quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Movimento LGBT comete violência extrema contra Jair Bolsonaro. Qual será o revide?

Luciano Henrique

Conforme lemos no Globo, o deputado Jair Bolsonaro foi vítima de uma agressão absurda e imperdoável cometida no auditório Dante Barone, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (AL-RS), em Porto Alegre, na tarde desta terça-feira (26).

Uma divisão do movimento LGBT fez um “beijaço gay” e jogaram purpurina no parlamentar. Chegaram até a causar violência, interferindo na manifestação pacífica que apoiadores de Bolsonaro faziam pelo candidato.

Mais sobre os responsáveis pelo crime:

O “purpurinaço” foi organizado pelo Levante Popular da Juventude e ocorreu antes do beijaço que terminou em pancadaria no auditório Dante Barone da AL-RS. Uma militante do movimento, que não quis se identificar, explica que a intenção era chamar a atenção para o discurso “antidemocrático” do parlamentar. “Várias vezes ele ataca setores deslegitimizados, como os homossexuais.”

Em nota, o movimento diz que tinha intenção, também, de denunciar a “transfobia, a LGBTfobia, o machismo e o racismo de Bolsonaro, cobrindo o deputado de purpurina e fazendo o chamado: Levante e brilhe contra a transfobia”.

Segundo a militante, em torno de seis pessoas participaram do movimento e depois se retiraram da Assembleia Legislativa, sem presenciarem a confusão.

Pois bem.

Agora, a ironia da coisa: desde o início de janeiro deste ano, uma parcela – talvez não autorizada pelo candidato – da direita pró-Bolsonaro tem se dedicado à campanha verbalmente violenta contra outros direitistas que tenham feito qualquer tipo de crítica a Bolsonaro, discordado de sua posição ou até decidido se colocar como “neutro” sem manifestar apoio a ele. Pessoas como Alexandre Seltz, Gil Diniz (Carteiro Reaça), Allan dos Santos e alguns outros hoje dividem as pessoas entre amigos e inimigos, colocando um dos critérios para determinar um inimigo a mera discordância direitista quando a Bolsonaro.

Porém, nenhum desses direitistas atacado por essa direita true fez um décimo do que o movimento LGBT fez hoje contra o candidato que apoiam. Agora é que nós vamos ver a porca torcer o rabo: será que a direita true pró-Bolsonaro – lembre-se que não representam todos os eleitores de Bolsonaro – vai agir contra essa divisão do movimento LGBT com a mesma contundência que manifestaram contra outros direitistas? É isso que eu quero ver…

Aliás, depois do que o movimento LGBT fez contra o Bolsonaro, encontra-se um precedente em qualquer ação lançada por Chico Buarque contra quem o “ofendeu” na rua. Perto do que fizeram com Bolsonaro hoje, Chico Buarque foi tratado com carinho.

Eu não compactuo com várias posições de Bolsonaro, mas qualquer jornalista que não denunciar o ataque contra Bolsonaro hoje com a mesma força utilizada para criticar o “ataque” contra Chico Buarque tem problemas de caráter.
Título, Imagem e Texto: Luciano Henrique, Ceticismo Político, 26-1-2016

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