segunda-feira, 5 de junho de 2017

“Ronaldo” não! É o “Pinóquio do Ecofin”!

Cristina Miranda

É muito fácil construir uma mentira. Sobretudo quando os visados são manipulados por uma comunicação social comprada pelo “establishment” para vender gato por lebre, que explora até à exaustão a iliteracia de um povo que não lê, não se instruiu, não quer saber porque prefere viver na ilusão. Então que fazem eles? Vendem resmas de ilusões para ocultar a verdade. Uma verdade bem cruel ali mesmo à espreita, prontinha para nos saltar no colo. Lembram-se de Ricardo Salgado, o melhor banqueiro, de Zeinal Bava e António Mexia como os melhores gestores de topo? Pois bem, acredite caro leitor que o quadro não está completo. O nosso “Ronaldo” das finanças em breve se juntará ao grupo destes Pinóquios.

A verdade é implacável na hora de pôr tudo no lugar. Vender mentiras tem prazo, às vezes curto, outros mais longos. Mas não falha. Centeno anda feliz (é só gente feliz neste governo) da vida a propagandear a sua incrível competência que “terá despertado” os senhores do Eurogrupo a “sondá-lo” para Presidente de tão competente! O problema é que é ele próprio a única voz que o afirma com base em fontes ainda por cima portuguesas. Ora, quem é bom não precisa de autoelogios na imprensa para chamar atenção. Se o faz é marketing de diversão não vá alguém pôr em dúvida sua incrível competência e feitos únicos. Então não foi ele que fez sair Portugal do défice excessivo? Ah! e tal, mas a  dívida pública não parou de aumentar tendo atingido valores recordes… E depois? que importa isso se o défice baixou uns miseráveis 0,8% à conta de malabarismos contabilísticos irrepetíveis mais conhecidos por “martelanços” e isso nos permitiu sair do PDE? Haverá maior prova de competência que esta? (Ah! Ah! Ah!)

Ora, se por cá se vende ilusões a preço de saldo e sempre há dúzia para ser mais barato, lá fora a música é outra. Aos olhos dos credores que ao contrário do nosso governo fazem contas todos os dias à vida, o MILAGRE tem nome: aldrabice camuflada. Claro que não fazem ondas de imediato. O politicamente correto impõe que se faça de conta, numa primeira fase, que se acredita nos valores apresentados dando benefício de dúvida. Mas com carradas de avisos. A começar por Schauble, continuando pela CE, terminando na DBRSFitch e S&P. Exatamente como eu, lá em casa, quando finjo que acredito nas pequenas mentiras dos meus filhos só para lhes dar um pouco mais de margem para mais tarde, caso falhem MESMO poder responsabilizá-los sem que me possam acusar de não ter acreditado neles…

Daí que o rating de Portugal continue e bem no lixo onde ele de facto melhor combina. Qualquer gestor sabe isso. E não vale a pena o “alegre” Costa transformar-se em donzela ofendida e maldizer as agências porque em economia, os números falam mais que a política que se faz à volta deles. Pode vir às televisões dizer ” “Nós não só não fizemos o que eles estavam a fazer, como fizemos mesmo o contrário do que eles estavam a fazer” nem mentir dizendo que baixaram impostos, que aumentaram os rendimentos nem inventar que vão apoiar em mil milhões as empresas.

Porque TODO o português informado sabe que nestes dois OE os impostos aumentaram colossalmente. Que as pensões e salários repostos são apenas dos mais abastados da Função Pública. Que os apoios às empresas é uma miragem no Portugal 2020 porque das 20 candidaturas, 19 são destinadas a apoiar… o Estado!! Que APENAS uma empresa, a Navigator, na 13ª posição, está contemplada. Que a esquizofrenia à volta do défice se deveu apenas para GARANTIR que a torneira dos apoios da CE não se feche e continue de forma secreta a financiar despesa do Estado para estágios e apoios sociais. Que é preciso fazer crer às pessoas que é DISTRIBUINDO dinheiro que a economia flui.


A verdade é que a economia se gere. E gestão não tem cor política. Faz-se sempre da mesma forma equilibrando receitas com despesas, estimulando a produtividade no âmbito dum crescimento sustentável que permita distribuir dividendos e não dívida. Que o digam os idiotas que quiseram criar um restaurante assente nos princípios marxistas, nos EUA, e fechou num ápice.

A única verdade deste governo é que fez efetivamente uma gestão diferente, mas SÓ nos gastos indiscriminados completamente à toa sem acautelar o futuro.  Em linguagem corrente “gastar à fartazana sem olhar a meios”.

Por isso, não, não temos um “Ronaldo” nas finanças! Temos um Pinóquio e vai nos sair bem caro… 
Título e Texto: Cristina Miranda, Blasfémias, 5-6-2017

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