terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Espanto e choque. O que fazer face a Trump

José Manuel Fernandes

Não se iludam: Trump está a explorar a cegueira de quem o critica sem compreender as inseguranças que levaram tantos americanos a elegê-lo. O nativismo não se combate com um cosmopolitismo histriónico

Não vale a pena disfarçar: a rapidez com que Donald Trump começou a assinar “ordens executivas” apanhou-nos de surpresa. Como já nos tinha apanhado de surpresa a sua vitória. Escrevi no dia seguinte que acordáramos num mundo que deixáramos de conhecer, e falei de espanto e choque. Pouco mais de uma semana depois de ter tomado posse é necessário ter a humildade de reconhecer que Trump continua a surpreender-nos – quem preveria que ele ia cumprir à letra as promessas de campanha, mesmo as mais excessivas? – e que o mundo se tornou assim não apenas mais imprevisível como mais perigoso.

Antes de tudo o mais, procuremos, com a serenidade possível, compreender o que se está a passar, até porque o corte de Trump com o passado é, em muitas frentes, mais retórico do que substancial – e por isso mesmo pode ser mais perigoso, pois mexe com emoções a irracionalidades.

Deu ordens para que a construção do “muro” na fronteira com o México avance? É verdade. Mas também é verdade que um terço desse muro já está construído, obra de sucessivos presidentes, uns republicanos, outros democratas. O que é diferente em Trump é que o que era motivo de vergonha passou a ser motivo de orgulho. O que é significativo é que tenha passado a chamar “muro” ao muro, em vez de lhe chamar “vedação” ou “gradeamento”. As palavras têm imenso significado, mas já voltaremos a elas.

Os fascismos de hoje são uma das grandes ameaças à civilização em que vivemos

J. Ventura Leite

Amigas e amigos:

Não apenas nos últimos dias, mas recentemente e a cada dia que passa me é mais penoso escrever e ler aqui no facebook aquilo que me parece não só evidente como algo que indicia um rumo potencialmente muito mau para todos. E o que é isso? ESTAMOS CADA DIA MAIS DIVIDIDOS!

Estarão maioritariamente de acordo comigo sobre a “obviedade” desta frase, mas não estaremos seguramente em sintonia sobre as causas desta crescente divisão social.

Como se pode constatar, essa divisão não é sobretudo ideológica e partidária. A esquerda e a direita só marginalmente explicam essa divisão crescente. Em Inglaterra, pessoas da esquerda e direita estiveram simultaneamente a favor e contra o Brexit. Nos EUA , anteriores eleitores de Barack Obama estiveram do lado de Donald Trump. Esta realidade avança a passos largos, à medida que cada vez mais pessoas chegam à conclusão de que os políticos e instituições responsáveis pela situação atual não serão capazes de corrigi-la e melhorar as perspectivas de futuro das pessoas.

Qual é, então, a possível explicação para esta crescente divisão? Na minha avaliação, a explicação é… o MEDO!


O medo é uma arma dos poderosos para conseguirem determinadas reações e comportamentos de todos nós!

Mas o medo é também uma reação que nos invade autonomamente quando em vez de deixarmos andar as coisas começamos a raciocinar, e as coisas nos parecerem levar um rumo negativo em termos próximos e de futuro.

[Aparecido rasga o verbo] Os Guardiões do Bordel

Aparecido Raimundo de Souza

O Brasil, hoje, é uma nação podre, estragada e nojenta. Podre, e pobre, contaminada pela corrupção, graças à não repressão que privilegia as elites. Os valores morais, em decadência, estão prestes a explodirem. Os estragos (se fôssemos compará-los em proporções de tamanho) se igualariam às dimensões das aniquilações provocadas nas cidades de Hiroshima e Nagasaki, no Japão, em decorrência do lançamento das bombas atômicas há exatamente setenta e dois anos.

Essa liberação descontrolada de energia, tanto pode ser agora, no próximo minuto, como amanhã, ou depois.  A vergonha não existe. A moral restou corrompida. A hombridade virou um descalabro, a decência se degenerou, a honradez se infectou, enfim, todas as tendências do puritanismo sério deixaram de fazer parte das nossas vidas há décadas. 

Sem sombra de dúvidas, nos transformamos em verdadeiros campeões em históricos de fraudes, como, mesmo norte, estamos com as bundas cheias de medalhas, em vista das mais altas e inexpugnáveis roubalheiras, bandidagens, e vagabundagens. Num quadro geral, se fôssemos enumerar o rosário das armações, engodos e mazelas, a coisa iria longe e, talvez, nem coubesse neste artigo.

Como se não bastassem, a violência, a prostituição e a fome  dominam e prevalecem, de igual sorte, se difundindo e se exortando  a cada dia, como uma epidemia de doença incurável.

É inacreditável, como nós, brasileiros, a tudo assistimos de camarote. Pernas e braços cruzados. Nada fazemos para impedir que tais anomalias e aberrações avancem, criem vida e se alastrem para patamares estratosféricos. Se duvidarmos, essas porras ultrapassam a casa dos trilhões em tributos cobrados de cada um de nós, brasileiros.

Historicamente falando, isso tudo são consequências dos frutos herdados de antigas colonizações e culturas impostas pela escória de raças estrangeiras e, ainda, pela indolência e apatia dos índios e escravos importados de outras paragens para nosso querido rincão. E é nessa mistura, nessa salada heterogênea de raças, culturas e credos, que se originou a miscigenação do que somos hoje. Um bando baldado de imbecis, onde ninguém sabe exatamente indicar a ponta do nariz. 


Em outras palavras, viramos um povo sem cara. Somos bonecos robotizados, sem coragem, sem sangue, nas veias. Todos, de braços dados com a tolerância e a imbecilidade de sermos comandados por uma galera de borra-botas. Enfim, nos transformamos numa massa de vadios e de apalermados, sem a honra e a dignidade necessárias para sairmos em campo e lutarmos de unhas e dentes por nossos direitos mais prementes.

Globo se supera e faz matéria para atacar as… sobrancelhas de Trump

Luciano Ayan

O fundo do poço moral da Globo sempre tem um alçapão quando eles chegam ao seu nível mais baixo.

Uma nova nota é intitulada “Especialista em sobrancelhas faz análise de expressões de Trump: arrogância”.


Leia: “Donald Trump é alvo de críticas até quando o assunto é sua sobrancelha. Segundo a especialista Raphaella Bahia, à frente do curso ‘Design de Sobrancelhas’, o presidente dos Estados Unidos arqueia as sobrancelhas o tempo todo enquanto dialoga. ‘Podemos ver claramente pelas expressões faciais a personalidade que beira a arrogância e prepotência’, analisa.”

Que nível, que nível…
Título, Imagem e Texto: Luciano Ayan, Ceticismo Político, 31-1-2017

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Jornalista da Folha diz que Dória "cometeu os dois maiores erros de sua gestão" e você não vai acreditar quais são…

Luciano Ayan

É incrível como a extrema-esquerda apela todo o tempo para a técnica do falso laudo sobre a fragilidade oponente. Sempre lançam “conselhos” nos quais eles próprios não acreditam. Como em típicas táticas de guerra, eles utilizam espaços de “jornais” como Folha de São Paulo para fazer o serviço. É o caso de Leão Serva, que escreveu que “Dória já cometeu os dois maiores erros de sua gestão”. Alguns trechos da palhaçada:

O segundo maior erro da administração Dória já aconteceu: o aumento do limite de velocidade nas marginais. Se for um bom prefeito, terá sido só um tropeço de iniciante; se for mau, passará à história como o primeiro de uma lista. Mas não será esquecido. Durante quatro anos, cada acidente que ocorrer nas duas avenidas será analisado sob o crivo de sua decisão; cada morte terá um cúmplice já identificado […] A redução de velocidade é impopular em todo o planeta, mas é adotada em nome da saúde pública, como parte de um programa da ONU para diminuir a letalidade do trânsito. Diversos países estão reduzindo mortes. O Brasil está estagnado, mas sua maior cidade vem melhorando. […]

O leitor talvez se pergunte: qual é então o maior erro da administração? O prefeito está chamando a atenção demais para si. Aparecendo tanto, põe sua digital em tudo que faz a prefeitura, inclusive as bobagens, como o erro no decreto sobre cobertores dos moradores de rua. Um bom líder, como Dória quer ser, deve dar liberdade aos secretários para serem protagonistas em suas áreas e, quando errarem, absorver os efeitos negativos de suas ações.

As narrativas contra a volta da velocidade não sobrevivem ao escrutínio cético. A retomada da velocidade normal é parte do programa eleitoral eleito, portanto lançar a rotina dizendo que “a ONU não gosta” é irrelevante. Aliás, politicamente está se tornando muito positivo mandar a ONU às favas.

Os malandros da direita

Raul Vaz

Primeiro, foram as imagens de um médico a dar consulta de chapéu-de-chuva num centro de saúde no Algarve. Depois, alunos embrulhados em mantas numa escola no Alentejo.

Agora, o Liceu Alexandre Herculano, no Porto, que acabou por ser fechado com cinco dias debaixo de chuva. Trezentos alunos deslocados e 600 à espera que umas obras à pressão lhes devolvam a escola. A sua escola. O truque da cativação de verbas por um Governo de esquerda que rosna contra o euro, mas não morde na hora de cumprir está a rebentar pelas costuras. Mas António Costa diz que a culpa é de Passos Coelho.

Segundo o primeiro-ministro, a Alexandre Herculano e mais 38 escolas tinham obras adjudicadas em 2011, que "foram anuladas quando o dr. Pedro Passos Coelho chegou ao Governo". Ora aqui estava uma excelente oportunidade para o atual Governo fazer o que mais gosta: reverter medidas do anterior Executivo. Mas desta vez esqueceram-se. E esqueceram-se porquê? Porque o garrote que Costa impôs às despesas no Estado obrigou a fechar os olhos às carências brutais com que na saúde, na educação, nas prisões e noutros serviços públicos, médicos, enfermeiros, doentes, professores, alunos, funcionários, tiveram de se aguentar neste primeiro ano da imaginativa geringonça.

No caso da escola que serviu de cromo ilustrado para o inaceitável e escandaloso impacto dos cortes na despesa pública que a esquerda agora engole em paz, a secretária adjunta da Educação já veio desmentir o primeiro-ministro – o Governo anterior mapeou a obra na escola do Porto "para fundos comunitários, com seis milhões de euros". Mas António Costa não se atrapalha. A culpa é da direita, ponto final.

Mentirosos de todo o mundo, uni-vos

António Ribeiro Ferreira

Os lacaios do sistema e do pensamento único estão cada vez mais desesperados com a revolução que Trump está a fazer nos EUA. Lá como cá, as pocilgas cheiram cada vez pior.

A primeira semana de Donald Trump na Casa Branca foi verdadeiramente brilhante. As promessas eleitorais estão a ser cumpridas uma a uma, a um ritmo alucinante que aumenta o desespero dos mentirosos de serviço nos Estados Unidos e dos seus atentos seguidores por todo o mundo, incluindo em Portugal.

As mentiras da comunicação social sobre o novo presidente americano não são suficientes para travar o ritmo das reformas que Trump está a implementar em todos os domínios.

Não é por acaso que os mentirosos dos jornais, rádios e televisões fizeram questão de esconder o entusiástico apoio das principais centrais sindicais ao novo presidente.

Não é por acaso que só agora alguns meios de comunicação social mentirosos deram a conhecer a existência de mais de mil quilómetros de muro com a fronteira mexicana que o presidente Clinton mandou construir a partir de 1994.

A guerra de mentiras e ataques baixos a Trump tem a enorme vantagem de pôr a nu uma comunicação social que até agora se apresentava ao público como baluarte da verdade, das liberdades e do respeito pela democracia.

Pura mentira. A grande maioria dos órgãos de comunicação social norte-americanos são verdadeiras pocilgas de democratas, e não só, desesperados com a derrota e ainda mais desesperados com a revolução que Trump está a fazer na América. Por cá, as pocilgas são mais medíocres e limitam-se a repetir as mentiras e as difamações produzidas nos Estados Unidos. Mas há sempre um toque luso a tornar as pocilgas lusitanas ainda mais sujas do que as americanas, como é o caso da SIC e do imbecil que debita uns disparates diretamente dos EUA.

LIVESTREAM: Trump's Supreme Court pick; Sessions confirmation; White House briefing

O multiplicador da operação Mãos Limpas e a dinâmica da operação Lava Jato

Cesar Maia
     
1. A Operação Mãos Limpas, na Itália, foi deflagrada durante o mês de fevereiro de 1992 com a prisão do diretor de uma instituição filantrópica em Milão. Ou seja: um comissionado indicado por partido político. Dois anos depois, 2.993 mandados de prisão haviam sido expedidos, 6.050 pessoas sob investigação, sendo 438 parlamentares, 1.978 administradores locais e 872 empresários. Ver livro "Operação Mãos Limpas" de Barracetto, Gomez e Travaglio.
     
2. Com toda a "tecnologia" desenvolvida na "Mãos Limpas" e a experiência a partir daí acumulada (intimação, prisão preventiva, delação premiada, uso ostensivo de algemas, vazamentos para atrair apoio de opinião pública e da imprensa...), a Operação "Lava Jato", deflagrada em março de 2014, dois anos e dez meses depois, ainda tem números bem aquém daqueles na Itália.
      
3. Uma leitura atenta do "Mãos Limpas" explica - ou pelo menos insinua - as razões. Uma delas é o que o magistrado Di Pietro - coordenador da "Mãos Limpas" - chamou de 'teoria da doação ambiental', chamada também de 'corrupção sistêmica'. Ou seja, esse "propinópolis" estabelece um "sistemão" que torna automática e sistemática a corrupção com pagamento da mesma porcentagem de propinas por atividade, independente da empresa que vença a "licitação".
      
4. A Lava Jato apresenta uma versão da doação ambiental onde as porcentagens de propinas combinadas são ex-post, enquanto na Mãos Limpas, são ex-ante.
       
5. A segunda e talvez principal razão do multiplicador da Mãos Limpas é a dinâmica da expansão das delações premiadas. Na Mãos Limpas as delações premiadas, já na primeira etapa, envolveram os políticos e foram deflagradas horizontalmente, ou seja, de políticos a políticos.

[Atualidade em xeque] A dupla face

José Manuel

Confesso que as últimas atitudes do novo presidente americano, mexeram comigo, pela preocupação com o caminho que essas atitudes inesperadas, inexplicáveis, poderiam estar levando a vários tipos de confrontos, inclusive o beligerante.

Por isso perdi o meu tempo escrevendo aqui alguns artigos sobre o que isso pode representar não só para a nação americana, mas também para a humanidade como um todo.

Escrevo ‘perdi o meu tempo’, porque as últimas notícias nos trazem um outro aspecto da verborragia presidencial que o futuro se incumbirá de demonstrar mais claramente.

Os últimos acontecimentos, como o entrevero com o presidente do México, mostram claramente que são apenas bravatas com componentes de mentira.

No caso do México, a reação do seu presidente, ignorando simplesmente uma agenda para discutir o tal muro, levou o americano a retroceder em seu discurso e, o que é pior, alegando que em conversa a dois haviam chegado ao consenso de que não era a hora para tal encontro. Mentira, não houve nenhum telefonema.

Depois, disse que vai sobretaxar os produtos mexicanos, o que é risível, cômico até, pois quem vai pagar por isso serão os próprios americanos.

Nascimento de um novo Brasil

Valter Almeida

“É como eu digo: O Brasil que tá nascendo agora vai ser diferente, tá certo?”. Com esta frase o empresário Eike Batista falou ao ser entrevistado pelo Jornal Nacional por ocasião do seu embarque para o Brasil para ser preso.

Demonstrando calma, firmeza e tranquilidade nas respostas das perguntas feitas pelo repórter, em minha opinião ele acenou de que está disposto a confessar tudo o que sabe, e com isso mais uma bomba poderá estourar sobre os alicerces já fragilizados desta República chamada Brasil.

Pedra sobre pedra pode rolar desencadeando a falência dessa política nojenta e corrupta que tanto mal está fazendo à nossa Pátria e, consequentemente, em nossas vidas.

Que a justiça seja feita e que possamos celebrar, de fato, o nascimento de um novo Brasil livre da sanha criminosa de bandidos que dilapidaram o nosso patrimônio.

Justiça! Justiça! Só Justiça é o que queremos porque da nossa Pátria nós os trabalhadores honestos e patriotas saberemos cuidar. 
Título e Texto: Valter Almeida, 31-1-2017

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In(trump)lerância

Maria João Ribeiro

Lamentavelmente, muitos dos casos da intransigência para com Trump moram na inveja. Trump nasceu branco, rico e apreciador da beleza feminina. Para muitos, Trump seria o candidato perfeito se tivesse nascido negro, pobre e homossexual.

Enquanto se escrevem estas linhas poucos factos haverá tão previsíveis como Trump estar neste momento a ser acusado, criticado e gozado por algo que fez ou disse, ou por algo que ainda não fez ou não disse. Não há, para breve, qualquer previsão sobre quando passarão a obsoletas as censuras a Donald Trump.

Não sou mais a favor ou contra Trump do que fui a favor ou contra Obama quando este subiu ao poder. De um recém-empossado Presidente dos EUA o que faço é esperar. Espero que compreenda a responsabilidade do cargo para o qual foi eleito e a repercussão que as suas decisões terão para o mundo. O que tento não fazer é antecipar-me ao porvir e ajuizar levianamente temas para os quais tampouco tenho competências. Para já o que vejo é um candidato improvável que provou ser o escolhido dentro do sistema eleitoral do seu país e que ultrapassou muitas calúnias. Trump e a família são constantemente parodiados nas redes sociais com a manipulação de imagens e comentários. Já o vimos transformado em porco, macaco, urso e palhaço. Tudo imagens muito divertidas que não teriam a mesma graça se zombassem, por exemplo, com a família Obama. Aí, os ativistas não seriam complacentes e ergueriam cartazes de luta e protesto contra o racismo, a xenofobia e o bullying.

Cancro Próstata: tratamento inovador no Hospital Santa Maria – Porto

Um paciente diagnosticado com cancro da próstata foi submetido, com sucesso, a um tratamento que utiliza uma técnica inovadora no nosso país. Trata-se do sistema NanoKnife, um tratamento focal guiado por tecnologia de fusão de imagens de ressonância magnética (RMN) e ecografia que destrói as células cancerígenas sem danificar os tecidos envolventes e preservando as funções da glândula.

O urologista José Sanches de Magalhães, especialista em urologia oncológica e médico no Hospital de Santa Maria – Porto, realizou na sexta-feira, 20 de Janeiro, uma sessão de tratamento com recurso a uma técnica inovadora. Trata-se do sistema NanoKnife, um novo tratamento para o cancro da próstata que utiliza a tecnologia de Electroporação Irreversível.

“É uma técnica que não danifica os tecidos e estruturas adjacentes às lesões, porque em vez de usar calor ou frio extremos, utiliza impulsos eléctricos para destruir as células cancerígenas. Como não tem incisões, há um tempo de recuperação mínimo, com menos dor no pós-operatório. O facto de ser um tratamento focal, guiado por tecnologia de fusão RMN/ecografia permite tratar apenas a zona com doença clinicamente significativa, preservando o resto da glândula, minimizando o aparecimento de efeitos secundários associados aos tratamentos radicais, como incontinência e impotência”, explica o Dr. Sanches de Magalhães.

O tratamento através do sistema de Electroporação Irreversível é minimamente invasivo, sendo realizado pelo médico em bloco operatório, sob anestesia geral, com apoio de imagens ecográficas e de ressonância magnética sobrepostas – o que oferece maior acuidade de diagnóstico e é um factor diferenciador relativamente a outros tipos de procedimento realizados no nosso país. O doente teve alta no dia seguinte ao tratamento, como é espectável neste tipo de tratamento.

QUIZ: Casas separadas

Há um aclamado realizador norte-americano que partilha a vida mas não a casa com sua companheira. O casal vive em duas mansões adjacentes ligadas por um corredor. De quem falamos?


A  – James Cameron
– Steven Spielberg
C  – Tim Burton 
D  – Oliver Stone

Valeu a pena

Nelson Teixeira

Quando encontramos em nós a alegria de viver é muito gratificante poder dividi-la com todos.
Realmente, não é possível sentir alegria vendo tanto sofrimento ao nosso redor, então, vamos arregaçar as mangas e fazer a nossa parte.

Eu não posso resolver o problema de todo o mundo, mas posso e devo ajudar onde e quando for possível.

Posso fazer um trabalho voluntário, nas horas vagas…

Posso ser mais gentil no trânsito.

Posso dar bom dia aos meus vizinhos.

Posso sorrir mais.

Posso ser mais tolerante com meus familiares.

Posso agradecer mais a Deus pelas benções recebidas diariamente.

Posso ouvir aquela pessoa que só precisa desabafar…

Ao final do dia, com pequenas atitudes, sentimos tanta leveza e paz… e vemos que tudo valeu a pena. 
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 31-1-2017

Peraí! O cara saiu do governo há DEZ dias e já vem para a rua atacar o sucessor?!



É esse cara que “você” chama (ou papagueia) de lindo, de maravilhoso, Deus na Terra e Ele no Céu, etc…?!

Realmente, só ingênuos e bem-intencionados (sem ironia, nem desqualificação) alinham nessa Campanha anti Trump, que assumiu há DEZ dias. E que ficou mais de um ano fazendo campanha eleitoral prometendo todas as ‘aberrações’ de que é insultado. Mesmo assim, foi o vencedor!

E uma ou outra promessa eleitoral, ele, Trump, está cumprindo, ao contrário de uma grande parte dos políticos eleitos. Que logo vêm justificar o ‘esquecimento’ das promessas com o slogan “Governar é diferente da campanha eleitoral”.

Mas voltando ao novíssimo Salvador da Galáxia (os dois outros são Lula da Silva e o recém-nomeado secretário-geral da ONU), como Salvador, dizia, tudo lhe é permitido. E não só, transformam a falta de ética e de caráter em adjetivo qualificativo.

Obrigado, Obama e tantos outros ‘instalados’ ou ‘escondidos’ em tantas ONGs e redações (escritas, faladas, televisadas, sinais de fumaça, tambores…). Já sei em quem votar nas próximas presidenciais na França e nas próximas legislativas nos ´Países Baixos’, em março de 2017.

Por enquanto é só.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Dirigentes corrompidos pela Odebrecht devem ser investigados

Rafael Marques de Morais


Excelentíssimo Ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, Senhor Rui Mangueira

Digno Procurador-Geral, da República  
                                                             
General João Maria Moreira de Sousa

Palácio de Justiça

É certamente do conhecimento de Vossas Excelências que correu termos no Tribunal do Distrito Leste de Nova Iorque, Estados Unidos da América, uma ação proposta contra a sociedade comercial Odebrecht pelo Ministério da Justiça dos EUA, representado pelos Senhores Robert Capers, Procurador Federal do Distrito Leste de Nova Iorque, e Andrew Weissman, Diretor da Divisão Criminal de Combate à Fraude do Departamento de Justiça dos Estados Unidos da América. Esse processo tem o número 16-643 (RJD).

Na folha 17, ponto 47 o Departamento de Justiça norte-americano alega que possui provas suficientes de que, entre 2006 e 2013, a Odebrecht corrompeu governantes angolanos com, pelo menos, 50 milhões de dólares, com o objetivo de obter benefícios no valor de 261 milhões de dólares.

O Brasil que aí vem

Rui A.

Foto: Fábio Motta/Estadão
Hoje foi preso Eike Batista. Lembro-me de o ver idolatrado por quase todo o Brasil, quando era um dos homens mais poderosos do seu país e do mundo. Eike já era rico antes de ser multimilionário, como ficou, pelo menos na aparência, durante os anos de Lula da Silva. Embora a sua história de ascensão e queda não esteja ainda bem explicada, parece provado que Eike beneficiou de vantagens políticas que as suas relações muito próximas do poder permitiram alcançar e que caiu quando esses poderosos o deixaram de ser. A sua entrada no mundo do pré-sal, que ditou a sua glória e ruína, terá sido conseguida com cumplicidades políticas e em troca de favores milionários. Mas muito há ainda para explicar. Caído em desgraça, há que dizer que Eike se portou com uma inusual dignidade em momentos que são certamente de extrema dureza para si e para os seus, o que é de louvar e admirar. Eike Batista não é, certamente, um criminoso de delito comum.

Há, por estes dias e pelo Brasil, quem esteja muito feliz com a «limpeza» que a «Lava-Jato» está a operar no país, operação que está a decapitar verdadeiramente a elite política e financeira que o dirigiu nos últimos anos. Afiança-se que o Brasil que sairá disto será muito melhor do que aquele que estava. Eu não estou muito certo que venha a ser assim.

O problema da «Lava-Jato» não é nem da operação, muito menos de mandar criminosos e corruptos para a cadeia. É que parece que quase ninguém escapará ao seu crivo rigoroso, o que diz mais do próprio país do que de quem vai preso. É que algo de profundamente errado aconteceu no Brasil dos últimos trinta anos para que aqueles que hoje o governam sejam praticamente todos corruptos. Se é verdade que os anos do lulismo elevaram à normalidade o velho coronelismo brasileiro, aquela sensação de que o país é património pessoal de quem o governa, também não duvido que o lulismo é um filho, e um filho bastardo, desse sistema, que não inaugurou e que duvido venha a terminar com a sua derrocada. Um sistema destes, ainda que muito agravado recentemente, tem certamente razões na História que não se apagam, nem mudam com facilidade, nem à força das grades das prisões. Se é que alguma vez mudará.

As 10 questões do colapso – Portugal: a provável derrocada financeira de 2016-2017

É o título do livro do professor de Economia, João César das Neves.

Gostei e recomendo a leitura. Várias são as passagens que adoraria dividir com os leitores.

Embora trate especificamente do caso de Portugal, o alerta de João César das Neves aplica-se a qualquer economia, inclusive a doméstica.

Sinteticamente, é a mesma coisa do ‘cheque especial’. Você vai usando, usando, até tornar esse limite parte do seu orçamento mensal, isto é, você ganha três mil, tem mais dois mil de limite, igual a cinco mil. Aí, você gasta cinco mil por mês. Vai chegar o dia que o seu salário/rendimento mensal não chega para cobrir o saldo negativo. Você vai falar com o gerente… mais uns dias, umas semanas. Um belo dia o banco nega-se a cobrir o seu cheque, não pode mais sacar no caixa eletrônico… aí a vaca (e toda a criação doméstica) vai pro brejo.

Na maioria dos casos, as pessoas (endividadas) apertam os cintos tantos buraquinhos quantos forem necessários até conseguirem equilibrar as contas. Isto é, ganhar mil e gastar novecentos e noventa e nove. Já é um bom começo.

Outras pessoas saem berrando contra o gerente culpando-o pelas suas próprias dificuldades. É o caso do governo de Portugal (e o da Grécia também). O país, representado por um governo com três partidos anticapitalistas, estalinistas e antieuropeus não só quer renegociar a dívida, eufemismo para não pagar, como exige que o “banco” (outros países europeus = contribuintes desses países) lhe empreste mais dinheiro. Para distribui-lo pelos ‘clientes’ desses partidos. Entendeu?

Leia este excerto, por favor. 

A imposição da austeridade

Portugal vive um momento de perplexidade e confusão. Essa situação resulta sobretudo de duas falácias básicas, que penetraram não apenas o discurso oficial, não apenas a atitude das elites, mas a própria mentalidade nacional. É verdade que, no fundo, as pessoas sabiam que o que diziam não podia ser verdade. Mas, por outro lado, a habituação foi-se tornando endémica. A origem da disfunção cognitiva entre discurso e sociedade é mais profunda do que parece. Realmente, ela constitui o último episódio de um longo mito nacional, paralelo ao ‘El Dorado’ ou ao ‘Encoberto’.

[Discos pedidos] Vai fazer 78 anos!

Lançada em maio de 1939. Falta pouquinho para o 78º aniversário!



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[Para que servem as borboletas?] O despontar de uma heroína?

Valdemar Habitzreuter

Capengando, mas aos poucos se chega lá... No meio de tanta balbúrdia e rumo incerto de um país esfacelado, vez ou outra deixa-se entrever uma brecha de luz que pode mostrar uma saída a este caos traduzido em crise econômica, política e, preponderantemente, notabilizado negativamente pela corrupção pandêmica em todos os níveis: federal, estadual e municipal, e não menos nos setores privativos da vida brasileira.

A Lava-jato foi o início de uma tomada de consciência que despertou a sociedade da letargia e mostrou a severidade da situação ruinosa a que está sujeito o país, acometida por lideranças políticas sem afinação com a ética da reta governança. A Lava-jato, nesse sentido, é o farol que brilha no meio da escuridão para nortear os poucos homens e mulheres que, destemidamente, se propõem a combater a morbidez política corruptora patrocinada por políticos e governantes inescrupulosos. 

Vivemos eminentemente num país cristianizado onde supostamente a ética e a moral cristãs deveriam ter um papel diretório do reto e justo procedimento no desempenho das funções públicas por parte daqueles que foram investidos do poder de nos representar e governar. Mas o que vemos é uma imoralidade, uma indecência, valendo toda espécie de subterfúgios de lesa pátria.  

Infelizmente, o Brasil de hoje retornou novamente ao status de uma simples republiqueta de bananas aos olhos do mundo, como, outrora, era considerado. De um país emergente, parecendo cavalgar rumo ao desenvolvimento sustentável, para um país pré-falimentar onde tudo conspira contra, impedindo seu restabelecimento e avanço: economia estagnada, falta de líderes de visão - os que estão à frente do governo não inspiram confiança e altamente comprometidos por atos ilícitos no passado apegando-se ao cargo público unicamente como arama de defesa; e por aí la nave va...  

A gran puta que los parió!

Vanderlei dos Santos Rocha 

Pois,
Adoro começar com pois. É um erro crasso na língua portuguesa. Por que cometê-lo?
Pelo simples fato de ser incorreto. Trump ou Temer, qual escolher?


Trump significa TRUNFO.
Eu adoro jogos com trunfos:
Canastra, Sueca, Espadas, Truco, Bridge. Bridge é o máximo que se pode ter num jogo de TRUNFOS.


A política é um jogo de trunfos.
Os politicamente corretos, pois, são os grandes medos das políticas  supostamente incorretas.
Para esses párias sociais discriminar é incorreto. 

O indivíduo é fruto do meio.
Então, façamos algumas considerações.


Para esta casta altamente seletiva é correto extirpar os clítoris das mulheres muçulmanas.
Porém, a circuncisão judaica é uma agressão aos pequeninos.
Para eles, a CHINA não é nacionalista, é democrática, mas o TRUNFO é homofóbico e discriminador.

Ignorar saúde e segurança para defender pichadores mostra bem as prioridades da esquerda

Implicante


Como todo janeiro, o de 2017 começou com recesso parlamentar. Isso resulta num noticiário político quase monotemático. Não fosse pela posse de Donald Trump, e a tragédia que vitimou Teori Zavascki, o ano teria se iniciando cobrindo quase que exclusivamente o trabalho dos novos prefeitos.

O Implicante não se cansa de apontar: quem ainda pauta as redações brasileiras é a esquerda. E, dentre tantas batalhas possíveis, o esquerdismo achou por bem voltar-se contra a iniciativa de João Doria, que prometeu aos eleitores apagar as pichações que poluem a paisagem em São Paulo.

Diz o dito popular, quando Pedro critica Paulo, descobre-se mais sobre Pedro do que sobre Paulo.

Os primeiros trinta dias do prefeito Marcelo Crivella

Cesar Maia

1. A transição da eleição à posse de Marcelo Crivella prefeito antecipou seu estilo de governo. Seu secretariado só foi definitivamente formado na última hora e se referirmos ao seu primeiro escalão, até hoje o governo está incompleto.

Foto oficial
2. Três vetores ajudariam a caracterizar – hoje - a atual prefeitura do Rio: improvisação, ausência de políticas públicas como referências funcionais e dessincronização entre secretários e entre gestoras, dentro das próprias secretarias.

3. O estilo do prefeito nas reuniões que tem realizado carrega seu estilo pastoral, orientando basicamente sua – digamos - filosofia, do que as políticas públicas a serem adotadas. Ouve com paciência, mas, após as reuniões, o grupo não sabe qual o caminho – funcional - a adotar.
     
4. No início de governo, este estilo não gera conflitos entre as funções de governo, exatamente por falta de objetivos funcionais. Os secretários e o primeiro escalão se sentem com liberdade para tomar as suas iniciativas, mas ficam atentos às reações do prefeito para saber se geram resistências e se coincidem.
     
5. Por estas características, ninguém se sente seguro em seu lugar. Não há secretários "fortes" nem secretários "fracos" por enquanto, mas inseguros. Tradicionalmente, se diz que os primeiros três meses de governo formam um período de carência em relação à opinião pública, à imprensa e aos políticos. Mas na prefeitura atual essa é uma auto carência. O próprio governo não sabe ainda direito qual o seu rumo - o sentido de seus pontos cardeais.

Se todos são o Hitler, ninguém é o Hitler

Vitor Cunha

Jornais, televisões e restantes meios de comunicação, a sacra simbiose entre comunistas e capitalistas que trocam escrutínio por liberdade nos negócios, continuam a incansável guerra que divide a humanidade em três facções: os estúpidos, os que tratam todos como se o fossem e os espectadores. Desde que a facção dos espectadores venceu as eleições americanas, somos presenteados com hipérboles coloridas do apocalipse e respectiva subida da Besta dos confins da Terra. Em parte, por falta de sexo, em parte pelos prazeres terrenos serem inaceitável resquício da condição humana, a comunidade que trata todos como estúpidos decidiu que é uma obrigação global o acolhimento de indivíduos que, tal como eles, desejam o Homem Novo. Fora dos seus condomínios, naturalmente. A diferença entre progressistas e bárbaros é que uns querem quotas para mulheres em cargos públicos, outros querem incluir mulheres na contagem de vacas que constam no curral. Tirando a forma de catalogação, é tudo a mesma coisa.

O apoio patológico de progressistas à islamização do ocidente é fácil de perceber: tudo que seja abolir herança cristã é bem-vindo, nem que tal implique mudarem o nome para Mimosa e deixarem a ocupação de justiceiros sociais em biquíni e daiquiri numa mão e iPhone na outra para matéria prima de espetaculares explosões de vísceras.

Se todos são o Hitler, ninguém é o Hitler. Com, pelo menos, uma notícia por dia – quota mínima – a tentar explicar que Trump é o novo führer, corremos o risco de, um dia, e caso Trump decida criar fornos crematórios para jornalistas, aplaudirmos a iniciativa. Nunca um grupo, o dos que nos tratam a todos como estúpidos, se esforçou tanto para aniquilar o respeito pela dignidade humana no seu desejo de obliteração.

Brasil, país do futuro?

Helio Brambilla


Balanço da safra agropecuária
Mal iniciamos o ano de 2017, fomos impactados pelas notícias das chacinas intramuros nos presídios dos estados do Amazonas e de Roraima. A propósito, a mídia não cessa um só instante de tratar do assunto sob vários prismas e pretextos do estado calamitoso de nosso sistema carcerário herdado dos governos de Lula da Silva e Dilma Rousseff, e, mais remotamente, da Constituinte de 1988, enquanto uma propaganda dos Postos de Serviço Ipiranga encontramos respostas e soluções para tudo.

Pois bem, não na propaganda, mas na vida real, o agronegócio, este sim, tem solução para tudo… até para as rebeliões. É sério! Senão vejamos. Na Constituinte de 1934 em que havia uma bancada católica autêntica (não da Teologia da Libertação) unida em torno da Liga Eleitoral Católica – LEC que elegeu, de norte a sul do Brasil, notáveis líderes católicos que muito atuaram à busca de soluções verdadeiras para o País não apenas naquela quadra histórica, mas para décadas futuras.

Por São Paulo foi eleito Plinio Corrêa de Oliveira [foto da época], o mais jovem e o mais votado. Obteve mais do dobro dos votos do segundo colocado. Por Pernambuco foi eleito o grande jurista Barreto Campelo, também dos mais votados naquele Estado. Faziam dobradinha. Enquanto o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, do qual me honro em ser discípulo, consagrara grande esforço em prol da classe rural, o pernambucano, do qual sou particular amigo de um de seus filhos – o Prof. Jorge Eduardo – que me presenteou há pouco com um livro sobre os principais estudos e artigos de seu avô.

Com efeito, naquela Constituinte, ele defendeu a construção de presídios agrícolas onde os detentos trabalhassem em agrovilas produzindo o que cada um tivesse mais aptidão: 1– plantação e criação de animais; 2 – pedreiros, carpinteiros, etc. Num terreno isolado, viveriam com suas famílias, assistidos por um capelão coadjuvado por freiras que dessem assistência religiosa e outros cuidados, inclusive hospitalar. Infelizmente, a iniciativa não foi incluída no então Projeto de Constituição.

Francisco de Paula Ribeiro

Carlos Lira

“Ninguém quer morrer. Mesmo as pessoas que querem chegar ao paraíso. Mas a morte é o destino de todos nós.” (Steve Jobs)

Não sei quem foi que disse que a Vida é feita pela Morte. Será? Ou a morte é feita pela vida? Vida corrida, vida vivida, vida sofrida, vida perdida pelo mundo afora que se esforça por mais viver e vem a morte que tudo destrói. É a destruição continuada e constante que faz a vida. A respeito de vida e morte, porém, faz-me crer que a morte merece maiores encômios haja vista ser ela perene companheira desde o nascer até o pôr do sol de nossa vida terrena. É ela que nos traz consolo em momento de desgraça; é através dela que todos nós esperamos a nossa redenção; é ela a quem todos os infelizes e sofredores pedem socorro e esquecimento. Buscamos explicações sobre a morte mas todas as teorias são reduzidas a uma vala comum: a morte é o fim de tudo nesta vida terrena.

Hermann von Kaulbach’s (1846 – 1909) painting “Mozarts letzte Tage” (Mozart’s last days) from 1873
Eis-me mais uma vez perdido em divagações e profundo recolhimento de muita tristeza: mais um amigo de infância partiu para o “reino esplendoroso da alegria” enlutando todos nós – a família e os amigos. Há pouco mais de um mês partiu Nivaldo Ribeiro, agora parte o irmão Chico Ribeiro, ambos amigos, muito amigos, beirando a irmandade, beirando a identidade mística de um amor verdadeiro. Dois irmãos, dois amigos irmãos, dois companheiros de uma infância feliz e de uma juventude plena. Estes últimos dias deste milênio principiante seguidos golpes e perdas nos jogam ao canto da vida, são muitas as lágrimas, seguidas recordações e muitos questionamentos sobre viver, sofrer, amar e morrer. Depois da vida de claustro no Seminário Menor São José, em Garanhuns, continuamos os estudos no Colégio Diocesano em Caruaru. Em Bezerros, um sábio francês esteve entre nós – Gilles de Gramont – que nos iniciava sobre a filosofia neorrealista francesa, Chico Ribeiro era versado em Francês, e muitas informações conseguimos através deste brilhante mestre.

Veio-me à memória uma citação de Gui de Maupassant – “viver, sofrer, amar e morrer é a mesma coisa; faça como eu que vivo, sofro, amo e morro sem falar”.

As palavras tornaram-se na nossa prisão

Helena Matos

Patrão. O plano. Eutanásia. As pessoas grávidas. As palavras tornaram-se na nossa prisão. E um dia vão perguntar-nos como foi possível deixarmo-nos manipular assim. Mas agora é nisto que estamos.

1. Patrão. Ao usar a palavra patrão diga sempre “eu não estou aqui a defender os patrões”.
O patrão no século XXI não é para sanear ou abolir, coisas que só dão trabalho e falências, mas sim para colocar ao serviço do tempo novo.

Um patrão nunca deve declarar que para promover o emprego e os salários a legislação devia ser mais flexível, procurar meter-se menos nas empresas ou ser reduzida. A legislação do trabalho tem sempre de ser mais e mais. Sobrepor-se em camadas.

Um patrão é mediaticamente falando um bom patrão se pedir programas de apoio ou crédito a fundo perdido. Enfim se pedir Estado sob a forma de dinheiro. Querer simplesmente levar o seu negócio é um crime: aí torna-se um explorador como aconteceu a Nuno Carvalho, um dos donos da Padaria Portuguesa, que chamou a atenção para o impacto nos rendimentos dos trabalhadores da presente legislação com as suas carreiras rígidas e os seus horários pouco flexíveis.


É exatamente para domesticar esse protótipo de patrão que concebe a empresa como um negócio e não como o palco do neo-marxismo que deixou de querer acabar com o capitalismo para passar a exigir ser sustentado por ele, que o legislador não para de criar medidas em que mostra a sua extraordinária inteligência e bom coração versus a bruteza dos patrões. Só nos últimos dias tivemos, em Portugal, um aumento de salário mínimo que não é acompanhado pelo crescimento económico; uma votação no parlamento sobre o aumento dos dias de férias (chumbado porque PSD votou com PS) e ainda no parlamento a entrada de vários diplomas sobre o assédio moral no trabalho, um problema que, dizem os jornais, afeta 16,5 por cento da população ativa, isto apesar de entre 2011 e 2015, a Autoridade para as Condições do Trabalho apenas ter detectado 95 infrações por assédio moral.

Poder criador

Nelson Teixeira
O pensamento tem um poder criador que o homem não pode imaginar. Tudo aquilo que pensamos toma forma. O pensamento pode construir coisas belas e maravilhosas, mas por outro lado pode também criar coisas terríveis e monstruosas.

Um mau pensamento pode levar uma pessoa à doença, ao desequilíbrio, à depressão. Por essa razão devemos vigiar e orar, para que cultivemos somente bons pensamentos.

O pensamento é como um imã que atrai tudo o que estiver em sintonia com ele. Viver bem ou mal depende muito mais da forma como pensamos do que com os fatos em si. Portanto, utilizemos esse dom maravilhoso que Deus nos deu como atributo, para criarmos somente coisas boas para nós e para os outros também.

Viver no céu ou no inferno só depende de nós e de nossos pensamentos. Reflitamos sobre como está a nossa vida hoje, como nos sentimos e o que temos pensado ultimamente.
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 30-1-2017

[Atualidade em xeque] Limão, fascismo, limonada

José Manuel

Os seres humanos atravessam um período extremamente difícil em sua existência. São guerras regionais, atentados com centenas de perdas de vidas, a Europa lutando pela sobrevivência de um belo momento de civilidade que não se via em séculos com as suas fronteiras abertas, a fuga de famílias inteiras que do dia para a noite se transformam em refugiados tendo perdido tudo e se submetendo a uma sobrevida infame, ditadores sem o menor escrúpulo jogam seus países e naturais em aventuras de selvageria, numa política de terra arrasada.

A África com raras exceções continua falimentar, desnutrida, com crises imensuráveis de fome e assistência médica, mais ditadores que roubam o que ainda resta de bom a esses pobres povos, tudo visto ao vivo e a cores sem que possamos fazer nada, apenas e em última instância contribuindo financeiramente para grupos de heróis voluntários que minimizam como podem o sofrimento humano nessas regiões.

A América Latina, da Argentina ao México continua atrasada, com a sua politicalha de ocasião enriquecendo políticos corruptos cada vez mais, enquanto milhares estão abaixo da miséria, mais ditadores com tentativas de se eternizar no poder levando seus países à miséria ou a graves crises sociais como a que o Brasil atravessa após governos criminosos por quatorze anos.

América Latina é sinônimo de corrupção, carteis de drogas e terríveis gestões fraudulentas, mesmo apesar de seus cinco bolsões de crescimento econômico através do Brasil, Chile, Peru, Colômbia e México. São apenas cinco num universo de vinte nações de línguas latinas.

Na Ásia, apesar do grande desenvolvimento dos tigres e no momento a Índia despontando como a terceira potência comercial, ainda resistem alguns bolsões de tirania como a Coreia do Norte com seu ditador tresloucado querendo apertar um botão atômico, e a Tailândia que não consegue conviver com a democracia plena. A Rússia com a sua imensidão gelada da Sibéria estando localizada entre a Ásia e a Europa, é eternamente um complicador pois entra ano, sai ano não passa sem criar algum problema ao mundo.

QUIZ: Woody Allen

Quantas vezes se casou o realizador Woody Allen?


A  – 3
– 5
C  – 7 
D  – 2

domingo, 29 de janeiro de 2017

[Discos pedidos] Morango do Nordeste

Morango do Nordeste é uma canção composta em 1984 pela dupla pernambucana, Walter de Afogados e Fernando Alves que fez grande sucesso no final do século XX, sendo sucessivamente regravada por diversos grupos e cantores brasileiros.

A canção foi lançada em 1987 com o nome de "Sonho dos Sonhos". Em 1996, Walter trocou para Morango do Nordeste a pedido de Lairton, ano em que o cantor a gravou em seu álbum Lairton e seus Teclados Vol. 1.

Pour moi, foi a versão do grupo Karametade que me enlevou. Mas como os vídeos com o Karametade não têm boa imagem, optei por este vídeo com o Frank Aguiar e o Luiz Carlos da banda Raça Negra.


Anteriores:

O "pensamento" único

Alberto Gonçalves

Nas televisões e nos jornais, sobram, por enquanto, alguns lugares onde a “direita” consegue aliviar-se de duas ou três opiniões. O quadro geral, porém, é de uma humilhante submissão ao poder vigente e às respectivas simpatias

Há dias, a dona Catarina do BE, afirmou a um diário que, face à dívida, só nos resta a “negociação unilateral”. O conceito tem a pertinência de, digamos, um matrimônio individual, no qual o noivo vai à conservatória e a noiva nem o conhece. Mesmo assim, a dona Catarina não se riu, os jornalistas que a entrevistaram não se riram e Portugal não sucumbiu a uma epidemia de gargalhadas idêntica à de Tanganyika. Na nossa exótica vida pública, certas criaturas e certas “ideias”, alucinadas que sejam, adquiriram o curioso direito de ser levadas a sério.

Lembrei-me deste episódio quando, anos depois, voltei a concordar com um artigo de José Pacheco Pereira (Uma comunicação social cada vez menos plural, no Público). Não concorde com o artigo inteiro, nem sequer com metade. A bem dizer, não concordei com quase nada, excepto com o pedacinho em que JPP reclama “uma comunicação social menos enfeudada ao poder do ‘pensamento único’, que não condicione pela agenda, pelo tratamento de títulos e notícias, pela duplicidade política do que entende ‘grave’ ou venial e que, acima de tudo, atue num sentido único da vulgata que passa nos nossos dias por ser a ‘realidade’”.

Para encontrar uma amostra destas patentes desgraças, basta ver A Quadratura do Círculo, programa televisivo em que – ai a coincidência – JPP e dois confrades “debatem” a “atualidade”. Há muito que, na maioria das emissões, a “atualidade” se resume ao líder da oposição, e o “debate” consiste em matá-lo, esfolá-lo e, mal JPP toma a palavra, em triturá-lo com esmero. Se A Quadratura mandasse, Pedro Passos Coelho demitia-se semana sim, semana sim, empanado em alcatrão e penas. De caminho, e ainda que empurre jovialmente o País para nova bancarrota, o chefe do Governo – e antigo membro daquela confraria – escapa incólume ou medalhado pelas suas proezas. Misteriosamente, o “pensamento único” de que JPP se queixa é o da “direita”.

TIME panfletária (conclusão)

A edição da TIME, 30 de janeiro de 2017, traz na capa a imagem de Donald Trump e a legenda: DONALD TRUMP – 45TH PRESIDENT OF THE UNITED STATES OF AMERICA. Bem diferente de uma capa anterior que revelava a opinião desta publicação:
DONALD TRUMP – PRESIDENT OF THE DIVIDED STATES OF AMERICA.


Ontem, dividi com os leitores minhas impressões sobre o que ia lendo. Agora, concluo.

Continuando a leitura, aparece “NEW FRIENDS, COMMON FOE – How the Women’s March brought progressives together”, artigo de Charlotte Alter.
“THE IDEA STARTED WITH WOMEN ON Facebook. On the night of Donald Trump’s surprise victory in November, a grandmother in Hawaii named Teresa Shook went online and called for women to storm the capital on Inauguration weekend.”
Que lindo início! A ideia foi de uma avozinha. Que ternura!
E o artigo segue na toada do louvor às “ativistas progressistas”.

The Women’s March was organized by Tamika Mallory, Bob Bland, Carmen Perez and Linda Sarsour. Photo: Jody Rogac for TIME
Sobre a senhora Linda Sarsour veja aqui o seu (dela) currículo – e intenções.
Traduzindo o artigo: a Democracia é muito boa desde que ganhe o nosso candidato.

Segue-se “THE COUNTRIES THAT FEAR TRUMP MOST”, escrito por Ian Bremmer. Este senhor é (meu) velho conhecido daqui, colunista pró Clinton e contra Trump. Desses que chegaram quase ao insulto pessoal. Que declara “MANY OUTSIDE THE U.S. WATCHED THE INAUGURATION WITH DREAD” (Muitos fora dos EUA assistiram ao ‘Inauguration Day’ apavorados). Opinião dele, ou melhor, desejo dele. Mas o distraído leitor internalizará essa opinião como fato: milhões de pessoas fora dos Estados Unidos estão horrorizados com Donald Trump.