domingo, 22 de julho de 2018

Precisamos de um “flanelinha”


Haroldo P. Barboza

A cada seis meses surgem manchetes (os casos diários com poder aquisitivo inferior não são citados) sobre um fato trágico em função de um dentista, enfermeiro, falso médico ou anestesista sem diploma, matar ou aleijar um paciente por desconhecimento da tarefa correta.

Como estes, existem engenheiros que deixam cair prédios na Barra, motoristas de ônibus sem carteira que dirigem bêbados, policiais sem curso, advogados de fundo de quintal, laboratórios que colocam farinha nas pílulas anticoncepcionais e nutricionistas que não sabem refogar arroz.

Todos estes, de alguma forma, colocam em risco a vida da população que não conta com a proteção de órgãos fiscalizadores que servem apenas como fonte de dores de cabeça para empresários e consumidores a serem “chantageados” pelas máfias criadas dentro destes nichos.

Mas o que esperar de um sistema em que o responsável pela energia do país não sabe para que lado o interruptor liga/desliga, o ministro da fazenda diz que a inflação é de 1,2 % (mas o custo de vida sobe 5 % no mesmo período) e os corruptos infestam o poder com a complacência do povo anestesiado?

Que esperanças podemos ter em nosso futuro se colocamos no poder pessoas que nunca participaram da elaboração de normas em seus condomínios para escreverem nossas leis? Certamente eles vão editar as leis que seus patrocinadores definirem.

Quais as chances de vermos nossa pátria crescer em qualidade de vida quando colocamos no poder Executivo um elemento que jamais foi síndico, chefe de torcida ou mesmo chefe da própria casa? Nunca foi líder em suas unidades de trabalho (alguns jamais trabalharam) nem escoteiro ou monitor escolar.

Em termo de “direção”, mal sabe colocar um carro numa vaga de estacionamento.
Título e Texto: Haroldo P. Barboza – Andaraí/RJ – Matemático e Poeta – outubro 2001

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