sexta-feira, 5 de maio de 2017

Canal do Panamá

Alberto José

O Panamá pertenceu à Colômbia, e em 1835 o Congresso da Colômbia aprovou os planos para o início das escavações a fim de construir a ligação entre os Oceanos Atlântico e Pacífico. Essa autorização foi revista em 1838 e 1845 quando planejaram construir uma ferrovia fazendo a ligação entre os dois oceanos. A construção começou em 1852 em uma cidade recém-criada, Colón, e terminou em 1855 no Panamá, no Pacífico.

Em 1869 foi estabelecido um tratado com os Estados Unidos para a construção do canal, porém, como o Panamá fazia parte da Colômbia, o Senado não ratificou o acordo.  Em 1878, o Congresso da Colômbia aprovou um contrato com uma empresa francesa para a construção e a operação do canal durante noventa e nove anos.

Em 1880, no litoral do Pacífico, o engenheiro Ferdinand de Lesseps, da empresa francesa, inaugurou os trabalhos, sendo que, na verdade, as obras só foram iniciadas em 1882 quando abriram uma trincheira com setenta quilômetros de largura que separou o continente americano para ligar o oceano Atlântico (Caribe) ao Pacífico.

Em 1884 havia dezessete mil e quatrocentos e trinta e seis trabalhadores na obra.

O trabalho dos franceses terminou bruscamente com a falência da empresa devido a grandes dificuldades para drenar e corrigir o curso do Rio Chagres, chuvas intermitentes, enchentes, desmoronamentos, grande mortalidade dos trabalhadores devido a malária e a febre amarela, já que as obras eram feitas em florestas, pântanos e regiões alagadas. Em 1903, pressionados por dívidas, corrupção e dificuldades técnicas eles venderam para os norte-americanos por US$ 40 milhões os direitos e os equipamentos que estavam abandonados no canteiro da obra.

O governo norte-americano se interessou pela construção do canal e a Marinha dos Estados Unidos ocupou o Panamá forçando a independência do país em 1903. Então, o Panamá pactuou com os Estados Unidos a construção do Canal.

O médico cubano Juan C. Finlay e o norte-americano Walter Reed, do Exército, visitaram os alojamentos dos trabalhadores que ainda estavam vivos e descobriram que, para evitar que escorpiões venenosos subissem nas camas, eles colocavam uma lata cheia de água em cada pé da cama. As latas com água serviram para o desenvolvimento das larvas dos mosquitos transmissores da febre amarela. A partir dessa descoberta, a doença foi debelada com sucesso.

As obras foram executadas pelo sistema de “eclusas” (com portas de 140 metros de altura e 745 toneladas) que é/era uma técnica de engenharia hidráulica que permitia que uma embarcação subisse ou descesse um rio como se estivesse escalando degraus para elevar os navios 26 metros até o nível do Lago Gatún.

Os norte-americanos iniciaram as obras em 1904 e foram concluídas em 1914. Eles pagaram US$ 10 milhões “de luvas” e US$ 250 mil anuais para operar e administrar o Canal até 1977, quando foi iniciado o processo de devolução ao Panamá, concluído em 1999.


Câmaras gigantescas e submersas que transferem o imenso volume de águas entre as comportas e as bacias de reserva (Foto de 1913).


Construção de uma comporta, com as portas basculantes de 140 metros e 745 toneladas, operadas hidraulicamente (Foto de 1913).


Momento da chegada de dois navios na eclusa, ladeados por quatro locomotivas sobre trilhos de cremalheira que rebocam o navio ao longo do canal. Cerca de 70 navios cruzam diariamente o canal. A tarifa chega a US$ 5 mil por tonelada, ou seja, um navio de 120 mil toneladas tem que pagar cerca de US$ 500 mil!

São três jogos de eclusas que elevam os navios ao nível de 26 metros de altura ao longo dos 80 km. do canal. O cruzamento do canal dura entre 20 e 30 horas.  Em 2007, foi iniciada a construção de um terceiro conjunto de comportas com operação mais rápida possibilitando a passagem de navios maiores.

Início da Travessia


Ás 05h00 o navio está saindo da Baía do Panamá (Oceano Pacífico) e começa a entrar no Canal com destino à Colón, no Mar do Caribe (Oceano Atlântico).




Duas locomotivas de cada lado, sobre trilho de cremalheira rebocam o navio durante a travessia de cada seção de comporta.




O navio à frente já desceu para a comporta inferior; o cargueiro à direita está subindo e vai entrar na comporta que está sendo alagada.


O navio está entrando na próxima comporta enquanto o navio à sua frente já está em um nível bem mais baixo.




O navio à frente está descendo um degrau enquanto o da direita continua subindo de nível.


A comporta à frente foi alagada para que o navio possa entrar em mais um degrau que vai possibilitar a sua descida. O navio à frente já desceu bastante e já está pronto para entrar no Lago Gatún!


Aqui vemos um navio de 80 mil toneladas entrando na comporta rebocado pelas locomotivas.


Comporta de Miraflores no nível 15,5 metros abertas.


A locomotiva à direita vem puxando um navio que está subindo em direção ao Oceano Pacífico.


Nesta foto a comporta foi alagada e a porta foi aberta para o nosso navio prosseguir até o último degrau, lá na frente, cerca de 10 horas depois da entrada no Canal.


Painel da Sala de Controle do Canal.


Computador da Sala de Controle do Canal.


Novas comportas construídas em 2007, maiores e mais rápidas.


A ferrovia Panamá Canal Railway, corre ao longo do Canal; se o embarcador tem pouca carga e está com pressa, ele transfere a carga do navio para a ferrovia que faz o transporte rápido de um ponto a outro.


Centro da cidade do Panamá.


À esquerda, área residencial luxuosa da cidade com vista para a baía do Panamá (com águas límpidas e transparentes).
Título, Imagens e Texto: Alberto José, 4-5-2017

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Por favor, evite o anonimato! Mesmo que opte pelo botãozinho "Anônimo", escreva o seu nome no final do seu comentário.
Não use CAIXA ALTA, (Não grite!), isto é, não escreva tudo em maiúsculas, escreva normalmente.
Obrigado pela sua participação!
Volte sempre!
Abraços./-