terça-feira, 31 de janeiro de 2017

[Aparecido rasga o verbo] Os Guardiões do Bordel

Aparecido Raimundo de Souza

O Brasil, hoje, é uma nação podre, estragada e nojenta. Podre, e pobre, contaminada pela corrupção, graças à não repressão que privilegia as elites. Os valores morais, em decadência, estão prestes a explodirem. Os estragos (se fôssemos compará-los em proporções de tamanho) se igualariam às dimensões das aniquilações provocadas nas cidades de Hiroshima e Nagasaki, no Japão, em decorrência do lançamento das bombas atômicas há exatamente setenta e dois anos.

Essa liberação descontrolada de energia, tanto pode ser agora, no próximo minuto, como amanhã, ou depois.  A vergonha não existe. A moral restou corrompida. A hombridade virou um descalabro, a decência se degenerou, a honradez se infectou, enfim, todas as tendências do puritanismo sério deixaram de fazer parte das nossas vidas há décadas. 

Sem sombra de dúvidas, nos transformamos em verdadeiros campeões em históricos de fraudes, como, mesmo norte, estamos com as bundas cheias de medalhas, em vista das mais altas e inexpugnáveis roubalheiras, bandidagens, e vagabundagens. Num quadro geral, se fôssemos enumerar o rosário das armações, engodos e mazelas, a coisa iria longe e, talvez, nem coubesse neste artigo.

Como se não bastassem, a violência, a prostituição e a fome  dominam e prevalecem, de igual sorte, se difundindo e se exortando  a cada dia, como uma epidemia de doença incurável.

É inacreditável, como nós, brasileiros, a tudo assistimos de camarote. Pernas e braços cruzados. Nada fazemos para impedir que tais anomalias e aberrações avancem, criem vida e se alastrem para patamares estratosféricos. Se duvidarmos, essas porras ultrapassam a casa dos trilhões em tributos cobrados de cada um de nós, brasileiros.

Historicamente falando, isso tudo são consequências dos frutos herdados de antigas colonizações e culturas impostas pela escória de raças estrangeiras e, ainda, pela indolência e apatia dos índios e escravos importados de outras paragens para nosso querido rincão. E é nessa mistura, nessa salada heterogênea de raças, culturas e credos, que se originou a miscigenação do que somos hoje. Um bando baldado de imbecis, onde ninguém sabe exatamente indicar a ponta do nariz. 


Em outras palavras, viramos um povo sem cara. Somos bonecos robotizados, sem coragem, sem sangue, nas veias. Todos, de braços dados com a tolerância e a imbecilidade de sermos comandados por uma galera de borra-botas. Enfim, nos transformamos numa massa de vadios e de apalermados, sem a honra e a dignidade necessárias para sairmos em campo e lutarmos de unhas e dentes por nossos direitos mais prementes.

Paralelo a isso, sai um filho da puta de um governo, entra outro mais vadio e detestável. E o que eles fazem?  Os desgraçados metem as mãos, roubam, se ajeitam, sem que nada aconteça de relevante em benefício nosso, e, igualmente, da nação. Falando em nação, ela igualmente não fica atrás. Está vestida de negro, entregue às baratas, às traças, às imundícies que surgem em profusão e abundância dos bueiros existentes por todas as partes.

E tomemos “porradas”, socos e pontapés nos costados. Merecemos. Quanto mais, melhor! Com isso, aumentam as trapaças no INSS, as enganações na Educação, as distorções na Segurança, as putarias na Saúde..., as burlações na elaboração dos Orçamentos, a farra nos Bancos, seguidas das ludibriações na Emissão de títulos Públicos conhecidos pela alcunha de “precatórios”. Senhoras e senhores acreditem. Nunca se “afanou” tanto, nunca se passou “os cinco dedos” com tanta cara de pau, como em nosso país.

Uma verdadeira e descomedida multiplicação de quadrilhas criminosas, poderosamente organizadas, que envolvem empresários, banqueiros, funcionários públicos, religiosos, juízes, promotores, vereadores, governadores (alguns do povo, claro) e, principalmente, certos políticos de Brasília detentores de mandatos e por conta deles, com regalias e privilégios que até Deus duvida.

Esses cânceres incuráveis, além de viverem às nossas expensas, seguem incastigados, isentos, graças as “imunidades parlamentares”, e, via idêntica, pelas manipulações desenfreadas das leis criadas com carinho e benevolência em seus próprios benefícios, sem falarmos, mas já o fazendo,  no corporativismo das instituições que dizem representar com dignidade e decoro. Temos consciência, que dignidade e decoro, passam a quilômetros de distância dessa falange de pilantras e safados.

Os noticiários da imprensa (seja nacional ou internacional) se tornam importantes, todavia, impotentes em face da divulgação de tantos escândalos e ações criminosas, que se avolumam, e onde muitos políticos, sejam de direita, de esquerda, ou de centro, bem sabemos, fazem parte do desmesurado e efervescente caldeirão das corrupções, mazelas, falcatruas e omissões que assistimos todos os dias em nossas televisões.

Inércias, a bem da verdade, vivenciadas desde os tempos de Getúlio, passando por Juscelino, Costa e Silva, Sarney, Fernando Collor, Dilma e tantas outras figuras esdrúxulas, que entraram para a história legando, a nós todos nós, cidadãos brasileiros, uma pátria amada (amada??!!) moralmente acabada, deformada, prostituída, esfacelada, afundada em um poço de merda, e onde, kikiki..., velhas raposas são responsáveis diretas pelo zelo e guarda do enorme e complexo puteiro.

Deveríamos voltar ao passado, aos exatos tempos das penas capitais, onde pudéssemos assistir em praças públicas as execuções desses ladrões safados, desses vagabundos sem caráter que não fazem outra coisa a não ser roubarem do povo sofrido, das gentalhas que, aliás, é quem os mantem no Poder, com toda pompa e gloria.  Essas figuras infames, essas doenças incuráveis, deveriam ser DECAPITADAS.


As senhoras e os senhores se lembram da rainha Maria Stuart da Escócia que morreu decapitada? Acaso se recordam do processo de Carlos I e o julgamento dos seus crimes por alta traição? Kikiki... Kikiki... Kikiki. Imaginem agora, os urubus do congresso, da câmara, do senado, e de outras pocilgas disfarçadas de ministérios, com a corda no pescoço e uma centena de carrascos enfileirados na Praça dos Três Poderes, prontos para separarem as cabeças dessas cobras venenosas, do resto de seus corpos?!

Evidentemente, um bom bocado de brasileiros (gente de vergonha e brio na cara), COMEMORARIA COM GALHARDIA, ELEGÂNCIA E DISTINÇÃO A EXTERMINAÇÃO FULMINANTE DESSES FILHOS DA PUTA.  Em paralelo, adoraríamos vê-los indo para os quintos do inferno, sem os respectivos crânios, para não acharem o caminho de volta. Ainda que alguns “lewandowskis” inconsequentes concedessem a um desses párias habeas corpus preventivo, de última hora.

AVISO AOS NAVEGANTES:
PARA LER E PENSAR, SE O FACEBOOK, CÃO QUE FUMA OU OUTRO SITE QUE REPUBLICA MEUS TEXTOS, POR QUALQUER MOTIVO QUE SEJA VIEREM A SER RETIRADOS DO AR, OU OS MEUS ESCRITOS APAGADOS E CENSURADOS PELAS REDES SOCIAIS, O PRESENTE ARTIGO SERÁ PANFLETADO E DISTRIBUÍDO NAS SINALEIRAS, ALÉM DE INCLUÍ-LO EM MEU PRÓXIMO LIVRO “LINHAS MALDITAS” VOLUME 3.
Título e Texto: Aparecido Raimundo de Souzajornalista, Brasília, 31-1-2017

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Um comentário:

  1. Sinalizar problemas... por vezes indica uma oportunidade.
    .
    Neste caso: a sinalização de problemas é uma oportunidade para para reivindicar, junto dos políticos cartelizados, MAIS E MELHORES CANAIS DE TRANSPARÊNCIA ao serviço do contribuinte/consumidor.
    .
    .
    .
    .
    Anexo:
    Para defender a democracia têm-se de trabalhar!!!
    -» O contribuinte não pode passar um cheque em branco a nenhum político!
    O contribuinte tem que se dar ao trabalho!
    .
    ---»»» Democracia Semi-Directa «««---
    .
    -» Isto é, votar em políticos não é (não pode ser) passar um cheque em branco... isto é, ou seja, os políticos e os lobbys pró-despesa poderão discutir à vontade a utilização de dinheiros públicos... só que depois... a 'coisa' terá que passar pelo crivo de quem paga (vulgo contribuinte).
    -» Explicando melhor, em vez de ficar à espera que apareça um político/governo 'resolve tudo e mais alguma coisa'... o contribuinte deve, isso sim, é reivindicar que os políticos apresentem as suas mais variadas ideias de governação caso a caso, situação a situação, (e respectivas consequências)... de forma a que... o contribuinte/consumidor esteja dotado de um elevado poder negocial!!!
    -» Dito de outra maneira: são necessários mais e melhores canais de transparência!
    [mestres/elite em economia já 'enfiaram' juros colossais para pagar, buracos enormes na banca para tapar, etc... quem paga, vulgo contribuinte, não pode deixar de ter uma palavra a dizer]
    .
    .
    Exemplo 1:
    Todos os gastos do Estado [despesas públicas superiores, por exemplo (para que o contribuinte não seja atafulhado com casos-bagatela), a 1 milhão], e que não sejam considerados de «Prioridade Absoluta» [nota: a definir...], devem estar disponíveis para ser vetados durante 96 horas pelos contribuintes na internet num "Portal dos Referendos"... aonde qualquer cidadão maior de idade poderá entrar e participar.
    -» Para vetar [ou reactivar] um gasto do Estado deverão ser necessários 100 mil votos [ou múltiplos: 200 mil, 300 mil, etc] de contribuintes.
    {ver blog « http://fimcidadaniainfantil.blogspot.pt/ »}
    .
    .
    Exemplo 2:
    Concorrência a sério!
    Leia-se: não há necessidade do Estado possuir negócios do tipo cafés (etc), porque é fácil a um privado quebrar uma cartelização... agora, em produtos de primeira necessidade (sectores estratégicos) - que implicam um investimento inicial de muitos milhões - só a concorrência de empresas públicas é que permitirá combater eficazmente a cartelização privada.
    Explicando melhor: o contribuinte/consumidor precisa de empresas públicas em sectores estratégicos da economia... presentes no mercado de forma transparente e honesta, isto é, sem cartelização nem dumping.
    {ver blog « http://concorrenciaaserio.blogspot.pt/ »}
    .
    Uma opinião um tanto ou quanto semelhante à minha: Banalidades - jornal Correio da Manhã (antes da privatização da transportadora aérea):
    - o presidente da TAP disse: "caímos numa situação que é o acompanhar do dia a dia da operação e reportar qualquer coisinha que aconteça".
    - comentário do Banalidades: "é pena que, por exemplo, não tenha acontecido o mesmo no banco BES".


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