quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

PT resolveu implicar com sorvete de Temer e deixou Dilma derretida

Luciano Ayan

Se havia um partido que deveria ter ficado de bico calado na questão do “sorvete Haagen Dazs para o avião presidencial” era o PT. Quase todo o restante da população tinha motivos de sobra para reclamar, menos os petistas. Mesmo assim, eles resolveram apostar algo achando que conseguiriam algum capital político ao atacar a licitação de R$ 1,7 mi para fornecer comida no avião presidencial.

O povo se enfureceu com a notícia, o que levou Temer a suspender a licitação, no que fez muito bem. Ou seja, Temer foi rápido no gatilho para resolver o seu problema. Só que isso levou à conclusão óbvia: os governos anteriores haviam feito licitações semelhantes e que incluíam o mesmo tipo de sorvete. Como revelou Helen Braun, em 2013, o governo de Dilma Rousseff fechou um acordo para o fornecimento de comida nos aviões da Força Aérea Brasileira, no valor de R$ 1,9 milhão. No cardápio tinha até canapé de caviar.

Se Temer foi rápido ao cancelar sua licitação, Dilma ficou vários anos no poder e nada fez. Isso pode ser esfregado em sua cara a todo momento.

Há até quem diga que se for para exigir o ressarcimento das verbas excessivas, Temer não tem muito a perder. Já Dilma e Lula iriam ter que desembolsar uma senhora grana para ressarcir o erário público com todo o consumo excessivo de comidas caras. Nesta narrativa do sorvete, o PT perdeu por pura precipitação. 
Título e Texto: Luciano Ayan, Ceticismo Político, 28-12-2016

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