terça-feira, 8 de setembro de 2015

O jogo sem regras...

Valdemar Habitzreuter
Jogar nos mantém vivos, nos alivia das tensões da vida. Quando nos negamos a jogar nos entregamos ao vazio do tédio. Jogos são essenciais às nossas vidas. E jogar supõe uma ação livre, sem regras predeterminadas; joga-se simplesmente o jogo, e se regras as há para seguir, estas surgem durante o jogo. Ninguém tem o direito de ditar regras, o próprio jogo as dita. Aquele que diz: “a bola é minha e eu dito as regras do jogo”, acaba com o jogo, não sabe jogar.



Nós aposentados do aerus estamos no meio de um jogo, e este jogo nos interessa porque é nossa sobrevivência. Mas não é a sobrevivência o mais importante, ou o foco central; o mais importante é jogar. O simples jogar nos mantém vivos porque nos força a ser ativos, nos livra da inércia que é a negação da vida. 

Mas, poderá alguém retrucar: como assim jogar sem finalidade, sem visar a vitória? Isso não é jogo, é pura brincadeira. Exatamente isso. O jogo deve ser uma brincadeira e é nisto que consiste a vitória. A finalidade do jogo está no próprio jogo, brinca-se e diverte-se – vive-se e ponto.

Quem de nós, pais e mães, não brincou com os filhos quando eram pequenos? Muitas vezes o filho vinha com esta no meio do jogo: pai você não sabe jogar. Por que filho? Porque você não presta atenção, não está nem aí para o jogo, não quer brincar.

É isto. Jogar é estar absorvido no desenrolar do jogo, é viver o momento lúdico da vida, é desfazer-se das tensões que tolhem os momentos bons da vida, é deixar-se levar pela arte do jogo, é movimentar-se com liberdade, é brincar com a vida. 

Nós aposentados do Aerus temos de ter em mente que estamos jogando e não numa luta campal. Temos apenas uma arena onde o jogo acontece: O Aerus. Somos por volta de 10 mil jogadores, uns mais craques que outros que se destacam. Quem visa outro objetivo que não o jogo, que deve nos unir nessa arena, enfraquece o grupo. Um jogo coletivo, por vezes, pode ser difícil por querer-se inserir regras que impedem o jogo.

Deixemos o jogo Aerus se desenrolar, mas sempre atentos, como jogadores, para que ninguém interfira querendo o término do jogo. O governo ainda não entrou no nosso jogo, mas isso vai acontecer se soubermos perseverar com tenacidade no nosso jogo.

Vamos, pois, jogar e jogar limpo, isto nos deixa vivos, e se isto significa sermos vitoriosos é porque soubemos dar significado ao jogo: simplesmente jogar e deixar o próprio jogar suscitar as regras...

Em tempo: Aprecio os escritos e comentários dos colegas que postam no Cão que fuma, são textos esclarecedores e ajudam a nos concentrar no jogo Aerus... É claro, há colegas com jogadas mais ousadas, mas todos querem que o jogo se realize na mesma arena que é o nosso Aerus...
Título e Texto: Valdemar Habitzreuter, 8-9-2015

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4 comentários:

  1. Heitor Rudolfo Volkart8 de setembro de 2015 17:47

    Prezados, Aposentados, Pensionistas, Viúvas, Herdeiros, Elegíveis e Ativos, o Jogo nosso agora é esclarecermos a todos o Direito de nos Representar, legalmente e juridicamente, isto precisa ser definido, o Aerus só a nós pertence, a todos citados acima.

    O sindicato e esta Sra que se intitula nossa defensora, nem ao Aerus pertencem, vejam bem, quantos interesses escusos estão por trás disto, entendo e até me interessei, quando no início das mensagens, éramos muito carentes de informações, e a achávamos uma guerreira, mas com o tempo e as atitudes, isto foi desmoronando, meus caros, não gostaria de chamá-los de ingênuos, mas estão sendo.

    Acordem… Vejam…
    O que foi feito até hoje pela Fentac? Nada, a não ser informações, redundantes e demagogas, em certa hora, um e-mail meu enviado a esta Mensageira da Fentac, tive como resposta, "lamento seu equívoco, pois então procure uma solução para o Seu Aerus".

    É, é meu Aerus sim, é o nosso Aerus, pois este não pertence a ninguém mas somente a nós. Meus Caros, Acordem... Chega de Blá-Blá-Blá.

    Entendo e fico triste com o caso das Viúvas, tenho Amigas nesta situação, mas somente o Exmo. Desembargador Daniel, poderá, e tenho certeza que o fará, dar uma definição e regulamentação ao Caso.

    Peço aos participantes deste Blog, esclareçam em outras redes, não uso facebook, por motivos pessoais, nosso Aerus, não precisa de Holofotes, nem de ficar famoso no Congresso, como esta mensageira consegue ficar, temos uma Nobre Senadora Ana Amélia, a Lei, e a Sentença Judicial, e mais ainda, tenho Fé que se concretize, e está na mão do STF, a Tarifária, e somente esta contemplará a todos mencionados acima, esta conversa mole de Acordo, só haverá, se for de interesse da União, este blá-blá-blá de reuniões com Políticos, não resolverá nada. Isto é imbróglio.

    Meus Caros,
    Acordem.
    Um Abraço Fraterno a Todos.
    Heitor Rudolfo Volkart

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  2. Prezado Heitor,
    Não creio ser uma boa iniciativa.
    Além de santificar mais ainda a diva em questão pela vitimização a explorar, dispersaria nossos talentos, tempo e energia. Canalizemo-las para a contínua oposição política e realização de iniciativas que possam contribuir para a solução, definitiva, do nosso problema. E para isso, vale tudo, ou tudo é bem-vindo: escrever, falar, comentar, participar em atos/manifestações nas ruas e praças...
    Abraços./-
    Jim

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  3. A propósito desta notícia no UOL:
    Latino tem prisão decretada pela Justiça por não pagar pensão alimentícia
    É bastante interessante a justiça brasileira.
    Crianças têm que receber pela pensão alimentícia. Mas idosos com 80 anos, como os do Aerus não, por uma dívida do governo.
    É bom lembrar que ambos os casos são humanos indefesos e vulneráveis. Mas no caso do Aerus não se pode mandar prender ninguém?
    JM

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    1. Heitor Rudolfo Volkart10 de setembro de 2015 19:42

      Prezado JM, está pergunta em seu comentário, me faço já algum tempo, mas creio que esta, será mais uma, que somente a "Corte" nos responderá. Eu Acredito !!! Abraços.

      Volkart

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