quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Semelhanças ou coincidências nas quatro crises: Collor, FHC, Lula e Dilma?

Cesar Maia              
1. Em vinte e cinco anos o Brasil viveu quatro crises econômicas e políticas importantes. Uma média de uma crise importante a cada seis anos, pouco mais de um mandato presidencial. Em praticamente todas elas há dois elementos que se destacam, seja pelas razões, seja pela coincidência.
               
2. O primeiro deles é uma crise econômica internacional e os reflexos sobre a economia brasileira. Com FHC, as crises – asiática e russa – abalaram sua reeleição e provocaram medidas de populismo – fiscal e cambial – que pavimentaram sua vitória em 1998. Mas desmontaram a economia e sua popularidade, com reflexos até hoje.
                
3. Com Lula e Dilma, da mesma forma. A grave crise financeira internacional de 2008 iniciou a desintegração econômica a partir das medidas de keynesianismo de consumo produzidas por Lula. O keynesianismo de consumo resistiu por dois anos. Mas as placas tectônicas já estavam se mexendo e no terceiro ano os tremores se faziam sentir. Dilma agregou ao keynesianismo de consumo um populismo fiscal desabrido com todos os tipos de ‘pedaladas’ possíveis para ampliar o gasto do governo e ocultar o déficit público e o crescimento da relação Dívida/PIB, que sensibiliza as agências de risco.
               
4. Dessa forma, nos três casos a crise internacional foi agravada pela ansiedade política e eleitoral, com as consequências conhecidas e hoje trágicas.
               
5. Outro elemento de coincidência ou semelhança foi a desestabilização do presidente da Câmara de Deputados durante a crise política e moral. Com Collor, as investigações foram exponenciadas por uma CPI e – o presidente da Câmara de Deputados – que liderava seu impeachment terminou naufragando e sendo cassado em função de problemas de financiamento eleitoral.

6. Com Lula, as investigações foram exponeciadas pela CPI instalada. O presidente da Câmara de Deputados foi denunciado e depois julgado e condenado. Agora, com Dilma, da mesma forma, enquanto o sismômetro econômico e político acusava a desintegração governamental, a investigação – tipo contraofensiva – deflagrada pelo Planalto e pelo Procurador-Geral terminaram atingindo seu alvo. E outra vez o presidente da Câmara de Deputados foi desestabilizado e os desdobramentos estão por vir.
               
7. Assim e em três governos a crise política atinge o Presidente da Câmara de Deputados. Coincidência? Certamente não. Afinal, mobilizar a – dita – base aliada, com estímulos de vários tipos, num sistema vertical-presidencialista-regimental como o nosso, não há como não passar pela presidência da casa.
               
8. Esses dois elementos afetam duramente as placas tectônicas da governabilidade no executivo e no legislativo: a crise internacional e a estabilidade do presidente da câmara de deputados. Hoje é mais um momento nesses 25 anos. 
Título e Texto: Cesar Maia, 14-10-2015

Um comentário:

  1. Saibam todos, que este que escreve agora é um GREMISTA, não torço para o colorado.
    Cezar Maia até hoje não explicou porque teve seus bens bloqueados em 2012.
    Não estou acusando.
    Agora esquece o ex-prefeito que há diversas diferenças entre EDUARDO CUNHA e IBSEN PINHEIRO.
    CUNHA é acusado de roubar o erário público em valores que ultrapassam 5 milhões de dólares.
    IBSEN foi derrubado pelo jornalismo brasileiro que transformaram 1000 dólares de erro nas suas contas de campanha em 1 milhão.
    A revista ISTO É de em maio de 2004 publicou uma retratação pública.

    Gostaria JIM que você publicasse esse vídeo junto com essa matéria.
    https://youtu.be/gJlq_3eIuIs

    http://polibiobraga.blogspot.com.br/2013/11/saiba-quem-matou-laila-mulher-de-ibsen.html

    Grato

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