domingo, 5 de agosto de 2018

[Para que servem as borboletas?] Valorize seu voto

Valdemar Habitzreuter

A dois meses das eleições – já muito em cima -, temos, por ora, escassas informações dos programas de governo dos candidatos. E é de suma importância que saibamos com antecedência as propostas de cada candidato para podermos decidir conscientes em quem votar.

No entanto, nós eleitores, não damos muita importância ao conteúdo programático dos candidatos, uma vez que temos experiência de longa data de que nunca cumprem à risca o que prometem. E aí vamos no “olhômetro” para escolher e, muitas vezes, deixamo-nos levar pela simpatia àquele que nos agrada pelo simples fato de proferir chavões populistas, mas sem conteúdo sólido que nos possa convencer; apenas nos capturam pela emoção.

Há grande perigo de darmos ouvidos aos discursos de candidatos populistas, pois nos envolvem de tal maneira que conseguem fragilizar nossa razão e mesmo travá-la. Não podemos ser joguetes desses candidatos, e, sim, estar despertos do que propõem, e priorizar a razão ao invés da emoção para nos decidir a favor ou contra seus discursos.

Quem se deixa levar pela emoção geralmente cai na armadilha de seguir um candidato que se diz único, diferente e melhor dos demais; este é o tipo de candidato extremista que se proclama o ungido, com a missão de salvar a pátria.

Já tivemos no passado recente um exemplo: Os que votaram em Lula se emocionaram com seu discurso populista e cheio de chavões empolgantes; não culpo seus eleitores, pois acreditaram piamente em sua verborragia. E podemos anuir que saíu-se bem no governo, embora não sabíamos o que estava sendo tramado nos bastidores já em seu primeiro mandato.

O processo do “mensalão” nos abriu os olhos do que acontecia em seu governo: corrupção. Mesmo assim emplacou um segundo mandato ao proclamar-se inocente das falcatruas do mensalão com o célebre chavão: “eu nada sabia”....; hoje está preso.

O grande acontecimento histórico da República brasileira chama-se “Lava-jato”; sem ele não estaríamos hoje com esperanças de refundar uma nova República, conscientizando-nos da importância de escolher bem os nossos governantes. Só valorizamos o nosso voto na urna se for um voto racional e não emocional.  
Título e Texto: Valdemar Habitzreuter, 5-8-2018

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