segunda-feira, 4 de julho de 2016

O problema da Integração Turco Muçulmana na Alemanha

"Minha religião é mais importante para mim do que as leis do país onde eu vivo."

Soeren Kern

§  Sete por cento dos entrevistados concordam que se "justifica o uso da violência para difundir o Islã". Muito embora estas cifras possam parecer inócuas, 7% dos três milhões de turcos que vivem na Alemanha equivalem a 210.000 pessoas que acreditam que a jihad é um método aceitável para difundir o Islã.

§  O levantamento também constatou que a migração de mão de obra já não é mais a principal razão dos turcos imigrarem para a Alemanha: a razão mais importante é se casar com um(a) parceiro(a) que resida no país.

§  Um novo levantamento estatístico sobre a Alemanha — Datenreport 2016: Balanço Social da República Federal da Alemanha — mostra que os turcos étnicos têm menos sucesso econômico e educacional do que outros grupos de imigrantes e que mais de um terço (36%) dos turcos étnicos vivem abaixo da linha de pobreza, em comparação com 25% dos migrantes dos Bálcãs e do sudoeste da Europa.

§  "Em nosso volumoso estudo perguntamos aos muçulmanos o quão discriminados eles se sentem e procuramos correlações que levassem à evolução de uma visão de mundo fundamentalista. Não encontramos nenhuma correlação. O ódio muçulmano em relação aos não muçulmanos não é um fenômeno especial da imigração muçulmana, na realidade ele é pior nos países de origem. A radicalização não foi primeiramente criada aqui na Europa, melhor dizendo: ela vem do mundo muçulmano". — Sociólogo Ruud Koopmans. 

Um mercado ao ar livre no bairro Kreuzberg de maioria turca em Berlim. (Imagem: captura de tela de vídeo do Berlin Project)
De acordo com um novo estudo, cerca de três milhões de turcos étnicos residentes na Alemanha acreditam ser mais importante seguir a Lei Islâmica (Sharia) do que a lei alemã caso haja conflito entre as duas.

Um terço dos entrevistados também anseia por uma sociedade alemã que "retorne" ao modo que era nos tempos de Maomé, o fundador do Islã, na Arábia do século VII.

O levantamento — realizado com turcos que residem na Alemanha há muitos anos, não raramente por décadas — refuta as alegações das autoridades alemãs, segundo as quais os muçulmanos estão bem integrados na sociedade alemã.

O estudo de 22 páginas: "Integração e Religião do Ponto de Vista da Etnia Turca na Alemanha" (Integration und Religion aus der Sicht von Türkeistämmigen in Deutschland), foi elaborado pelo departamento de Religião e Política da Universidade de Münster. Principais revelações: 

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