segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Voto: o único instrumento da cidadania para mudança

Rivadávia Rosa

O avanço do bolivarianismo, a novíssima variante do comunismo pode ser por esse (des) caminho: - o voto – é o único instrumento da cidadania para mudança (SOBERANIA POPULAR  - é exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto, secreto e obrigatório, com valor igual para todos); no sistema democrático que se sustenta no sufrágio universal, cada um vota como entender melhor. Esse direito é indiscutível.
Porém, os que se julgam ‘esclarecidos’ e que não votam com o estômago, abdicam da cidadania, se abstêm ou anulam o VOTO; e - a grande maioria, sobretudo, os beneficiados com o bolsa família e os militantes do ‘partido do crime organizado’, digo, partido organizado – VOTAM maciçamente nos candidatos que ‘aprofundaram’ esse regime sociopolítico criminoso.

MAS O “JOGO” DA TRAGÉDIA SEGUE:
A estratégia é reforçada até pela oposição. Estabelece-se um ‘cenário de luta’ (de trincheira – assimétrica) polarizada: “A” (situação, ‘base aliada’) e “B” (oposição e todos os que discordam com a ‘nova (in) governança’) – seguida da alimentação da luta (sem) classe - dos ‘pobres’ contra os ‘ricos’, “zelites’, brancos…; engendra-se um processo de mudança revolucionária de viés comunista que se instala – metamorfoseado de ‘defesa dos pobres’, dos oprimidos, da minorias de todo tipo e gênero,  dos ‘direitos humanos’ cujo inimigo passa a ser abstratamente os ricos, a oligarquia, empresários, e, num segundo momento pode ser um inimigo externo – como o capitalismo, o império, (neo) liberalismo – ou seja a luta (sem) classe da maioria contra a minoria.
Assim, “A“ (governo e aliados) passa a ter supostamente um projeto – um modelo de país, uma proposta, até ideais que o conectam com aos pobres, enquanto ‘B’ carece de uma proposta alternativa, e passa a ser o responsável por qualquer fracasso. (Lembre-se que os comunistas sempre culpam os outros pelos seus próprios fracassos. Vide o ‘que se pasa’ na flamante ‘república bolivariana da Venezuela’).

‘A’ tem um único líder e ‘B’ erigido a “inimigo” (na visão smittiana) tem uma liderança fraca e atomizada dando lugar a desunião das vontades, a qual é determinante no fracasso de qualquer estratégia.
 ‘A’ dá passos consecutivos e destrutivos (de qualquer oposição) para unir num só partido e movimentos que o integram na busca da hegemonia, e simultaneamente manobra para dividir os partidos e movimentos que conformam o “inimigo B” (vide os movimentos de Marina Silva e PSB).

Não obstante – o     “inimigo B” seguindo o curso da inexorável “marcha da insensatez” faz esforços para manter-se bem dividido, muitos grupos cada qual por seu lado, sem linha de ação definida, e, também sem projeto de País – apenas ‘faz o jogo’, esperando o segundo momento e a mudança lógica da conspiração típica dos regimes autoritários – em que passará a ser traidor, inimigo regime (partido-sindicato-governo-Estado) e da Pátria.

Tem-se então o protagonismo (assimétrico) – em que a confrontação confunde-se entre DEMOCRACIA e DITADURA, LIBERDADE DE EXPRESSÃO e HEGEMONIA COMUNICACIONAL DO GOVERNO,  IMPUNIDADE e  JUSTIÇA, INSEGURANÇA DOS CIDADÃOS e o DIREITO Á VIDA, entre ECONOMIA PRIVADA e PÚBLICA ou entre a PROPRIEDADE PRIVADA e a COLETIVA, culminando na confusão entre público/privado, que leva a apropriação/peculato/malversação dos recursos públicos em benefício privado.

Nessas condições – promovem-se astutamente reformas constitucionais para impor mudanças disfarçadas de objetivos populares para manter-se indefinidamente no poder através de modificações, a reeleição presidencial sem limites e a concentrado todo o poder do Estado na figura do presidente e com as ‘condições objetivas’ estabelecidas a RUPTURA DO MODELO CAPITALISTA e implantação do modelo socialista.
Pensem nisso, sobretudo os “abstencionistas”.
Título e Texto: Rivadávia Rosa, 11-11-2013

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