terça-feira, 22 de setembro de 2015

Como solucionar a crise econômica poupando o povo

Almir Papalardo
A pobre e pacata população brasileira vive assustada e apreensiva pela terrível e maléfica crise econômica que nos assola, e como sempre acontece, na hora da necessidade de tapar o buraco, o sacrifício arrebenta sempre nas mãos dos cidadãos mais carentes, que têm como única fonte de renda um magro salário, para sua necessária subsistência e de sua família.

Já os brasileiros mais privilegiados financeiramente, celebridades, sempre focados por holofotes da mídia, são inexplicavelmente resguardados por governos inoperantes e seus cupinchas abnegados, que por acomodação, falta de criatividade e de firmeza consciente, preferem desafogarem-se em cima dos mais necessitados, que não têm recursos financeiros  e influência relevante para se defenderem. Não querem questionamentos com personalidades influentes!

Alegam que a crise financeira é de âmbito mundial não cabendo ao governo qualquer culpa,mas, contam com a colaboração da sociedade para sairmos o mais rápido possível deste impasse. Lembramos com grande revolta o deboche do esnobe ex-presidente Lula, que com a sua já famosa irresponsabilidade e ironia, a desconsiderou, vangloriando-se enfaticamente: -“Em outros países a crise  pode ser até um tsunami, mas aqui no Brasil ela não passa de uma simples “marolinha”, porque estamos fortes e muito bem estruturados”.

O alarmante e verídico déficit de 30,5 bilhões apresentado no Orçamento do governo para 2016, despertou finalmente os responsáveis pelos destinos da nossa pátria, que, sonhando,  acreditavam que estávamos vivendo na "Ilha da Fantasia"! Tontos, com as mãos na cabeça com a descoberta, desnorteados, parecendo baratas tontas, queimam agora as pestanas para procurar recursos que cubram aquele aterrorizante rombo!!

Alegando que não têm mais de onde tirar tais recursos,  pensam seriamente em criar outros impostos, tendo como principal objetivo ressuscitarem a famigerada CPMF, tirando de vez a paz dos brasileiros já tão esfolados pelos intermináveis impostos e taxas vigentes que lhes surrupiam um percentual incomensurável nos seus proventos.

Por que não aliviam um pouco o sacrificado povo e voltem as suas atenções para os afortunados "banqueiros"? Os banqueiros  sempre foram os privilegiados dos dois governos petistas, quando, ficaram realmente milionários, ganhando dinheiro como nunca antes aconteceu, fora mesmo da realidade brasileira comparando com a diminuta renda de todas as outras categorias  de trabalhadores.

Meus conterrâneos, analisem o demonstrativo abaixo, referente aos ganhos líquidos apenas do "segundo trimestre de 2015", onde pode-se constatar o lucro inacreditável dos cinco principais bancos operantes no Brasil:

1º) Lucro líquido do Itaú/Unibanco no segundo trimestre deste ano: 5,984 bilhões de reais.
2º) Lucro líquido do Bradesco no segundo trimestre deste ano: 4,473 bilhões de reais.
3º Lucro líquido do Banco do Brasil no segundo trimestre deste ano: 3,008 bilhões de reais.
4º) Lucro líquido da Caixa Econômica no segundo trimestre deste ano: 1,9 biilhões de reais.
5º) Lucro líquido do Santander no segundo trimestre deste ano: 1,675 bilhões de reais.

Totalizando estes Bancos o estratosférico valor 17,040 Bilhões de reais nos meses de abril, maio e junho. Tirando-se uma média dá um lucro por Banco de R$ 5,68 Bilhões por mês.

Um lucro líquido astronômico projetado para todo o ano de 2015, em R$68,16 bilhões de reais.

Para fazer uma distribuição de renda mais equânime, mais justa, mais coerente, excluindo desta vez a população brasileira já tão surrupiada por escorchantes impostos, compete ao governo solicitar a colaboração dos referidos Bancos para o cessamento da crise,  no sentido de abrirem  mão de 50% dos seus polpudos ganhos.
Cobririam o déficit de 30,5 bilhões de reais do orçamento de 2016, e ainda ficariam com um robusto e fantástico lucro de  37,66 Bilhões de reais. 
 Titulo e Texto: Almir Papalardo, 21-9-2015

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