terça-feira, 6 de outubro de 2015

Parceria Transpacífico(a): o mundo avança, e o Brasil vai se afundando com o PT amarrado ao pescoço

Imagem: daqui

Reinaldo Azevedo
O que resta aos esquerdopatas brasileiros e aos estúpidos do PT, do Palácio do Planalto e do Itamaraty? Torcer para que os republicanos, motivados por questões principalmente eleitorais – e também por um lobezinho aqui e outro ali –, se oponham à aprovação da chamada Parcecia Transpacífico. Nota: a imprensa vem chamando a coisa no masculino, mas destaco que a gramática exigiria, em português, “parceria transpacífica”… É evidente que a palavra se transformou num adjetivo. Adiante.

Enquanto o mundo se organiza em blocos e parcerias comerciais, o Brasil continua atrelado ao ridículo Mercosul. O último esforço de Dilma, a preclara, é para atrair a Bolívia. Em recente reunião, Evo Morales ofereceu suas Forças Armadas a Dilma para enfrentar o golpe das oposições… Temo a Marinha boliviana!

Vejam ali. O Peru, o México e o Chile já compõem a Aliança do Pacífico, com a Colômbia, que vai entrar na nova parceria numa segunda etapa. A América Latina, exceção feita à Venezuela e à Argentina, nossos dois “parceiros”, cresce mais do que o Brasil.

O que está em curso é fruto de um braço de ferro estúpido no qual o Brasil foi derrotado. Os governos petistas e o Itamaraty apostaram todas as suas fichas na chamada Rodada Doha, que seria um grande acordo que reordenaria as disputas comerciais internacionais, com medidas, vamos dizer, compensatórias para os países em desenvolvimento. Deu tudo errado. Em 2008, ficou evidente que a grande negociação internacional não aconteceria. Banânia, no entanto, insistiu. Ainda em 2013, lá estávamos nós tentando salvar Doha dos escombros.

Resultado: o Brasil hoje tem o Mercosul como uma corda no pescoço. Já escrevi isto aqui e repito: desde 1991, quando se tornou membro do Mercosul, o Brasil fechou, ATENÇÃO!, três acordos bilaterais: com Israel, Egito e… Palestina! Só o primeiro está em vigência. Parece piada, mas é assim mesmo. Até 10 de janeiro de 2013, a OMC tinha registrados nada menos de 543 acordos bilaterais. Estavam em vigência 354 deles — a metade havia sido firmada a partir de 2003.

O atraso a que nos condena o PT é bem maior do que conseguimos perceber à primeira vista. O mundo avança, e o Brasil vai se afundando, com o PT amarrado ao pescoço.
Título e Texto: Reinaldo Azevedo, VEJA, 5-10-2015

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