sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Aberrações da ONU

Unesco adotou 46 resoluções contra Israel; uma contra a genocida Síria

Osias Wurman

Em recente reunião da ONU, foram eleitos para compor o principal órgão de direitos humanos da entidade (UNHRC) graves violadores de direitos individuais, como Qatar, Paquistão, Congo, Afeganistão e Angola. Este mesmo Conselho de Direitos Humanos já conta com a participação dos destacados “países democráticos”, caso da Arábia Saudita, que prometeu permitir às mulheres o direito de dirigir um automóvel, a partir de 2018; Burundi; China, que acaba de mandar desligar o WhatsApp “por medida de segurança nacional”; Cuba; Venezuela; e Emirados Árabes Unidos.


“Infelizmente, a ONU desconsiderou suas próprias regras e princípios ao eleger governos que violam os direitos humanos de seus próprios cidadãos e que consistentemente votam, no caminho errado, nas iniciativas da ONU para proteger os direitos humanos dos outros”, disse Hillel Neuer, o diretor-executivo da UN Watch, uma ONG dedicada a observar a ONU. “Eleger o Qatar, o Congo e o Paquistão como juízes mundiais de direitos humanos é como pedir às raposas que protejam as galinhas”, disse Neuer. “É absurdo, imoral e ofensivo”.

Não menos escandalosas são as iniciativas da Unesco ao permitir que blocos políticos ou étnicos corrompam as votações de temas sensíveis, ligados à educação e à cultura dos povos, sempre sob pressão de membros que não têm ética ou moral para julgar ou condenar terceiros países.

Entre 2009 e 2014, a Unesco adotou 46 resoluções contra Israel; uma contra a genocida Síria e zero relativa a Irã, Sudão, Coreia do Norte ou qualquer outro país. O órgão homenageou o guerrilheiro Che Guevara, elegeu a Síria para seu Comitê de Direitos Humanos e criou prêmios com o nome dos ditadores do Bahrein e da Guiné Equatorial, cujo governante Obiang diz que Deus o incitou a matar quem quer que ele deseje.

A Unesco teve nobre missão ao ser fundada, mas esta ideia foi completamente sequestrada pelas piores tiranias e adeptos do terror mundial. Já em maio deste ano, aprovou uma aberração para a história de Jerusalém, capital de Israel, ao declarar que as ações israelenses alteraram ou pretendem alterar o caráter e o status da Cidade Santa.

A declaração ainda dizia que a cidade está “ocupada” e que a soberania de Israel sobre a área é “nula e sem efeito”.

Esta resolução, proposta pela primeira vez em outubro de 2016, por vários estados majoritários muçulmanos, criticava as supostas restrições impostas pelo governo israelense aos fiéis muçulmanos no Monte do Templo, como é conhecido no judaísmo, ou Haram al-Sharif, como é chamado no Islã. Difícil imaginar que nesta derrotada iniciativa ainda constava a hipócrita afirmação de que o Muro das Lamentações, local mais sagrado do judaísmo, deve ser considerado parte do complexo da mesquita Al-Aqsa, um local administrado pelos muçulmanos e onde existiu o Grande Templo do Rei Salomão.

Como se não bastasse a heresia referente a Jerusalém, em julho a Unesco voltou a atacar o sentimento judaico ao declarar que Hebron, onde está a Tumba dos Patriarcas — que guarda os restos mortais de Abrão, Isaac e Jacó, Sara, Rebeca e Léa — é um “sítio da herança palestina”. É de lamentar que uma organização que deveria unir as nações tenha tomado decisões tão falaciosas e desagregadoras.
Título e Texto: Osias Wurman é cônsul honorário de Israel, O Globo, 2-11-2017

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