terça-feira, 12 de julho de 2016

Theresa May, primeira-ministra do Reino Unido

Cesar Maia
1. Theresa May [foto], que completa 60 anos em outubro, entrou na Câmara dos Comuns pela primeira vez em 1992. Ela é uma das pessoas que permaneceu por mais tempo a frente do Ministério do Interior na história do Reino Unido e figura há anos nas listas de candidatos a liderar os conservadores. E é considerada uma das políticas mais fortes e astutas do Reino Unido.

Foto: Dylan Martinez/Reuters    
2. Como ministra, foi elogiada por sua imperturbável condução do difícil Ministério do Interior, ainda que o seu apelo político junto ao grande público ainda não tenha sido testado. Ela foi criticada pelo fracasso do governo em cumprir a promessa de manter o número de imigrantes que entram no país abaixo de 100 mil por ano. E em 2014 ela teve que demitir um de seus assessores mais próximos depois de uma amarga polêmica com o seu colega de gabinete Michael Gove sobre a melhor maneira de combater o extremismo islâmico.
    
3. Theresa May manteve um perfil relativamente baixo durante a campanha do Brexit, o que aumenta a sua capacidade de diálogo com os parlamentares que estavam a favor de deixar o bloco. E, depois do referendo, May foi clara no sentido de que considera que os resultados devem ser respeitados. "Brexit significa Brexit... Não deve haver tentativas para permanecer dentro da UE, nem tentativas de reintegrá-la pela porta dos fundos ou um segundo plebiscito.", disse a ministra. Ela também descartou uma eleição geral antes de 2020 ou um orçamento de emergência para o Brexit.

4. Ao definir seus objetivos frente as negociações para sair da UE, May disse que "deve ser uma prioridade permitir que empresas britânicas façam negócios dentro do mercado único de bens e serviços, mas também recuperar o controle sobre o número de pessoas que entram no país a partir da Europa”. “Qualquer tentativa de contornar isso, especialmente por parte dos candidatos que fizeram campanha para sair da UE com foco na questão da imigração, seria inaceitável para os cidadãos", acrescentou. E May foi clara ao afirmar que não ativaria o artigo 50 do Tratado da União Europeia, necessário para iniciar o processo de saída da UE, antes do final de 2016, para dar ao Reino Unido tempo para "finalizar" a sua posição nas negociações.
   
5. May, que em 2013 revelou que sofre de diabetes tipo 1, cresceu em Oxfordshire e é a única filha de um vigário da Igreja Anglicana. Ela conheceu seu atual marido, Philip, na Universidade de Oxford, onde estudou geografia. 
Título e Texto: César Maia, 12-7-2016

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