domingo, 20 de setembro de 2015

A cabeça na parede

Vasco M. Rosa

Que o empate técnico entre duas grandes alternativas políticas seja o cenário que temos pela frente pode ser inquietante, mas ao mesmo tempo pode ajudar a que indecisos e abstencionistas decidam intervir para fazer preavalecer uma delas. E se assim for ganhará vantagem o Governo, porque a manipulação e a desinformação são contrariadas pelo actual ambiente mais optimista e menos austero do que há anos atrás, e pelas notícias e estatísticas que vão surgindo.

Claro que há quem dependa inteiramente do quanto pior melhor, para que lhe reste algo a dizer, consiga assustar o eleitorado e possa ainda agitar a sua anacrónica cartilha.

E há aqueles que nos media dedicam parangonas ao crescimento do Livre em 1 ou 2%, ou se encantam com as novas meninas M do Bloco, ou mostrem mais uma nudez da vedeta Amaral Dias.

O aqui e agora eleitoral é que vai dizer se enquanto país, depois do salvamento dum previsível naufrágio, queremos voltar a afogar-nos ou preferimos ser responsáveis e dignos, evitando novos protectorados e endividamentos paralisantes.

Não será apenas uma prova de maturidade ou imaturidade político-ideologógica, será sobretudo querer ou não bater de novo com a cabeça na parede.
Título e Texto: Vasco M. Rosa, Corta-fitas, 19-9-2015

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