sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Namorada impede reação e PM de 22 anos é morto a tiros durante assalto. O que isso tem a ver com a guerra política?

Luciano Ayan

Reprodução Facebook
Eu já ouvi falar de notícia repugnante, mas esta aqui, do Jornal O Dia, bateu o recorde. Leia:

Espírito Santo – O soldado da Polícia Militar do Espírito Santo André Monteiro dos Santos, de 22 anos, foi morto com 14 tiros, na madrugada desta quinta-feira, em Serra, na Grande Vitória. De acordo com informações de testemunhas no local, o policial estava de folga e saiu com a sua mulher de uma academia e foi abordado em seu carro por dois bandidos em uma moto. Eles anunciaram o assalto, e um deles portava uma faca.

Segundo informações da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vitória, o PM, que era do Grupo de Apoio Operacional (GAO) do 6° Batalhão, na mesma cidade, sacou a arma para se proteger, mas sua namorada o abraçou e o impediu de atirar.

Ousado, o assaltante esfaqueou o PM no braço, derrubando sua pistola. O bandido aproveitou o deslize para usar a arma do PM e atirar contra ele, que não resistiu e morreu no local.

Os bandidos também atiraram contra a namorada de Santos, mas não conseguiram acertá-la com a única bala que restou na arma. Muito abalada, a jovem não quis dar declarações.

A polícia informou que velório do policial ocorre na Igreja Assembleia de Deus, no bairro Jardim Bela Vista, em Serra. O local do enterro não foi divulgado. A Secretaria Estadual de Segurança Pública do Espírito Santo enviou uma nota lamentando o ocorrido.

Não existe palavra para definir o quão repugnante é a atitude da namorada desse policial. Em suma, ela o impediu de atirar e conseguiu, com isso, não sua morte, mas a morte do namorado. Ela causou a morte do namorado provavelmente por mania.

Isso tem tudo a ver com alguns negacionistas da guerra política, que fazem de tudo para que não joguemos o jogo. Se vamos para a guerra de rotulagem ou para a guerra de narrativas, alguns deles aparecem cagando regra: “Onde já se viu você se rebaixar ao nível deles? Como alguém de direita, eu não admito que joguemos o jogo. Deixemos isso para eles.”

Como resultado, os esquerdistas só dependem do titubeio do adversário para liquidá-los. Assim como o bandido deve morrer de rir da atitude da namorada do policial, os esquerdistas amam quando um direitista vem fazer papel de purista, lutando para que os direitistas mais pragmáticos não joguem a guerra política.
Título, Imagem e Texto: Luciano Ayan, Ceticismo Político, 17-2-2017

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