quinta-feira, 11 de maio de 2017

[Enigma policial] O informador

O inspetor Carlos Rocha chegou a casa do seu informador com um mau pressentimento. Havia dois dias que o Saraivadas, conhecido por Toni no submundo do crime, não dava notícias.

A sua vida dupla de traficante de droga e informador da polícia transformara-o num alvo a abater, e o inspetor Rocha estava preocupado. Tocou à campainha e reparou que a porta estava encostada. Abriu a porta e deu imediatamente com o corpo estendido na sala, no meio de uma poça de sangue, a garganta cortada de um lado ao outro. O inspetor lembrou-se que o informador se preparava para lhe comunicar o local onde ia ser realizada uma entrega de droga, num de vários armazéns abandonados, mas pelos vistos os criminosos tinham-no apanhado primeiro. Ligou imediatamente para a esquadra e informou que o Saraivadas tinha sido assassinado.

Calçou as luvas que transportava sempre consigo e entrou para recolher indícios que o pudessem ajudar a descobrir o assassino. Em cima da mesa da sala estava uma chávena suja que revelava que o Saraivadas teria tomado um café e apagado um cigarro lá dentro. Ao lado estava um telemóvel antigo, desligado, aparentemente sem bateria, e uma agenda. O inspetor abriu a agenda: não tinha nada assinalado para aquele dia. Chegou-se à luz para analisar melhor e e verificou que as folhas dos dias seguintes tinham sido arrancadas.

Aproximou-se do corpo e revistou-lhe os bolsos das calças, onde encontrou um maço de cigarros. Abriu-o e tirou todos os cigarros. Na parte de baixo do maço, dobrada, estava uma folha da agenda. O inspetor analisou-a com cuidado. No papel havia uma série de números anotados:

3.1; 7.3; 6.3; 4.1; 2.1; 2.1; 7.3; 6.1; 2.1; 9.4; 3.2; 6.1; 3.3

Não havia dúvida que aqueles números eram uma mensagem codificada do Saraivadas. O inspetor olhou em volta, reparou no telemóvel abandonado em cima da mesa e observou as teclas. Talvez a solução estivesse ali. Mas qual seria a chave do código?

[Qual foi a mensagem que o Saraivadas deixou antes de morrer?] 

Título e Texto: Joana Pereira da Silva, Maria João Vieira, Renato Rocha

Um comentário:

  1. Solução:
    “A caneca do café e o cigarro abandonado ao lado da agenda sugeriam que o Saraivadas escrevera ali a mensagem em código, e ao lado da agenda estava um telemóvel.

    Basta olhar para as teclas de um telemóvel universal e ver como são utilizadas para escrever uma mensagem:
    2 3 4 5 6 7 8 9
    ABC DEF…
    Ou seja, é necessário marcar 1, 2, 3 ou 4 vezes para chegar a uma letra.
    Assim, obtemos:
    Tecla 3; 1 vez… D
    Tecla 7; 3 vezes… R
    Tecla 6; 3 vezes… O
    Tecla 4; 1 vez… G
    Tecla 2; 1 vez… A
    E assim sucessivamente.
    A mensagem final é:
    DROGA ARMAZÉM F.”

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