domingo, 20 de setembro de 2015

Obrigado, Pedro Passos Coelho (Porque gostei)

E gostei muito. O autor do artigo ganhou a minha simpatia e o meu voto, se e quando essa oportunidade existir.

Logo na primeira frase o autor relembra valores. Um conceito antípoda dos rancores, valores que norteiam e guiam, não só os seus naturais opositores políticos e ideológicos, mas também, e muito, os seus opositores internos, aqueles que ele, Passos Coelho, venceu ou, acertada ou erradamente, não deu bola.

Manuela Ferreira Leite, que foi derrotada por Passos Coelho nas eleições internas do PSD, tem mais rancor a este do que ao político socialista, (teoricamente seu opositor político-ideológico), José Sócrates, que também a derrotou em eleições legislativas.
(Mas, acreditem se quiserem, esta senhora tem – muito – mais tempo de antena do que Passos Coelho e o autor deste artigo, juntos).

E Silva Peneda, outro PSD, com uma empáfia estudada, sempre a falar mal do governo;

António Capucho, que ficou putinho por ser destronado do Conselho de Estado, e tantos outros… “senadores” derrotados por Pedro Passos Coelho em eleições internas do partido.

Marcelo Rebelo de Sousa, o que é aquilo? É uma libélula esvoaçante que só faz cuidar das suas frágeis asinhas e escolher as águas onde pousar…
(Se no segundo turno das presidenciais sobrarem esta libélula e a estonteante Belém, farei uma coisa, que nunca fiz: votarei em branco)

Marques Mendes, que não quer perder a boca semanal remunerada, portanto, encontra sempre pueris motivos para mostrar a quem ainda assiste “Olhai! Como sou independente!...”

Pacheco Pereira? Considerá-lo ‘social-democrata’ é o mesmo que considerar Vladimir Putin um incorrigível democrata. PP, outro que não tem ideologia, nem ideal. A menos que consideremos chafurdar na inveja e no despeito por outrem, um ideal…
Enfim, com exceção deste eleito do PSD e de Luís Felipe Menezes, ex-prefeito de Vila Nova de Gaia e candidato à Câmara do Porto, não me lembro de ter lido/visto manifestações explícitas de apoio. Pelo contrário…
Até o folclórico Alberto João Jardim batia no bumbo contra Passos Coelho.

Não, não sou PSD. Se o fui alguma vez, talvez contagiado pelas vitórias de Cavaco Silva vistas lá de fora, no pequenino Brasil, agora, melhor e bem mais informado, sou Pedro Passos Coelho. Estou com ele e percebo o seu trabalho e quero muito, mas muito mesmo, que ele consiga livrar Portugal dos que se apoderaram dele, não para construir um pequeno grande país, mas para manterem os seus privilégios e quintais corporativos.

É o que ainda só existe em Portugal: corporações, clubes de amigos. Que saem para as ruas, com o incentivo e cobertura (programada) das televisões, que também são contra essa razia. Razia para arar.

Quer um bom exemplo?
Moro aqui há cinco anos, nunca soube de uma greve dos trabalhadores nas empresas de transporte privado.
Em contrapartida, nos transportes públicos de Lisboa (comboios e metrô) as greves se sucederam. TODAS contra o Patrão: o Estado. Quando o Estado anuncia que vai concessionar aos privados, as greves continuam, desta vez contra a “privatização”. Ora, porra! Mas o Estado não era um mau patrão?!

As greves eram (são) do Partido Comunista Português.

No dia em que os transportes públicos forem privatizados, repare, cuidadoso leitor, escrevi, transportes públicos, ACABARÁ a 'estrondosa adesão' à greve geral!

Sei que ainda viverei para ver.
Inté!

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