terça-feira, 2 de outubro de 2018

Não existe essa coisa de “a mulher contra Bolsonaro”: feministas não falam em nome de todas elas!


Rodrigo Constantino

É típico dos movimentos coletivistas organizados, que falam em nome das “minorias”, tentar monopolizar os fins nobres em nome de toda a categoria, como se tivessem procuração dos indivíduos que compõem tais “minorias”.

A feminista, por exemplo, jura falar em nome “da mulher”, ou seja, de todas as mulheres, assim como o líder racial acha que representa todos os negros e o líder do movimento LGBT acredita falar em nome de todos os homossexuais, bissexuais e trans. Nada mais falso.

Assim como nem todo proletário era marxista, nem toda mulher é feminista, nem todo negro é racialista e nem todo gay é militante LGBT. Diria que somente uma minoria dentro desses grupos aderem a tais movimentos coletivistas em seu nome. Nesse sentido, sim, são movimentos de minorias. Minorias barulhentas, que pensam representar o todo.

Os marxistas não sabiam como lidar com o proletário que não queria saber de revolução. Como assim? Como é possível um trabalhador que não quer saber de socialismo, mas sim de capitalismo e melhores condições de trabalho por meio da concorrência de patrões no livre mercado? A solução encontrada foi chamar todos eles de alienados ou traidores.

O mesmo ocorre com esses movimentos identitários “progressistas” de hoje. Uma mulher que prega o conservadorismo, que admira Thatcher como símbolo de “empoderamento feminino”, e que não odeia os homens, o casamento e tampouco fala em “igualdade salarial” independente de produtividade? Só pode ser uma alienada ou traidora.

E com essa mentalidade as esquerdistas, com a ajuda dos homens esquerdistas (esses são legais), organizaram o movimento #EleNão contra Jair Bolsonaro, mascarando o que isso significa na prática: o #EleSim para Lula, o machista que se refere às feministas como “mulheres de grelo duro”. Míriam Leitão, jornalista que endossa essas bandeiras esquerdistas coletivistas, vibrou com a ação “das mulheres” em sua coluna de hoje:

O movimento das mulheres conseguiu algo que os partidos de centro e de esquerda não alcançaram: levar para as ruas, com uma mesma ideia, eleitores de diversos candidatos que se opõem a Jair Bolsonaro. Era a união de centro-esquerda, que tanto defendem alguns políticos, em defesa de conquistas como democracia, liberdade, respeito às mulheres, combate ao racismo e à homofobia. Essa foi a ideia que predominou e é por isso que as cores presentes eram muitas, inclusive o vermelho do PT.

As passeatas do fim de semana não foram equivalentes. Uma é mais forte do que a outra, e não me refiro apenas ao número de pessoas. Não é quantitativa apenas a diferença, é qualitativa. As manifestações das mulheres se projetam para além das eleições e começaram antes da atual disputa. Representam a emergência de um fenômeno novo que é o protagonismo das mulheres, a causa feminista. As passeatas a favor de Jair Bolsonaro foram reativas, uma reação ao que houve no sábado. Representam o que sempre acontece em eleições, em que os candidatos que mais mobilizam eleitores conseguem fazer demonstrações disso. As fotos de uma e de outra manifestação já revelam a diferença. Em uma, há a predominância de mulheres, muita diversidade e nenhum partido específico no comando. Nas de Bolsonaro, a maioria era de homens, em geral brancos, e que a pé ou de carro gritavam os slogans em favor do seu candidato.

Míriam Leitão é uma típica esquerdista que jura falar em nome das “minorias”, da “mulher”. Mas o que tem de mulher que não a suporta! As passeatas a favor de Bolsonaro, ao contrário do que ela diz, estavam repletas de mulheres, e há um movimento de mulheres a favor do capitão.

Qualquer pessoa razoável entende essa obviedade: existem mulheres contra Bolsonaro, e mulheres a favor dele. Não há consenso. Não há hegemonia. Nenhuma fala em nome de todas. A menor minoria de todas é o indivíduo, esse ser de carne e osso odiado pelos coletivistas, que se pegam em abstrações.

Em entrevista ao mesmo GLOBO, Flávio Bolsonaro, que disputa uma vaga no Senado pelo Rio, respondeu uma pergunta sobre a suposta rejeição alta de seu pai entre “as mulheres”: “Até as pesquisas Ibope e Datafolha mostram que o Bolsonaro tem maior percentual de voto entre as mulheres. A rejeição que existe é de militantes, é uma rejeição ideológica natural”.

Ele está certo: Bolsonaro tem a maioria entre as mulheres, assim como entre flamenguistas e corintianos. Ele tem a maioria dos votos em praticamente todos os grupos, à exceção dos mais ignorantes que olham para o estado em busca de paternalismo e lembram de Lula nos tempos de vacas gordas.

E para calar definitivamente essa turma barulhenta da esquerda, formada por feministas e homens oportunistas ou covardes, a nova pesquisa que saiu mostra Bolsonaro subindo seis pontos percentuais entre as mulheres, depois da militância do #EleNão. Que ironia deliciosa! Talvez essas mulheres devessem intensificar sua ação, para que Bolsonaro possa liquidar a fatura já no primeiro turno e impedir de vez o risco de volta do PT ao poder. Em frente, mulher!
Título, Imagem e Texto: Rodrigo Constantino, Gazeta do Povo, 2-10-2018

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