domingo, 6 de dezembro de 2015

Argamassa cinzenta

João Pereira Coutinho
Para o Bloco (e para o PS), a educação é um circo permanente
Imagine: o leitor está deitado na mesa do bloco operatório. O neurocirurgião aproxima-se e diz-lhe ao ouvido: ‘Relaxe. Eu sempre escapei aos exames, mas sei dar boas risadas.’ Que fazer? A primeira opção, instintiva, seria lançar-se da mesa e tentar fugir dali para fora (antes de a anestesia começar a fazer efeito).

A segunda opção, escolhida por Catarina Martins, seria devolver a gargalhada e murmurar: ‘Então venha daí a broca’, sendo que ‘broca’, no presente contexto, não se aplica ao tipo de substâncias que a Sra. Martins já admitiu ter fumado. Eis, no fundo, a ideia que o Bloco (e o PS) tem para a educação nacional: uma espécie de circo permanente onde ninguém é atirado para a jaula dos leões.

As consequências sociais deste tipo de ‘pensamento’ não são difíceis de imaginar. Como não é difícil imaginar o resultado da neurocirurgia: o leitor acordar e ver-se transformado em militante do Bloco. 
Título e Texto: João Pereira Coutinho, Correio da Manhã, 5-12-2015

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