terça-feira, 12 de março de 2019

Pum, pum, pum! A lei de Cristiano

Luís Rocha Rodrigues

Foto: Getty Images

Incrível! Fabuloso! Impressionante! Mais uma eliminatória de Champions, mais um desafio aos criadores de adjetivos para Cristiano Ronaldo. Já poucos acreditavam, muitos duvidavam e correu tinta sobre um suposto fracasso. Nada disso. Impressionante jogo do português e da renascida Juventus, que tirou ao Atlético o sonho da final no seu estádio.

O início foi o mote
Três minutos e golo. Foi anulado, por supostamente Ronaldo ter tirado a bola das mãos de Oblak, mas não podia ter sido melhor mote para a Juventus, catapultado por um Juventus Stadium a fervilhar desde o épico anúncio dos jogadores e impulsionado pelos pedidos de apoio do português.

Inicialmente, o Atlético Madrid até conseguiu estancar as tentativas da Vecchia Signora, que exagerou nos lances individuais e que não conseguiu ser suficientemente desequilibradora no último terço. Só que depois surgiu o homem das decisões.

Bernardeschi, que apareceu no onze deixando Dybala no banco, cavalgou até ao cruzamento com a medida certa para a cabeça de Ronaldo, que superou a marcação e atirou para a baliza.


Ele, sempre ele
A evolução do jogo dizia tudo: a Juventus estava com a corda toda, com a pujança máxima e com toda a capacidade para minimizar um Atlético vulgarizado depois da vantagem de 2x0 na primeira-mão.

Oblak ia sendo a última barreira e até parecia que tinha sido ele o obreiro de mais um travão milagroso, mas valeu a tecnologia a indicar que a bola tinha passado completamente a linha. 49 minutos e a eliminatória estava igualada.

Reação colchonera? Nem por isso. Griezmann não conseguia espaço, Morata perdia-se entre os centrais e o setor intermédio não era capaz de ter qualidade na posse. Por outro lado, Allegri tirava um lateral e metia Dybala, Porque era um sinal extra de que a confiança na reviravolta era total. E tinha razões para isso.

Com um Cancelo muito preciso nos cruzamentos e um grande Bernardeschi nas incursões com bola, o terceiro ficou guardado para perto do fim, depois de um lance da autoria do italiano que deu em pênalti. Para quem? Ele mesmo.

Super-Ronaldo inverteu uma eliminatória que deu conversa precoce de fracasso da sua ida para Itália e trouxe mais uma página mágica para o português. Ainda há adjetivos?
Título e Texto: Luís Rocha Rodrigues, zerozero.pt, 12-3-2019

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