sábado, 16 de junho de 2018

O outro lado do sagrado direito de votar

Haroldo P. Barboza

"Informe-se e vote consciente” (exaltado pela nobre Senadora Ana Amelia PP-RS)

É um belo lema para um país onde os dirigentes (todos os poderes) oferecem REAIS oportunidades para que os eleitores estudem e onde sejam ensinados a avaliar o trabalho de seus representantes para decidir a quem oferecer sua procuração (voto) e TENDO meios de cancelar esta procuração tão logo seu representante seja condenado por um ato lesivo aos nossos cofres. Em assim não sendo, até o próximo pleito ele terá tempo suficiente para criar enormes problemas ao nosso país (para pagarmos a conta depois).

O Rio Grande do Sul (desejei nascer lá desde a minha primeira visita em 1985) sem dúvida possui uma população de alto nível educacional, cultural e cívico. E mesmo assim, algumas vezes conduz alguns ratos à esfera do poder.

Imaginemos agora o restante do povo deste imenso território, devidamente “emburrecido” (e sem condições mínimas para interpretar manchetes de jornais pendurados nas bancas) por estes que se apossam do “direito” de elaborar “leis” que interessam aos patrocinadores de suas campanhas eleitorais.

O sagrado direito de votar (pelo menos isto) não nos obriga a escolher um número para eleger um candidato que consta de um repetitivo menu viciado. Mais do que levantar a preocupação em termos de escolher um número diferente de 99, seria importante para a Democracia que houvesse uma cruzada cívica (partindo das câmaras – há interesse?) no sentido de tornar o resultado das urnas-E (consulte o Deputado Amilcar Brunazo para conhecer mais de dez formas de manipulação de votos) transparentes. Começando pela impressão do voto para eventuais conferências pontuais.

Ao entrarmos numa padaria e nos informarmos sobre a composição e o preço do aperitivo exibido na vitrine charmosa, ao vermos a data de validade (bem pequena – “*”) vencida, não somos obrigados a ingerir nenhum dos produtos bem arrumados nas prateleiras. E por que no caso de candidatos a cargo público não podemos rejeitar TODOS com um honesto 99? Afinal, se o sistema aceita este número é porque ele pode ser escolhido (a Democracia permite) por quem paga caro (já que não tem retorno) por este formato de sistema!

Com 99% de certeza acredito que a nobre Senadora tem bons princípios para frutificar suas ideias. Mas também tenho a impressão de que ela faz parte da minoria honesta que por se manter calada diante dos desmandos de seus pares que se lixam para seus eleitores (após os pleitos), concedem um “aval” a estas perniciosas figuras que corroem nossa dignidade na certeza da impunidade que suas “leis” oferecem aos seus desmandos.

Se a cesta plastificada de caquis reluzentes abriga somente frutas estragadas (a parte danificada está na parte de baixo para o povo não ver), só nos resta colocá-los no lixo, votando 99.

“*” = já editei na web artigo simples (o Tiririca entende) sobre o tema (depois de tê-lo enviado à câmara lá pelos idos de 2008 – já deve ter sido digerido pelas traças) torcendo para que um Legislador de boa índole lidere o projeto proposto.
Título e Texto: Haroldo P. Barboza, 15-6-2018

Um comentário:

  1. EU NÃO PUDE RECLAMAR DO GOVERNO PETISTA.
    Sempre critiquei a constituição paternalista, protecionista e aristocrática, sem isonomia de direitos.
    Meu último voto foi em Enéas Carneiro.
    Sei que não faria diferença, mas não votar tornou-me um pária no meio dos imbecis.
    Meu estado foi o criador do câncer.
    A melhor coisa dos imbecis gaúchos foi acreditar no social, orçamento participativo, enquanto limpavam nossos cofres.
    Hoje 50% da do pib gaúcho é para sustentar aposentados de estatais e funcionários públicos. Os petistas tornaram a dívida pública trilhardária. Estamos congelados no socialismo barato, com uma câmara nojenta e pelo frio.
    FUI...
    VOU VOTAR...

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