segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Escola em casa

Leo Daniele
Despontam no mundo enérgica rejeição à escola pública e uma animadora tendência à instrução familiar


O senhor e a senhora sabiam que na Itália cerca de mil adolescentes dão as costas para a escola pública e recebem instrução escolar em casa? E que nos Estados Unidos os meninos educados em casa fora da escola estatal são cerca de dois milhões, enquanto na Inglaterra eles perfazem quase 70 mil, no Canadá 60 mil, na França três mil e na Espanha dois mil? (Os dados são de 2012).

As universidades mais prestigiosas do mundo — entre as quais Harvard, Cornell, Princeton, Dartmouth e Yale — dão as boas-vindas àqueles que foram instruídos em suas residências.

Em termos de competividade, nos seus respectivos países a educação domiciliar desempenha-se muito bem.

“Quais são os objetivos da ‘scuola parentale’ ou ‘homeschooling’? A completa gestão por parte dos pais, pessoalmente ou através de pessoas de sua confiança, para a educação dos próprios filhos. Eles pretendem atingir esses fins com métodos ao mesmo tempo inovadores e tradicionais.

“Observando fielmente as indicações normativas das escolas, deseja-se dar aos rapazes algo a mais, tanto do ponto de vista didático, quanto — sobretudo — do ponto de vista dos valores”.

A educação domiciliar ou “homeschooling” — no termo em inglês — é um método de ensino no qual o aluno não frequenta escolas formais. Essa modalidade ainda é pouco aceita no Brasil.

As aulas efetuaram-se na casa do estudante, sob a orientação dos pais, de responsáveis ou professores particulares, em casos mais raros. O modelo segue um currículo semelhante ao das escolas regulares.

No Brasil existe e está em funcionamento a Associação Nacional de Educação Domiciliar (Aned), uma entidade sem fins lucrativos, formada por pessoas de todo o País que têm aplicado a educação domiciliar em suas famílias ou que se interessam por essa modalidade. Os associados estão disseminados por todo o território nacional e fizeram a opção pelo ensino domiciliar por diversos motivos. Eles têm em comum a convicção de que cada pai e mãe possui a responsabilidade de garantir a formação plena de seus filhos, e que essa responsabilidade natural garante o direito de escolher qual tipo de instrução será dada a essas crianças.

Um direito humano, sem dúvida. Uma decorrência do pátrio poder!
Título, Imagem e Texto: Leo Daniele, ABIM, 17-1-2016

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