segunda-feira, 13 de maio de 2019

[Foco no fosso] Economizando no protetor solar

Haroldo P. Barboza

Elementos da esfera judicial são “eternos”, tendo em vista que não são eleitos pelo povo. Portanto, ficam no topo dos tribunais até o falecimento ou compulsória (polpuda) aposentadoria.

Para o povo, oferecem mecanismos que emperram processos por quinze, vinte ou trinta anos. Gradativamente a população vai tendo seus direitos “revistos” para manter as iguarias refinadas servidas em lautas refeições.

Para os “amigos”, conseguem com rapidez: habeas-corpus, prisão domiciliar e redução de 75% das penas recebidas em julgamentos que não demoraram nem dois anos. E arquivamento (caduca) de processos onde empresas faltosas prejudicam antigos funcionários. Também para os “lendários” políticos que enriqueceram de forma suspeita, sem a percepção do eficaz “imposto de renda” que nos dificulta a vida por quaisquer R$ 10,00 de diferença na declaração anual de renda. Quando o filhote de um “amigo” dirige a 150 km/h com seis latas de cerveja no sangue e mata quatro pessoas num ponto de ônibus, aí sim, aplicam pena exemplar! Cestas básicas por um ano às famílias das vítimas.

Elementos do legislativo e executivo são trocados a cada eleição. Quando um elemento exibe uma “folha de serviço” danosa ao povo nas práticas adotadas durante sua gestão, são substituídos por outros com possibilidades de demonstrarem capacidade para elaborar projetos a serem aplaudidos pela população que lhes concedeu procuração (voto). Mas nosso povo domesticado recoloca no cargo “os mesmos” que nas últimas oito campanhas prometeram as mesmas utopias e esfacelaram (com sorrisos nos lábios) os cofres públicos sem nenhum receio de receber penalidade. Afinal, os “eternos” estão lá vigilantes para que os atalhos da lei (?) sejam ativados com precisão para salvarem os “idôneos” parceiros.

Para o povo: obrigação de pagar impostos em dia. Não para garantir funcionamento adequado dos serviços sociais demandados pela população sem oportunidades. Mas para pagar as mordomias destes inescrupulosos reeleitos pelos que são esfolados por eles.

Para os “amigos”: perdão de dívidas de impostos acumulados por décadas, sem nenhuma intenção para receber estes montantes. Afinal, o povo trouxa pagará os reajustes, desde que os gerentes públicos garantam o samba, o futebol, a novela, a cerveja e a praia, ainda que contaminada pelos esgotos dos condomínios dos “amigos”. Além dos navios, iates e lanchas desta “zelosa” galera.

Nas rodas de piada, eles dizem que o povo não precisa de protetor solar. Basta um mergulho nestas águas “saudáveis”.
Título e Texto: Haroldo P. Barboza, 13-5-2019

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