sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Distorções Sociais

João Bosco Leal

Na internet encontrei um texto de Bill Cosby, "Tenho 74 anos e estou cansado"*, onde o mesmo descreve diversos desvios comportamentais que estão sendo assumidos pelas pessoas das gerações posteriores à dele, mas cujas consequências são suportadas por todos. 

No texto ele conta que nada herdou e que trabalhou duro desde os 17 anos de idade para poder chegar onde estava, para agora ter de ouvir que tinha de distribuir suas riquezas com as pessoas, que não possuem sua ética de trabalho. Que estava cansado de o governo ficar com seu dinheiro e entregá-lo de formas variadas a pessoas que tiveram preguiça de trabalhar como ele. 

E de ver a violência contra as mulheres praticada pelos seguidores do Islã em seus países, como a mutilação de sua genital ou sua morte por adultério, além do assassinato de judeus e cristãos, simplesmente por não serem crentes em Alá e, mesmo assim, insistirem em declarações de que essa é a religião da paz. 

Lembra que foi educado para ter tolerância com outras culturas, mas não entende a permissão da construção de mesquitas e escolas madrassas islâmicas - que só pregam o ódio -, em diversos países do mundo, se nenhum deles pode construir uma igreja, templo, sinagoga ou escola religiosa em países árabes, para pregar o amor e a tolerância.

Bill fala sobre aquecimento global, os tóxicodependentes, fumantes e alcoólatras que fizeram sozinhos a opção por seu estilo de vida, consumo ou vício, sem serem obrigados a nada, mas de alguma forma acabam prejudicando toda a sociedade. 

Que essas pessoas são incapazes de assumir a responsabilidade por suas escolhas e atitudes, e normalmente ainda culpam o governo de discriminação por seus problemas, como os tatuados e cheios de piercings, que por essas suas escolhas tornaram-se menos empregáveis e reivindicam dinheiro do governo, dos impostos, pagos por quem trabalha e produz. 

Penso que, em nosso país, também estamos todos cansados de continuarmos pagando a quantidade de impostos que pagamos e, em troca, não termos educação, saúde, transporte e infraestrutura, sequer próximos do que deveriam ser. 

De assistirmos, diariamente, notícias de números estratosféricos que foram roubados de empresas estatais, com a participação direta dos principais membros dos Poderes Executivo e Legislativo do país, além de algumas denúncias ainda não comprovadas, sobre alguns altos membros do Poder Judiciário. 

A situação é tão grave que, além de se envergonharem, os brasileiros com seu jeito escrachado postam nas redes sociais, diariamente, pronunciamentos ridículos, totalmente descontextualizados, realizados pela nossa presidente da república dentro do Brasil e em diversos países do mundo. São frases tão atrapalhadas, que dão a impressão de terem sido ditas por uma pessoa bêbada ou drogada. 

Por outro lado, percebe-se uma clara felicidade estampada no rosto e também nas conversas e no ânimo das pessoas, quando, sistematicamente, se anunciam prisões de alguns desses ladrões. E a torcida para que estas continuem e cheguem aos chefes das quadrilhas e de suas famílias é cada vez maior.

É inacreditável, para o brasileiro ou para qualquer pessoa que tenha um mínimo de raciocínio lógico, perceber pessoas que dez anos atrás ganhavam um salário mínimo e atualmente são acusadas de serem donas de empresas enormes, algumas multinacionais, morarem em apartamentos luxuosíssimos, voarem em jatos particulares e serem contratadas por milhões, para dar assessorias sobre assuntos que sequer entendem. 

Apesar da perda incalculável que estes criminosos causaram ao país, a prisão de todos e a exigência de restituição dos valores roubados e depositados no exterior é o único caminho possível para restabelecer a credibilidade na futura classe política brasileira.
Título, Imagem e Texto: João Bosco Leal, jornalista, escritor e empresário, 11-12-2015
* O autor do texto não é Cosby, mas sim Robert A. Hall, um veterano do Vietnã, que serviu em cinco mandatos no senado do estado de Massachusetts (EUA), como se explica neste post de 13 de março de 2012.

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