quinta-feira, 5 de abril de 2018

Igualdade, direitos humanos e a hipocrisia da esquerda autocrática


Claudio José Miranda

A esquerda autocrática marxista costuma se apresentar como a grande defensora da igualdade e dos direitos humanos. Mas, na realidade, isto é uma grande mentira, pois para esta esquerda autocrática alguns são 'mais iguais' do que outros, assim como alguns humanos são 'mais humanos' do que outros.

E quem seriam estes 'mais iguais' e 'mais humanos', portanto, superiores e com mais direitos de que todos os outros?

São os revolucionários, os ativistas sociais, os militantes do partido e os autoproclamados representantes dos chamados grupos identitários ou minorias (mulheres, negros, gays, etc.).
Só estes têm a Verdade, ou o lugar da Verdade.

Só estes sabem o que é certo e o que é melhor para os trabalhadores, para o povo e para os grupos que eles supostamente representam.

Só estes têm o direito de influenciar, comandar e exercer o poder (econômico, político, cultural e simbólico).

Só estes têm o direito de emitir opinião em função da ideologia e do lugar que ocupam.

Cabe a todos os outros ouvirem calados, aceitarem e obedecerem para não serem tachados de alienados ou de inimigos do povo, reacionários ou fascistas.

Ou seja, todos são iguais e têm direitos, mas uns são 'mais iguais' e têm mais direitos do que os outros.

Colocando de outra forma, apesar desta esquerda autocrática dizer que defende uma sociedade igualitária, na realidade, para estes a humanidade se divide em quatro categorias de pessoas:

1) A elite superior, que são os dirigentes partidários, intelectuais marxistas e altos funcionários estatais.

2) Os servos voluntários desta elite que são os militantes e ativistas.

3) A 'massa atrasada' ou alienada que precisa ser dirigida e doutrinada pela elite e seus servos.

4) Os 'inimigos do povo' (ou 'reacionários' ou 'fascistas') que são todos aqueles que ousam questionar a dominação desta elite e que, portanto, devem ser calados ou eliminados.

Eis a verdadeira face da 'igualdade' que esta esquerda autocrática defende.

No nacional-socialismo dos nazistas havia uma raça superior – a ariana – e uma raça inferior – os judeus – que deveriam ser calados ou eliminados.

No internacional-socialismo dos marxistas há um grupo social superior – os revolucionários – e há um grupo social inferior – os 'inimigos do povo' (na realidade, inimigos desta elite dominante que se diz representante do povo) que também devem ser calados ou eliminados. E ainda tem gente que acha que nazismo e socialismo marxista são coisas diferentes! As referências e símbolos são diferentes, mas a lógica fascista e autocrática é a mesma.
Título e Texto: Claudio José Miranda, Facebook, 4-4-2018

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