sábado, 6 de fevereiro de 2016

Dois vasos

Nelson Teixeira
Quando estavam prontos para se deitarem o monge Liu-Pei, meio que chateado, mostra ao sábio Kwan-Kun que está aborrecido por não poder ajudar da forma que gostaria que fosse:
– Fico muito triste, pois não consigo proporcionar algo de maravilhoso que me pudesse satisfazer.

Ao que o sábio respondeu:
– Caro Liu-Pei, acaso você não se lembra da história dos dois vasos? Conta-nos a história que certa vez um camponês tinha dois vasos que ele utilizava todos os dias para buscar água a certa distância da sua moradia. Quando retornava da mina com os vasos cheios de água, pelo caminho um dos vasos, que estava rachado, deixava escorrer quase que toda a água que havia pegado na mina.

Certo dia, o vaso rachado procurou o camponês e disse que andava chateado, pois enquanto o outro vaso chegava cheio, ele chegava quase que vazio.
O camponês pediu a ele que o acompanhasse e andando de sua casa até à mina, mostrou-lhe um belo jardim cheio de flores, que surgiu justamente pela água que foi derramando próximo da trilha em que eles passavam.

Assim, querido monge, saiba que todos nós, por mais insignificante que possa parecer o trabalho que estamos fazendo, ele é de vital importância para nós e para os que estão ao nosso redor, basta que o façamos com amor. 
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 6-2-2016

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