quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Tiroteio e morte nesta quarta de manhã na França; os terroristas ainda estão na ativa

Os “pensadores” de esquerda já puseram sua máquina de produzir mistificações para funcionar, em busca da culpa dos próprios franceses
Reinaldo Azevedo


A cidade de Saint-Denis, no norte de Paris, amanheceu tomada por forças de segurança nesta quarta. Segundo testemunhos de moradores, houve tiroteios intermitentes entre a polícia e terroristas. O jornal Libération informa que pelo menos uma pessoa morreu e havia pelo menos dois policiais feridos.

Às 5h desta quarta (hora Brasília), informava-se que até quatro terroristas poderiam estar acoitados num apartamento. É a operação de caça a Abdelhamid Abaaoud, o belga de origem marroquina, de 27 anos, que é considerado o cérebro dos atentados ocorridos na França no dia 13, que mataram 129 pessoas, com mais de 300 feridos.

O transporte público da região, onde fica o Stade de France, foi interrompido, e escolas e faculdades decidiram manter as portas fechadas. A Prefeitura recomenda que os moradores da área, entre as ruas de La République e Corbillon, não saiam de casa.

Eis aí: estamos diante da evidência de que a França continua sob ameaça; de que um novo ataque pode acontecer a qualquer momento. E por que acreditar que não é assim?

Em número de vítimas, os atentados na França não se igualam ao 11 de Setembro nos EUA, mas, creiam, trazem um potencial de desestabilização da sociedade muito maior.

Os americanos sabiam que, naquele caso, o mal havia mesmo chegado de fora. Outras tentativas foram frustradas pela ação das forças de segurança, mas era, reitero, o ente exógeno que atuava.

A França se depara com o fantasma, agora muito presente, do inimigo que cresceu no ventre da sociedade. Estima-se em 6,5 milhões o número de muçulmanos no país — 10% da população. É muito mais fácil um terrorista islâmico sumir na multidão na França do que nos EUA. Ainda que, obviamente, a esmagadora maioria dos muçulmanos não pratique atos terroristas

Ocorre que parte considerável desse contingente está infiltrada, sim, pelo fundamentalismo islâmico. Parece que os terroristas estão empenhados em evidenciar que as visões mais pessimistas sobre o risco de islamização da França eram procedentes.

Claro, claro! Os “pensadores” de esquerda já puseram sua máquina de produzir mistificações para funcionar, em busca da culpa dos próprios franceses em razão da colonização, da Guerra da Argélia etc.
O chefão que está sendo caçado é belga, filho de um comerciante marroquino. Formou-se no Ocidente livre e democrático. E escolheu o terror. Não! Não há luta anticolonialista que explique. Trata-se apenas da opção pelo mal. 
Título e Texto: Reinaldo Azevedo, VEJA, 18-11-2015

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