quinta-feira, 20 de abril de 2017

[Aparecido rasga o verbo] Como vivíamos antes deles?!

Aparecido Raimundo de Souza

Acreditem ou não, o mundo está irremediavelmente perdido. Vivemos na era ou no tempo dos aplicativos. Hoje em dia temos ao alcance das mãos, em nossos aparelhos celulares, a magia dessas tecnologias consideradas de ponta, como antigamente dispúnhamos de um aparelho de telefone a manivela. Lembrando que esses trambolhos nem eram móveis.

Vamos dar um breve passeio por algumas dessas engenharias indicando apenas o que, cada um, em particular, nos oferece, de básico.

Existem aplicativos para não nos esquecermos de beber água, acordar, tomar remédio, almoçar, jantar, e até dar um simples nó em gravata. Estamos fazendo referência ao Water your body. Outros mais sofisticados como o TeenSafe (funciona como um espião nos celulares) ajudam a seguir os passos de nossos filhos na escola, a sabermos por onde andam nossas esposas além daqueles que fornecem os melhores motéis e restaurantes para casais de namorados e amantes. Claro, levando em consideração os relativamente baratos e em conta para os bolsos.

Imaginem senhoras e senhores, um aplicativo com dica de gentilezas para o dia a dia. Essa belezura pode ser conferida e baixada no KindMe. O propósito do produto é tão adiantado que permite a interação com outros membros já cadastrados na troca dessas cortesias e amabilidades.

O mais interessante, é o que facilita a paquera. Contudo, é preciso que se esteja conectado a um GPS, vez que utiliza a localização dos usuários para mostrar os perfis dos futuros pretendentes, quer seja para namoros, quer seja para relações amorosas, papos sérios, passatempos e até casamentos.

Para que a coisa funcione cem por cento, é preciso que ambos os interessados tenham se adicionado um o outro. É possível, inclusive, a exposição de fotos, com extensão para nudez, sem que essas imbecilidades dos “cabeças de ventos” vazem para estranhos.

Nessa linha, bombando nas redes sociais, em caso de morte, podemos contar com o “ifidie”, cuja tradução seria (E se eu morrer). A invenção protege contas de usuários em redes sociais. Monitora o usuário a cada duas semanas através de e-mails. Se não houver retorno, em três tentativas, o aplicativo entende que o usuário foi ter um encontro marcado subitamente com o Eterno. A partir daí suas contas são bloqueadas. O sistema entra em contato com três pessoas que o cidadão indicou como de sua confiança, quando fez o cadastro, e essas criaturas, retornam utilizando uma senha secreta de quatro dígitos.

É possível, nessa mesma linha, o cidadão ter descontos em consultas médicas e outros serviços de bem-estar e saúde, como farmácias, academias, etc. O que mais de um milhão de pessoas está usando é o “Mais Saúde Brasil”. Pode ser acessado de graça, mas, há um porém. Para gozar de descontos nos serviços, depende, evidentemente, de uma pequena mensalidade.

Nessa tecnologia estratrosbélica (louca, exagerada, fora do comum), podemos contar também com aplicativos de pressão arterial. Eles ajudam a melhorar os métodos de tratar a hipertensão. Segundo seus criadores, é possível armazenar e analisar todas as medições das ditas pressões. Alguns são tão primorosos, que geram, em tempo real, informações necessárias para tratar a tensão arterial acima do normal, concebendo relatórios diretamente para os médicos que assistem esses agregados.

Em caminho paralelo, podemos baixar aplicativos que reúnem dados de saldo, extrato e pontos a vencer em um único lugar. Reformam constantemente as informações de seus programas de fidelidade de companhias aéreas, supermercados, postos de gasolina, cartões de crédito, hotéis e outros bichos.

Por derradeiro, está em pleno funcionamento um app que ajuda na compra de passagens aéreas e monitora as ofertas em companhias aéreas, indicando aos usufrutuários as promoções e as ofertas de passagens sempre com o melhor preço de mercado.

Às vezes nos perguntamos senhoras e senhores, como as pessoas, antigamente, conseguiam viver, sem esses aplicativos. Coisa de louco, diga-se de passagem. Todavia, apesar de nossa insistência ser um pouco acima do normal, até o presente momento, não recebemos nenhuma resposta que satisfizesse nosso ego.
Título e Texto: Aparecido Raimundo de Souza, jornalista. De Belo Horizonte, nas Minas Gerais. 18-4-2017   

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