quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Uma nação sem futuro e sem opção

Valmir Fonseca Azevedo Pereira
Nos últimos meses, decorrência da Operação Lava Jato, iniciada em 17 de março de 2014, pela Polícia Federal (PF), várias áreas foram descobertas como focos de grandes falcatruas e golpes.

A Lava Jato já atingiu sua fase nº 19 (denominada de Nessum Dorma – Ninguém Dorme), e obtém êxitos arrasadores ao prender sacripantas corruptos e delatores, que ao abrir seus bicos, esclarecem como o país foi violentamente explorado nos últimos anos.

É um saco cheio de sujeiras, e em sequência e ao mesmo tempo, grandes golpes são descobertos em outras áreas, além da imunda Petrobras.


Ninguém duvida, que se aprofundando nos meandros do BNDES aflorarão, além das patifarias econômicas, as asquerosas intenções ideológicas.

No mesmo caminho, caso se aprofunde nas gastanças dos estádios (agora arenas) para a Copa do Mundo, descobriremos o quanto esta Nação foi descarada e, explicitamente, roubada.

Certamente, a Operação Lava Jato prosseguirá descobrindo novos meandros, novas falcatruas e viscosas malandragens.

Diariamente, as novidades de roubos envolvem quase todos os partidos, e diversas autoridades do alto escalão. Jornais, revistas e televisão abordam sem cessar as más notícias.

Dia a dia, brasileiros tomam conhecimento e, provavelmente, se envergonham de seu País ser a terra natal de tantos patifes.

Contudo, considerando-se que somos cerca de 200 milhões de habitantes, e raciocinando que 115 milhões votam, entendemos que o efetivo que realmente acompanha os noticiários, não chegue a 10 milhões.
Ou seja, a massa nem toma conhecimento do que está acontecendo.

Dias atrás, tive um contato com um Coronel da Reserva, e na conversa, lá pelas tantas falei que fui Presidente do Ternuma (ONG Terrorismo Nunca Mais, criada em 1998) por três anos.
O Coronel curioso me perguntou, “ o que é o Ternuma”?

Atualmente, tenho evitado redigir meus curtos e jocosos textos, pois a sua finalidade principal era acordar a população nacional que vive às margens da sociedade, pois, de fato, seus “eméritos” componentes não procedem como cidadãos.

Infelizmente, meus textos foram em vão.

Os poucos que acompanham o nosso cenário de crise, em geral acreditam que a ameba será afastada, de um jeito ou de outro.

Pode ser. Motivos e respaldos legais não faltam. Porém nada que a impunidade não resolva.

Na prática, devemos aguardar a pior das soluções, uma vez que muitos políticos do alto escalão estão envolvidos nas falcatruas e, portanto, só ocorrerá algo que não os prejudique.

Basta observarmos como o tempo vai passando e nenhuma medida eficaz é desencadeada para o bota fora da inútil, e isto ocorre pela busca dos interessados por uma solução que não os prejudique.

De nossa parte, aguardamos que o conluio das partes interessadas, os levem à exclusão da inútil; entretanto, quem conhece as artimanhas de nossas autoridades, pode deduzir que o resultado deverá ser o melhor para todos.
Para eles, é lógico.

Ocorra o que ocorrer, lamentavelmente, inclusive com a nova CPMF, esta é uma Nação sem futuro e sem opção. 
Título e Texto: Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira, Brasília, DF, 23 de setembro de 2015

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