terça-feira, 21 de junho de 2016

Dia dos Refugiados

Valdemar Habitzreuter
Todos nós lutamos por um lugar no mundo. Quando nos sentimos ameaçados, por exemplo, por perigos de catástrofes naturais procuramos algum refúgio seguro. Da mesma maneira, ações agressivas e destrutivas do próprio homem contra seus irmãos mais fracos fazem com que estes procurem proteção. Nos últimos tempos vimos uma enxurrada dessa gente procurar proteção e refúgio em outros países pelas atrocidades em seus países: guerras violentas; massacres em massa; fome; terrorismo; intolerância de todo tipo, racial, religiosa, etc.


O que há de errado com a espécie humana que é capaz de deixar ao abandono membros de sua própria espécie? Tudo indica que só há união e compaixão quando há convergência de interesses entre os membros da comunidade; caso contrário, entra-se em conflito. O homem rege-se pela egocentricidade e quando é confrontado pelo outro com interesse antagônico, começa o desentendimento. Só há altruísmo quando há um retorno. O altruísmo puro fica para os santos, o mortal comum é altruísta na medida em que tem garantia de que seu altruísmo seja compensado por outro altruísta e assim viver pacificamente – altruísmo egoísta, diria. Quando um dos lados falha há a rejeição àquele que quebrou a corrente, ou por falta de condições ou por pura incompatibilidade altruística.

A rejeição coletiva se dá quando um governo que se diz altruísta, isto é, governar para o povo, comete ações que quebram a corrente da vida pacífica de seus cidadãos por interesses antagônicos. Uma parcela desses cidadãos já não tem mais garantias de viver em seu próprio país e procura refúgio… É o que presenciamos com milhares de retirantes fugindo para outros países.

Mas, quem os quer? São bem recebidos? O que podem oferecer em troca? Afinal, o instinto egoísta, ou altruísmo recíproco, predomina em todo lugar. Na Inglaterra, por exemplo, uma deputada foi assassinada por um egoísta extremista inconformado com o discurso da parlamentar de que a Inglaterra deveria aceitar refugiados... 

A espécie humana é deveras estranha. De um lado há a necessidade da vivência em comunidade como força e garantia de sobrevivência e, por outro, há a expulsão e repulsão de membros quando há incompatibilidade de vivência pacífica por motivos egocêntricos...
Título e Texto: Valdemar Habirzreuter, 20-6-2016

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