quinta-feira, 9 de junho de 2016

O atraso reuniu em Lisboa

José Mendonça da Cruz


Este artigo do «Observador» é verdadeiro serviço público, sob a forma de alerta.  De maneira bastante factual (para mim com demasiada complacência) ele retrata bem uma faixa considerável da população portuguesa – dos lisboetas, sobretudo – a mesma que anima quem nos governa. É gente que numa linguagem só aparentemente arejada exibe um extremado nojo ao progresso e à modernidade, uma fome insaciável de combater toda a iniciativa e sucesso, um rancor doentio perante toda a inovação, uma raiva ao cosmopolitismo, uma pulsão incontrolada para o imobilismo e o atraso. E ressabiamento. E inveja. Vivem praticamente num soviete, mas querem mais restrições, mais regulamentações, mais constrangimentos, mais peias. São vítimas de uma Autoridade Tributária que sabe deles mais do que alguma vez a PIDE saberia, mas clamam por mais impostos, mais taxas, mais vigilância, mais coimas.

Dizem-se progressistas, mas sonham estar como Salazar, orgulhosamente sós (e pobres, desde que os outros tenham que sê-lo). São os tristes ideólogos de que Reagan libertou a América, esses defensores das sociedades vis e conformadas, cujo credo é: «Se a coisa se move, lança-lhe imposto; se continua a mover-se, regula-a; se parar, subsidia-a»)

Neste post  do blog Insurgente, Tomás Belchior faz serviço público ainda melhor e explica pormenorizadamente os erros de raciocínio e os maus sentimentos que movem esta gente. 
Título e Texto: José Mendonça Cruz, Corta-fitas, 9-6-2016

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