segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Manifesto ao Povo Brasileiro

Valter Almeida

Diante da passividade dos brasileiros perante a degradação moral, política e governamental que perdura no Brasil, tem horas que chego a desanimar de protestar, mas continuo como desabafo.

A verdade é que o povo e, em especial, os aposentados e trabalhadores da ativa não reagem contra esta reforma maldita da Previdência. Por mais que nós falemos e postemos nas redes sociais, não adianta, a repercussão é muito pouca e não consigo entender estas manifestações com milhares de pessoas brigando contra o aumento das passagens, mas contra a reforma Previdenciária só aparecem alguns gatos pingados.

Observando a quantidade de milhares de pessoas reunidas no dia 31 de janeiro para comemorar a passagem do ano, veio à minha boca aquele gosto amargo de derrota e fiz a mim mesmo a seguinte pergunta: Comemorar o quê? A falência da saúde, a violência que está matando mais de cinquenta e oito mil cidadãos brasileiros, a nossa educação que é uma das piores do mundo desenvolvido, o desemprego que atingiu o patamar de doze milhões de trabalhadores, o endividamento das famílias brasileiras, salários desvalorizados, inflação corroendo o pouco que nos resta dos nossos minguados salários, trabalhadores, como os funcionários públicos, sem receber os seus salários e, para completar a desgraça, a promessa que temos desses governantes como solução para reverter toda esta situação é esta escabrosa e vergonhosa Reforma da Previdência.

As perguntas que eu deixo no ar são as seguintes:

Vamos ficar inertes sem fazer nada?
Sem reagir diante de um futuro sombrio que nos espera?

Pensem nisso, e se fomos capazes de reunir milhões de pessoas em todos os recantos do Brasil no dia 31 de dezembro sem motivo nenhum para comemoração, por que não podemos fazer a mesma coisa para dizer não a esta Reforma da Previdência e outras barbaridades que estes governantes de merda querem jogar nas nossas costas?

‘Cair com dignidade é próprio de um homem, cair com covardia é próprio de um canalha’.
Título e Texto: Valter Almeida, 16-1-2017

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