sábado, 2 de abril de 2016

Rodrigo Constantino: “Por que tanto ódio?”

Luciano Henrique


Poucas pessoas da direita entendem o poder do logro na hora da guerra de frames. Muitas vezes um esquerdista diz que o adversário “é cheio de ódio”. Daí lá vai ele escrever linhas e mais linhas expondo a contradição do esquerdista, em comparação com o que ele prega de fato. Tecnicamente, isto é bom, mas é pouco.

Na verdade dizer que o oponente “tem discurso de ódio” é um ataque por si só. É um frame e nada mais. Não é algo a merecer uma elaboração muito séria, mas para ser aplicado em quantidade. O baixo número de vezes em que definimos o discurso de nosso oponente como “ódio” requer reflexão. Precisamos multiplicar isso em várias e várias dezenas.

Neste sentido o texto “Por que tanto ódio?”, de Rodrigo Constantino, cumpre um belo papel.

O PT e a “gangue do pixuleco” estão dispostos a “fazer o diabo” para não largar o osso, para manter suas benesses estatais. É atitude de perdedor deselegante, de quadrilha, de máfia. Mas, em meio a essa iminente e inevitável debacle, há um fenômeno interessante: caíram as máscaras de “paz e amor” dessa gente. O que se vê é a feiura da carranca em sua essência, sem a maquiagem de marqueteiros corruptos.

Sério, gostaria de perguntar a esses que ainda defendem o PT o motivo para tanto ódio. Por que odeiam tanto a democracia, por exemplo, a vontade popular expressa nos milhões de patriotas que foram às ruas de forma espontânea demandar o fim desse desgoverno incompetente e corrupto? Por que odeiam tanto a classe média trabalhadora, que sustenta este país? Por que a baba de ódio ao acusarem de “fascistas” todos os que discordam do socialismo, sendo que está claro quem realmente adota postura fascista nessa história? Por que um Guilherme Boulos da vida, do MTST, fala em “incendiar o país” com tanto ódio irresponsável? Por que o presidente da CUT, Vagner Freitas, incita tanto a violência e faz ameaças absurdas?

Por que o público intolerante reagiu de forma tão raivosa quando um ator simplesmente falou em prender um ex-presidente ladrão no musical de Chico Buarque? E por que o sambista resolveu impedir o uso de suas músicas no espetáculo depois, demonstrando intolerância com quem pensa diferente politicamente? Por que, aliás, Chico elogia até hoje a mais cruel ditadura do continente?

A esquerda em geral e o PT em particular têm segregado o Brasil há anos, colocando mulheres contra homens, negros contra brancos, gays contra heterossexuais, empregado contra patrão. Por que tanto ódio disfarçado de defesa das “minorias”? Por que os socialistas, sempre tão invejosos, odeiam aquele que foi bem-sucedido no mercado, acumulando patrimônio por mérito próprio em vez de esquemas corruptos com o governo?

Sabemos que o problema da esquerda não é com o rico em si. Lula é milionário, como Chico Buarque e tantos outros. Mas por que odeia tanto o empresário que ficou rico criando empregos e riqueza, oferecendo produtos demandados de forma mais eficiente? Por que vocês odeiam tanto o indivíduo independente que se sustenta pelo próprio esforço, sem depender de esmolas estatais?

A retórica de vítima da esquerda serve para ocultar esse ódio todo que sente dos que não precisam desse amuleto falso para subir na vida. Ao se colocarem do lado “oprimido” contra os “opressores”, esses “progressistas” simulam um “amor à Humanidade” que mascara esse profundo ódio ao próximo, de carne e osso. O discurso verdadeiro da esquerda não é de amor, mas de ódio. Basta observar.

Os “professores” marxistas odeiam os trabalhadores de verdade, que querem apenas melhorar sua qualidade de vida, e não fazer a “revolução”. O “intelectual” ama o “povo” enquanto abstração, mas não suporta o povo real que ocupa as ruas pedindo o impeachment de uma presidente claramente incapaz, autoritária e conivente com o crime. Por que tanto ódio, gente?

Os esquerdistas falam o tempo todo em “diversidade” e “pluralidade”, mas tentam calar de forma agressiva, intimidando todo aquele que ousa pensar diferente, defender uma visão conservadora legítima de mundo. O uso do termo “coxinha” já demonstra esse ódio, essa raiva ao Outro, ao diferente. O sonho de todo esquerdista é um mundo de pessoas exatamente iguais, como insetos gregários, e todos feitos, claro, à sua própria imagem e semelhança. As diferenças lhe são insuportáveis, talvez porque lhe falte amor próprio.

Mas por que não tratar desse recalque todo, desse ressentimento, de uma forma mais pessoal e construtiva, mais corajosa? Por que se deixar levar pelas piores emoções, as mais mesquinhas? Está claro que o esquerdismo pode ser uma doença mental, que aprisiona a pessoa numa camisa de força ideológica, causando forte dissonância cognitiva no contato com suas contradições e hipocrisias. Só que não é destruindo o mundo à sua volta que se resolve tal angústia. Essa é a postura dos terroristas islâmicos!

O governo petista produziu apenas corrupção, alta inflação e desemprego, tendo enriquecido os empreiteiros no processo. Por que tanto ódio dos mais pobres, que sofrem na pele com tanta incompetência e safadeza? Por que esse ódio da mudança necessária para evitar um destino trágico como o venezuelano? Por que a esquerda é tão reacionária, apegando-se a esse antigo regime fracassado, que pune os mais pobres para favorecer os políticos e empresários corruptos?
Rodrigo Constantino é economista e presidente do Instituto Liberal

Excelente!
Este texto é uma boa exceção à regra da direita. Mas este tipo de postura é rara – e, mesmo assim, alguns formadores de opinião jamais a executam -, e assim, insuficiente. Precisamos denunciar cada vez mais o discurso de ódio da esquerda.
Título, Imagem e Texto: Luciano Henrique, Ceticismo Político, 30-3-2016

3 comentários:

  1. Vou mudar de assunto.
    Opala 6 c/c 250 s foi uma de minhas paixões.
    Eu tive um com dois carburadores Weber 40.
    Um kit completo de buchas e amortecedores dianteiros e traseiros custa hoje em dia em torno de 1000 reais.
    Se acabasse a bateria pegava no tranco, era só abrir a porta colocar o pé para fora e dar um tranco, e o motor rugia.
    Certa vez indo de Rio pra POA, quebrou a chapéu chinês da embreagem em Registro, fui trocando de marchas no tempo motor até Portinho.
    Tinha tanto espaço no motor pra trocar as peças que dava até para tirar soneca.
    O meu era saudoso Opala depois de vendido, foi dividido ao meio num poste da descida das virgens, na Mostardeiro.
    Foi o melhor automóvel construído no Brasil.
    Como não achei nada de duplo weber 40 no You Tube, assistam esse vídeo de um triplo weber 40 250 s.
    fui
    https://youtu.be/P9gIHv9XE-M

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    1. Por acaso, também tive um Opala. Um SS 4, mais enfeitado do que mulher de cigano! Quatro alto-falantes, dois twitters e aquela barra preta na parte inferior! O bicho!
      Comprei-o em setembro de 1979 e vendi-o em novembro, com 800 kms!, para ir para o baseamento de Lisboa...

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  2. Pois, gostei do assunto! Também tive Opala, foram dois, um Coupé branco com meia capota preta, era um Comodoro, no final dos anos 70, outro era um 4.1S também Coupé, em 89, fazendo Rio-Poa, na divisa de Sao e Curitiba, uma das curvas, chamadas da morte, pois eram duas pistas subindo e uma descendo, no alta uma curva para esquerda e iniciava a descida, também uma descendo e duas subindo, resumo, colidi de frente com uma Quantum na curva arrastando-o de volta onde o meu carro incêndiou-se, nos tiraram dos carros, o senhor quebrou o fêmur e eu o pé direito, fomos salvos pelo cinto de segurança. Saiu até no JN, o asfalto sob meu carro derreteu. "A curva não tinha desenho das pistas". Mas era um grande carro! Saudades!
    Abraços,
    Heitor Volkart

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