sábado, 24 de dezembro de 2016

Reforma Trabalhista (que beneficia sindicalistas)

Alberto José

A nossa cultura sindicalista ainda está atrelada ao que Leonel Brizola chamava de "pelegos", uma vez que a lei concede ao representante sindical licença remunerada e imunidade para sobreviver à perseguição dos empregadores.

Nesse tipo de embate quem perde são sempre os trabalhadores, pois não é raro referendarem um acordo que foi costurado secretamente entre as lideranças que dizem representá-los, os empresários e o governo (como acontecia na aviação civil).

Por outro lado, aqueles que querem, têm talento (têm cara-de-pau) e são aceitos pela categoria acabam se ETERNIZANDO nos cargos de influência e mando nessas associações, e dessa forma passam a se comportar como na política legislativa se denomina pejorativamente de "curral eleitoral", cujo poder inerente desvirtua o princípio da representatividade trabalhista.

Finalmente, é possível prever que teremos embates e incidentes oriundos dessa nova liberdade de acordo, dado que a nossa maturidade politica e sindical ainda é muito incipiente, apesar de existirem sindicatos neste estilo desde a década de 40, mas não se possa desprezar o progresso em visão do embate emprego versus trabalho, já que é impossível "criar" empregos para todos, mas é perfeitamente realizável proporcionar trabalho sem limite para todos que quiserem e puderem exercer aquelas atividades que estão sendo oferecidas.

Recentemente, ocorreram dois casos de dirigentes sindicais que fraudaram os trabalhadores ao se apossarem de mais de R$ 10 mil do total da sucumbência dividido com os advogados propostos pelo próprio sindicalista.

No caso do Sindicato dos Comerciários (RJ),durante a anos, a dirigente colocou toda a família na "folha de pagamento", com salários de mais de R$ 10 mil, viagens internacionais, hospedagem em resortes de luxo, com prejuízos de mais de R$ 200 milhões para os associados. Só largaram o "filé" depois que a PF invadiu o "feudo" sindical!

Em um sindicato modesto, de porteiros, faxineiros ou coisa parecida, os dirigentes e familiares viajaram várias vezes para a Europa, em classe executiva com a contribuição dos trabalhadores! 
Título e Texto: Alberto José *, 24-12-2016 
* O autor do texto é um ex-aeronauta da Varig, com muito conhecimento da causa.

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