domingo, 6 de janeiro de 2019

[Foco no fosso] Trocando as portas

Haroldo P. Barboza

Durante dezenas de anos a porta da esperança (para melhorar a qualidade de vida brasileira) manteve-se aberta por uma pequena fresta. Abri-la estava difícil devido ao terreno pantanoso onde parasitas letais cresciam em escala PA. Se fosse na escala PG já teríamos ultrapassado o Haiti.

Enquanto isto, a porta do desespero ficou escancarada conduzindo milhões de nativos ao caminho da decadência que aumenta o fosso podre que acomoda a miséria que produz centenas de tragédias familiares diariamente.

Os sucessivos governantes (com raras exceções) que tivemos ao longo destas décadas doentias jamais pretenderam mudar este cenário que produzem armadilhas (para nós) que enriquecem as contas bancárias das ratazanas sem escrúpulos.

Agora surgiu a chance de invertermos a largura das passagens de cada porta. Por mais que a 1ª possa ser alargada, a 2ª jamais se se fechará por completo, pois a ganância humana não tem limites e os aproveitadores sempre buscarão meios de burlar as regras mesmo com penalidades mais severas.

Mas isto não deve nos desestimular em unirmos nossas forças em busca de um horizonte menos tormentoso. Apesar das tempestades que enfrentaremos de imediato, sabendo que é em busca de um propósito cívico para fortalecer a nação (para oferecer apoio aos nossos herdeiros), vamos resistir e lutar para expurgar os focos mais danosos à nossa pátria.

Sem perder o espírito crítico sobre as condutas anunciadas (transparência). Sem deixar de sugerir (liberdade) ações que possam melhorar qualquer projeto (até os municipais) que figure na tabela de prioridades demandadas. Que as redes sociais continuem acesas para não perdermos o elã.

A porta que escolhemos ainda vai ranger um pouco na direção da abertura. Mas suas dobradiças serão amaciadas com o suor e lágrimas de quem ainda tem orgulho de ter nascido aqui.
Título e Texto: Haroldo P. Barboza, Rio de Janeiro, 6-1-2019

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2 comentários:

  1. Belo texto...
    Só não gostei do ... suas dobradiças serão amaciadas com o suor e lágrimas...
    Chega de suor e lágrimas né parceiro!
    Esta nossa geração já esta com a visão da linha de chegada.
    Então suor e lágrimas...no more please!
    Abraços!

    Paizote

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  2. No primeiro ano não podemos esperar caminho asfaltado ornamentado de flores. Vamos ter de arar bastante.

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