quarta-feira, 26 de abril de 2017

[Enigma policial] O quadro desaparecido


Durante o transporte de dezenas de quadros entre o Museu Soares dos Reis, no Porto, e o Museu do Chiado, em Lisboa, foi roubado um quadro de Amadeo de Souza Cardoso. Os cinco suspeitos – Arnaldo, Branco, Carlos, Diogo e Eduardo – foram interrogados individualmente.

O inspetor Mascarenhas, com 30 anos de serviço e uma grande intuição para interrogatórios, liderou todo o processo. Ao fim do dia encontrou-se com o diretor do Museu do Chiado.

- Senhor diretor, já reuni as declarações dos suspeitos.
- E chegou a alguma conclusão?
- Nenhum deles estava propriamente nervoso, mas também nenhum estava à vontade. Tenho a certeza que todos disseram exatamente uma mentira.
- E devem ter declarações contraditórias…
- Exato – respondeu o inspetor Mascarenhas, consultando as notas. – O Arnaldo declarou “Não foi o Eduardo. Foi o Branco”. O Branco disse “Não foi o Carlos. Não foi o Eduardo”. O Carlos garantiu “Foi o Eduardo. Não foi o Arnaldo”…
- E os outros dois?

- O Eduardo afirmou “Foi o Diogo. Não foi o Arnaldo”.
- E o Diogo?
- Esse esteve claramente a brincar com o nosso tempo… “Foi o Carlos. Foi o Branco”, disse ele.
- E porque pensa que ele estava a brincar?

- O quadro foi roubado apenas por um homem.
- E já sabe quem foi o ladrão?
- Sei, claro. Vim só transmitir-lhe que vou fazer a detenção…

[Qual dos suspeitos roubou o quadro?]

Título e Texto: Joana Pereira da Silva, Maria João Vieira, Renato Rocha

PISTAS

Arnaldo, Branco, Carlos, Diogo e Eduardo foram interrogados individualmente. Cada um fez duas afirmações e mentiu numa delas.  

O quadro foi roubado apenas por um homem.

Um comentário:

  1. Solução:
    “Quem roubou o quadro foi o Carlos. Comecemos pelas afirmações do Diogo: “Foi o Carlos. Foi o Branco.” As duas afirmações são contraditórias, e sabemos que uma delas é mentira e a outra verdade. Logo, ou foi ou o Carlos ou o Branco.
    Se suspeitarmos do Branco, e relermos os depoimentos dos suspeitos a essa luz, depressa percebemos que das duas afirmações do Branco, “Não foi o Carlos, não foi o Eduardo”, uma é falsa. Visto que o Eduardo não é o criminoso, que tem de ser o Carlos ou o próprio Branco, a afirmação de que não foi o Eduardo é verdadeira, e portanto a que diz que não foi o Carlos tem de ser falsa. Assim, o criminoso é o Carlos.

    Resta-nos reler todas as afirmações supondo que o criminoso é o Carlos para confirmar que todos os suspeitos fizeram uma afirmação verdadeira e outra falsa. Logo, só a sua culpa valida a coerência dos depoimentos.”

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