domingo, 2 de abril de 2017

As fichas todas em Jorge Jesus

Foto: Diogo Baptista

Afinal, não seria bem "ganhar ou ganhar", afinal o empate até agradava.

Por incapacidade de fazer mais e/ou por opção, NES aposta agora tudo em terceiros. Isto é, na capacidade de Jorge Jesus em travar o slb. Uma autêntica roleta russa, se pensarmos que o FCP ainda tem, ele próprio, que ir a Braga, à Madeira defrontar o Marítimo e a Chaves.

Os primeiros 10 minutos foram uma imagem fiel daquilo que se tem passado ao longo deste campeonato: ao nosso rival basta-lhe uns míseros minutos em cima do adversário, para logo faturar na baliza contrária. Bastam-lhes ganhar um ou dois ressaltos, mais umas duas ou três bolas divididas, para logo causarem o pânico na defensiva adversária. Um mistério completo, pois, mesmo a nível mundial.

Felipe, com o seu segundo erro grave em dois jogos sucessivos, também ajudou à festa.

E pronto, eis, num ápice, o slb nas suas sete quintas, apenas com a necessidade de controlar o assunto, e perante o seu público que se manifestava ruidosamente ao mais pequeno incidente.

E foi graças a Brahimi, que ontem dissipou todas as dúvidas sobre quem é o melhor futebolista a atuar em Portugal, que o FCP conseguiu equilibrar as coisas.

Porém, e como habitualmente, sem grandes efeitos práticos em termos de oportunidades de perigo.

Um livre do argelino, foi tudo aquilo que ficou, em termos reais, do nosso maior domínio, pós-golo adversário, em todo o primeiro tempo.

Foi, portanto, com grande satisfação que todos os portistas viram Maxi a marcar logo na nossa primeira oportunidade da segunda parte. Era agora ou nunca. Seria o momento-chave do campeonato pois o slb quebraria e nós iríamos com tudo para cima dele, certo?

Foto: Carlos Alberto Costa
Não, nada disso. O FCP apaga-se, por completo, após a meia-oportunidade de Soares (agora com um rendimento mais normal do que super) e é o slb quem está mais perto de arrumar as contas da Liga por duas ou três vezes. Casillas disse, então, presente.

As substituições pouco ou nada alteraram o desenrolar da partida e o FCP pareceu satisfeito com o 1-1.

"Façam o jogo das vossas vidas", pedia uma tarja à chegada da comitiva portista ao hotel, em Lisboa.
Afinal, ao que parece, não seria caso para tanto...
Título e Texto: Luís Carvalho, Reflexão Portista, 2-4-2017

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