sábado, 3 de março de 2018

Para o “isentão” Helio Schwartsman, nem o Novo é liberal o suficiente: só a esquerda mesmo!

Rodrigo Constantino


Em resposta a uma coluna recente de Helio Schwartsman [foto], em que o colunista lamenta a falta de “liberais verdadeiros” na corrida eleitoral, comentei na minha página do Facebook:

E uma vez mais Helio Schwartsman, o colunista “isentão” da Folha, que julga monopolizar a Razão em meio a inúmeros macacos irracionais (nós), afirma que liberal de verdade é alguém de esquerda que ficou um pouco mais prudente em economia, defendendo o equilíbrio fiscal (mas pode ser com base em mais impostos que tudo bem). Para ele, que coloca até Luciano Huck no time dos conservadores (!!!!!), liberal tem que defender o “progressismo” nos costumes, ou seja, a legalização das drogas, a descriminalização do aborto, a eutanásia. Helio, não custa lembrar, já se empolgou com o PT e Lula no passado, e ainda hoje acha que o “partido” é muito importante para nossa democracia. É a esquerda “progressista” tentando usurpar o termo liberal no Brasil também, como fez nos EUA. Como presidente do Conselho do Instituto Liberal, porém, só tenho uma coisa a dizer: não passarão!

Pois bem, vários leitores (dele) apontaram que existe o tal candidato “puro” do liberalismo: João Amoedo, do Partido Novo. O Novo, que como muitos sabem eu tenho apoiado faz tempo, é liberal sim, com mais foco na economia. Para o meu gosto pessoal, o partido deveria ser mais firme na questão dos costumes, pois considero que o pêndulo do “liberalismo” (entre aspas) extrapolou demais para o lado da libertinagem e do relativismo moral, e que para salvarmos o liberalismo clássico precisamos, hoje, dos conservadores.

Mas eis que para Helio o Novo não é liberal o suficiente, justamente porque deveria ser mais “progressista” na moral. Esse foi o tema de sua coluna de hoje:


Receio, porém, que o Novo não satisfaça às condições que enunciei no texto de terça. Eu disse que o candidato deveria ser “mainstream”, isto é, competitivo, e o Novo ainda é, com o perdão da expressão, um partido nanico. Mais importante, também afirmei que o postulante precisaria abraçar uma pauta social progressista, incluindo a legalização do aborto e das drogas, e o Novo não chancela essas bandeiras.

Alguns missivistas sugeriram que o partido é tão liberal que deixa que cada filiado se posicione da maneira que preferir. Não poderia concordar mais. Mas por que apenas os filiados? A mesma liberdade deve ser estendida a todos os cidadãos, e a única maneira de fazê-lo é retirando o aborto e a aquisição de drogas do rol de ilícitos penais. É só assim que cada indivíduo poderá decidir por si mesmo e agir autonomamente. Falta ao Novo dar esse passo lógico.

Até entendo que relute em fazê-lo. Não sou insensível aos imperativos da arena eleitoral, na qual defender essas bandeiras custaria votos. O fato, porém, é que o liberalismo do Novo vale muito mais para a economia do que para a moral, que é, acredito, a esfera onde o liberalismo mais está fazendo falta.

Está fazendo mais falta o “liberalismo” (libertinagem) na moral do que na economia??? Em que país ou mundo ele vive??? Não tem jeito: a máscara sempre cai. Arranhe um “isentão” que logo aparece um esquerdista disfarçado de “liberal”.

Helio Schwartsman, que já simpatizou com o PT e ainda acha que o “partido” tem sua relevância à democracia brasileira, deixa claro que economia é algo secundário para essa turma, que o foco verdadeiro é a libertinagem e o vale-tudo comportamental, que o liberalismo que eles têm em mente é o esquerdismo que defende aborto e drogas. Para Helio, Obama é um ícone do liberalismo!

Para ser um liberal verdadeiro pela ótica distorcida de quem tem claro viés de esquerda, só mesmo pregando o assassinato de bebês no útero e a heroína liberada nas farmácias. Caso contrário, não passa de um reacionário. Se é assim, faço como Nelson Rodrigues e assumo que sou um reacionário. Pois reajo contra tudo que não presta…
Título, Imagens e Texto: Rodrigo Constantino, Gazeta do Povo, 2-3-2018

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