terça-feira, 15 de dezembro de 2015

A pedra atirada

Nelson Teixeira
Aquele não era um bom dia para o monge Liu-Pei, pois havia se desentendido com outro monge do mosteiro.

Amargurado por tudo que havia ocorrido, Liu-Pei não conseguia se conter de tanta raiva.
Andava de um canto para outro, resmungando, falando sozinho e dizendo que iria falar poucas e boas para ele.

Esbravejava aos quatro cantos como um tonel de veneno.

O sábio Kwan-Kun se aproximou e vendo tremenda ira, disse-lhe:
“Cuidado Liu-Pei, você está muito nervoso, e quando se está assim, não se deve tomar decisões, nem tampouco discutir com aquele que você não está se entendendo.
A pedra atirada ou a palavra proferida não tem volta, portanto é melhor se acalmar antes de falar, pois é melhor pensar o que vai falar, para não se arrepender depois.”

Tentar consertar algo acontecido, realizado, muitas vezes pode ser difícil e até impossível. 
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 15-12-2015

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