhares de leitores minha credibilidade um tanto abalada, por haver afirmado na mídia, repetidas vezes, que a sua MILITÂNCIA POLÍTICA NA JUVENTUDE tinha dupla finalidade: destruir o regime de governo vigente e substituí-lo pela ditadura do proletariado, liderada na época pela União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Até escrevi isso no jornal Zero Hora, de Porto Alegre, sendo contestado por leitores que não acreditavam nessa versão.
Saiba que, EM FUNÇÃO DA DECLARAÇÃO FEITA NA PROPAGANDA DO PCdoB, enfatizando que o partido simbolizado PELA FOICE-E-MARTELO pulsa-lhe forte no lado esquerdo peito, a Senhora demonstrou ser uma pessoa transparente, que não vê por que esconder QUE SEMPRE APROVOU, EM GRAU, GÊNERO E NÚMERO, COISAS COMO O “MURO DE BERLIM”, O REGIME FECHADO DE CUBA, com seu tenebroso Pelotão de Fuzilamento, OS CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO DA SIBÉRIA, da Era Stalinista, a AÇÃO DO GOVERNO CHINÉS CONTRA OS PROTESTOS DE ESTUDANTES, que ficou conhecido como “MASSACRE DA PRAÇA DA PAZ CELESTIAL”, além de outras DITADURAS de mesma coloração doutrinária, hoje em PROCESSO DE DISSOLUÇÃO frente às ações populares que CLAMAM POR LIBERDADE. Por sua atitude franca e decidida, que DEIXA NAS ENTRELINHAS a certeza de que o seu “SONHO DE JUVENTUDE” não acabou, ficam aqui registrados, Presidente Dilma Roussef, os meus sinceros cumprimentos.
Título e Texto: Lino Tavares, jornalista
jornalino@gmail.com

Os comissários da "verdade"

Foto: Fabio Motta/AE
Rodrigo Constantino
Nesta quinta-feira ocorreu um evento no Clube Militar com o título “1964 – A Verdade”. Os painelistas convidados eram o jornalista Aristóteles Drummond, Dr. Heitor De Paola e o general Luiz Eduardo Rocha Paiva. O objetivo, como fica claro, era debater o contexto do “golpe” (para alguns um contragolpe) militar que derrubou Jango do poder. Tratava-se de uma evidente resposta a esta tentativa de se reescrever a história com forte viés ideológico por meio da dita Comissão da Verdade.
Manifestantes de esquerda, entretanto, partiram para ataques verbais, acusando os presentes de “torturadores”. Policiais tentaram liberar a avenida, fechada pelos manifestantes, que, por sua vez, começaram a jogar ovos nos representantes da lei e da ordem. Os protestos acabaram em pancadaria, como de praxe quando estes adoradores de Che Guevara resolvem “protestar”.
O episódio ilustra perfeita e sarcasticamente a contradição destes idólatras do comunismo. No afã de apagar os fatos daqueles tempos com a borracha do poder e colocar em seu lugar uma versão totalmente deturpada e maniqueísta, os comunistas acabam deixando transparecer seu real apreço pela democracia, ou seja, zero. Essa gente jamais tolerou o livre debate de ideias, e encara a coisa como uma batalha no ringue, em que socos falam mais que argumentos. Quem se esqueceu de José Dirceu incitando seus discípulos a ganhar nem que fosse na pancada?
É assim que os “heróis da democracia”, pela ótica orwelliana moderna, com o beneplácito do poder, enxergam a tolerância democrática. Naqueles tristes anos, a turma, armada e financiada pelos soviéticos, lutava para impor uma ditadura comunista ao estilo cubano no País. Hoje, querem impor sua versão falsa dos fatos, calando com ameaças e violência aqueles que ousam contar o outro lado da história. Com tanto amor assim pela liberdade, esses comissários da "verdade” ainda vão transformar o Brasil em um “paraíso” como Cuba ou Venezuela!
Título e Texto: Rodrigo Constantino, Instituto Liberal, 30-03-2012
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Juventude Fascista – II


Geraldo Almendra
Com o cerco nas ruas dos militares da reserva pela Juventude Fascista a serviço da Comissão da Mentira está formalizada a fase final da vingança petista contra os que lutaram contra o comunismo: já está no ar o Regime Ditatorial Fascista Civil comandado pelo PT.
O que surpreende toda a sociedade é que esses agora “combatentes vermelhos”, à exceção do pedido da merecida queda do desgoverno Collor, nunca mais se posicionaram nas ruas para lutar pela dignidade do país que está imerso desde que o país foi entregue aos civis no mar da degeneração moral por responsabilidade direta dos seus ideólogos mandantes.
Morrem diariamente no país mais de 150 pessoas vítimas da falta de recursos desviados pela canalha da corrupção - a maioria habitante do poder público, melhor dizendo, do covil de bandidos – sendo que esse fato não motiva esses mesmos “patriotas” a cercarem nas ruas qualquer político corrupto gritando “porco, corrupto, assassino e covarde”, pois isso não lhes interessa: não interessa insultar quem anda com seguranças armados, em carros blindados ou que tem capacidade de defesa.
Os covardes somente praticam atos de explicita covardia contra quem está fragilizado na sua cidadania pela covardia de uma sociedade estúpida, hipócrita e leviana.
Partir para as ofensas pessoas e agressões de quem a idade já tirou a capacidade direta de defesa é típico de gente covarde da pior espécie.

Bússola do desgosto pela leitura



Carlos Lúcio Gontijo
Faz muito tempo que escrevemos artigos a respeito da falta de políticas públicas mais efetivas e inovadoras na tentativa de formação de gosto pela leitura. Entretanto, como integrantes do núcleo de autores independentes, não alimentamos mais qualquer sonho de assistirmos alguma sensível democratização no âmbito do mercado do livro e seu jogo de troca de influências (e favores) entre editoras, grandes autores e poder público.
Por várias e seguidas vezes defendemos a regionalização de indicação de livros de literatura às escolas, principalmente para as primeiras leituras, nos ensinos fundamental e médio, que cobram proximidade de costumes, hábitos, horizonte geográfico e linguagem. Isto sem considerarmos a importância de que, ao privilegiar autores regionais, haveria a possibilidade de mais contato entre os escritores, os poetas e os alunos, desfazendo a distância causadora de falso “endeusamento”, que coloca a arte de escrever em pedestal inalcançável, quando a verdade a ser cultivada é que todo autor necessita ter o leitor caminhando ao seu lado, frequentando similares ondas de sensibilidade, informação e criatividade.
Nada nos aborrece mais que a eternização de antigas listas de livros obrigatórios, apesar de todos terem consciência de que o bom livro, os chamados clássicos, se impõe por si mesmo. Ou seja, se você cuidar de formar leitores, os próprios amantes da leitura chegarão a eles, com a vantagem de ostentar mais discernimento para melhor apreciá-los.
O mundo da literatura não vai bem, pois há muita gente com toda atrativa circunstância e organizado aparato legal para se aproveitar do idealismo de poetas e escritores desavisados, que não medem esforços para ver suas obras editadas. A todo instante recebemos propostas, via e-mail, para participar de coletânea. Agora mesmo, visualizamos em nosso computador o convite para participar de coletânea de título pomposo: Antologia Os 100 Melhores Poemas do Brasil. A proposta indecente traz uma escala de preços que varia de R$ 200,00 por duas páginas, a R$ 875,00 por 10 páginas. Um explícito assalto virtual, conforme detectamos após análise, levados pela orientação da experiência de quem custeou a impressão de 14 livros, inclusive do romance Quando a vez é do mar”, que lançaremos no dia 27 de abril deste ano de 2012.

Desabafo da Rosa: "não esqueço o senhor engenheiro e pronto!"

e não e não e não e só digo isto para não me zangar a sério e estou a falar com o senhor assis que quer que eu esqueça o senhor engenheiro e não esqueço e pronto e se não fosse ele como é que o meu primo carragosa e que é técnico superior de higiene na dois mais três e que não de digo de onde conseguia palmar o meu querido magui e onde escrevo os desabafos e não sou só eu a lembrar-se dele e porque o meu primo ilontrino e de quem diziam que era lerdo e que até aos dezoito anos entrava de cócoras na escola para se misturar com os outros meninos e agora com vinte anos já vai para a faculdade e com emprego de pré-licenciado na junta e tudo graças às novas oportunidades do senhor engenheiro e por tudo isto e muito mais ninguém se pode esquecer do senhor engenheiro e nisto sou como a minha prima aldejusa que não consegue esquecer o sacripanta do alforim e que era vendedor de meias por atacado e que lhe fez os dois gémeos e bem lhe dizem e ó aldejusa esquece o sacripanta mas ela olha para os dois rebentos sempre a crescer e sempre a comer mais e sempre a saírem mais caros e como o pode esquecer e é como nós a ver crescer as obras do senhor engenheiro e prantes au revuá que vou a casa da dona ivonete que me está a dar aulas de estrangeiro e juste na pá dite purquá

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