domingo, 8 de abril de 2018

O Alto Preço da Negação

Douglas Murray
            
Já estão admitindo o que salta aos olhos dos europeus comuns, pode ser a admissão de que as coisas chegaram a tal ponto de deterioração, evidente a todos, que até a Chanceler Merkel e o The New York Times não conseguem mais ignorá-las.

Se este for o caso, vem necessariamente o seguinte raciocínio: imagine o que poderia ter sido resolvido se as negações nunca tivessem acontecido?

Será que os políticos mais influentes e que a grande mídia estão finalmente reconhecendo o que o público europeu está vendo com seus próprios olhos? Dois recentes acontecimentos sugerem que este pode ser o caso.

Chanceler da Alemanha, Angela Merkel. Foto: Carsten Koall/Getty Images
O primeiro é o reconhecimento da chanceler alemã Angela Merkel que, quase meio ano após seu partido ter passado pelo constrangimento nas eleições gerais, ter finalmente conseguido formar um governo de coalizão. Setembro passado não só testemunhou o partido de Merkel e de seus antigos parceiros da coalizão sofrerem um abocanhamento histórico dos votos de seu eleitorado, como também a entrada no Parlamento do AfD (Alternativa para a Alemanha), partido anti-imigração formado apenas há de cinco anos, que já é tão importante que representa a oposição oficial no parlamento. Se a intenção dos eleitores alemães era dar um recado, não poderia ser mais claro.

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