segunda-feira, 17 de outubro de 2016

A existência de 300 funcionários fantasmas na EBC mostra que a luta contra o totalitarismo só começou

Luciano Ayan

Uma auditoria interna feita pela EBC constatou que hoje existem até 300 funcionários fantasmas. Mais uma herança macabra do governo tirânico de Dilma Rousseff.


Toda essa festa com o dinheiro público não custou pouco, pois os salários dos fantasmas variam entre R$ 14 mil e R$ 18 mil. À Laerte Rímoli, novo presidente da empresa, coube fazer o papel de “ghostbuster”.

Segundo matéria de Aloizio Amorim, essa turma ganhou o apelido de “funcionários-caviar”: alguns nunca os viram, outros só ouviram falar.

Não fica apenas por isso: em alguns casos, o governo Dilma contratava os funcionários pela EBC apenas para alocá-los em outros órgãos do governo.

Na verdade, os fantasmas não trabalhavam em benefício público. Em vez disso, utilizavam e-mails institucionais para propagar a narrativa do “golpe” em pleno horário de expediente.

Agora, resta fazer os cálculos: salário médio de R$ 16.000,00 * 1,7 (relacionado a direitos trabalhistas) * 300 = R$ 76.800.000,00.

Sim, isso mesmo: 76 milhões de reais e 800 mil reais por mês. E tudo nas mãos de um único partido.

Aliás, podemos voltar à discussão sobre financiamento público de campanha. Esses 76 milhões de reais, utilizados pelo PT, não estão previstos no “financiamento público de campanha” oficial, certo?

Quer dizer, imagine que dois partidos similares tenham recebido R$ 100 milhões cada do fundo partidário (que limitaria todo o financiamento). Bastaria o PT, como um desses partidos, usar seus R$ 76 milhões adicionais só com funcionários fantasmas na EBC. Isso por si só já garantiria quase o dobro do financiamento de seu adversário.

Claro está que qualquer discussão sobre “fim de financiamento empresarial” e “estabelecimento de financiamento público” no Brasil dos dias atuais não passa de farsa.

E o exemplo macabro da EBC é só isso mesmo: apenas um exemplo de um vasto fenômeno de saqueamento estatal acometendo quase toda a máquina.

Nossa prioridade deveria ser lutar para acabar com esse aparelhamento. No curso deste processo, atacar com o financiamento público (e o fundo partidário) e retornar com o financiamento empresarial.

O uso do estado para financiar partidos políticos já chegou no limite. Precisamos nos livrar dessa assombração.
Título, Imagem e Texto: Luciano Ayan, Ceticismo Político, 17-10-2016

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Um comentário:

  1. Sim, já se sabe, e o que esperam, para acabar com estas fraudes?
    Vamos lá , Atitudes!
    Heitor Volkart

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