quinta-feira, 9 de novembro de 2017

O pulo do gato

Idacil Santos do Amarilho

Lendo o jornal de hoje me deparei com uma notícia que me encheu de satisfação. Uma tradicional empresa do Rio Grande do Sul, que exporta para oitenta países, está dando início a obra de um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento. Em função da minha formação como Administrador sou um apaixonado por projetos, inovação e pesquisa. Voltando nossos olhos para os demais países, podemos constatar que o Japão é pobre em recursos naturais, mas é um país rico, enquanto nós somos ricos em recursos naturais e ainda pobres.

Parece-me saltar aos olhos que, para o Brasil conseguir dar o pulo do gato, precisará investir pesado em educação e, em particular, alocar mais recursos em pesquisa para que possamos passar ao estágio de um país em franco desenvolvimento científico. Não é segredo para ninguém que os países considerados desenvolvidos investem pesado em pesquisa científica e tecnologia.

Devo reconhecer que já temos alguns exemplos de sucesso como a Embrapa e a Embraer, esta última uma empresa de causar inveja ao primeiro mundo. Diferente da nossa empresa automobilística, a Embraer não pode ser considerada uma simples montadora de aviões, mas sim uma produtora de novas tecnologias e de inovação, que faz dela atualmente uma gigante no ramo, rivalizando hoje com a Boeing e Airbus e já tendo ultrapassado a Bombardier canadense.

Não esquecendo da Embrapa, empresa criada no início dos anos 70, devemos a ela grande parte do sucesso da nossa agricultura com o desenvolvimento de novas sementes e técnicas agropecuárias desconhecidas do nosso homem do campo até então. Pense comigo: Quantos bilhões o Brasil arrecada anualmente com a exportação da soja?

Se temos empresas como as citadas acima, certamente muitas outras também poderão vir a alcançar um reconhecimento para além das nossas fronteiras, mas para isto o investimento em pesquisa é fundamental e possamos passar ao patamar de cima do desenvolvimento. 

Infelizmente, em 2016, a UNICAMP se viu forçada a cortar quarenta milhões do seu orçamento para pesquisas. Somente a parcela desviada por um ministro do atual governo bancaria quatrocentas e trinta e oito bolsas de doutorado por quatro anos. 

A solução está em nossas mãos, pressionando o governo para que dedique um orçamento de alguns milhões em pesquisas para que o nosso pessoal, que já é extremamente preparado, com conhecimentos que não ficam devendo em nada aos melhores do mundo, possa continuar produzindo conhecimento e legar para as gerações futuras um novo Brasil e que possamos, finalmente, ser vistos como uma verdadeira potência.

Sim, podemos dar o pulo do gato. 
Título e Texto: Idacil Amarilho, 8-11-2017

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