quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Da estupidez

Rui A.
A falência de uma empresa é uma coisa chata. Se a empresa for grande, é chata e complexa. Um aborrecimento que prejudica sempre muitas pessoas. Tratando-se, por exemplo, de um banco, as consequências são dolorosas para muita gente inocente e os estilhaços podem atingir um universo indeterminado de vítimas. 

Ora, se a falência de uma empresa, pequena ou grande, é um problema para muitos, o que dizer da falência de um país? Mas foi isso que nos aconteceu em 2011, com as dolorosas consequências para quem a sofreu, ainda assim, muito aquém do que teria sucedido, em idênticas circunstâncias, a um país que não estivesse na Europa e não pertencesse à União Europeia.

Por isso, a leviandade com que o governo Costa/Bloco/PCP se pôs a desfazer medidas anteriormente tomadas, difíceis e dolorosas para muitos, é certo, como se estivesse num simples processo de revanchismo partidário, e a prometer às vítimas da falência do país aquilo que um cego vê não ser possível nas actuais circunstâncias, repele pela evidente consequência que tudo isto terá. 

Mais do que estupidez, só a soberba alucinada da vaidade pessoal pode justificar a dimensão do disparate que todos iremos pagar e para o que fomos ontem solenemente advertidos. Em face disto, ou se metem travões a fundo e a viola no saco, ou o estouro terá proporções gigantescas. É bom que todos fiquemos cientes disto e não deixemos que nos engrolem, mais uma vez, com “justificações” ainda mais imbecis do que as decisões que as poderão proporcionar. 
Título e Texto: Rui A., Blasfémias, 28-1-2016

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