quarta-feira, 8 de maio de 2019

Os idiotas úteis

Cristina Miranda

Alguns partidos ainda não perceberam o que se passa com a Europa e o Mundo. Metidos nas suas bolhas no Parlamento Europeu, completamente isolados do mundo real, e no conforto das suas vidinhas, ainda por cima, bem pagos com os impostos dos europeus, são idiotas úteis ao grande plano globalista dos poderosos que querem fundar um governo único mundial, sem se darem conta. E isso só acontece porque são ignorantes ou distraídos. O problema é que esse alheamento é grave para as nossas vidas e eles nem sequer se preocupam com isso.

Então não é que um grupo desses idiotas do PPE resolveu pedir a expulsão do Fidesz, partido que ganhou 2/3 do parlamento húngaro liderado por Viktor Orban, uma figura heroica do derrube da “cortina de ferro” em 1989 e do avento da democracia na Hungria? Mas o que anda a “direita” a fazer? A dar tiros nos próprios pés? E que tal se saíssem desse sono profundo e acordassem antes que seja tarde?

A Hungria foi vítima de invasão turca, do fascismo de Hitler e do comunismo de Lenine. Não quer o islão político na sua sociedade; não quer imigração massiva sem controle imposta por quotas; não quer um país a suportar mais despesa do que aquela que pode; nem pessoas a trabalharem cada vez mais para sustentar um sistema condenado ao fracasso social; não quer um país dominado pela violência e a colapsar por via de políticas comuns irresponsáveis e ainda há quem faça disto uma ideologia “extremista” não sei do quê. Mas que é isto?

Foto: Antonio Gornatti, Porto Alegre, Brasil
Os países de leste sabem bem o que é ser-se invadido por ideologias castradoras e sanguinárias impostas a toda uma população. Sabem por que já o viveram. É preciso recordar Holodomor na Ucrânia para perceberem qual o medo subjacente a esta necessidade governamental de possuir controlo sobre suas políticas de fronteira? Uma coisa é o espaço Schengen entre países da Europa comunitária, outra coisa é escancarar portas a tudo o que vem, de todo o lado, sem qualquer filtro só porque alguém disse tratarem-se de “refugiados” que não passam afinal de migrantes económicos. A propósito, se quiserem entender porque assim acontece, leiam NEW REPORT ON REPLACEMENT MIGRATION ISSUED BY UN POPULATION DIVISION da ONU. Isto não se inventa.

É preciso antes de mais, respeitar a História dos países que sofreram horrores num passado ainda muito recente e fazem questão em perpetuar essa memória na sua capital para que jamais seja esquecido. O Museu Casa do Terror, pintado a cinza tal como tantos outros edifícios que sinalizam essa época. Dentro, fotos de pessoas torturadas e mortas às mãos dos regimes totalitários. Toda a cidade está repleta de lembranças. É um país que não esquece sua História.

A Hungria não é racista nem xenófoba. Combate apenas um inimigo já sinalizado também por Macron: o islão político. E o que é isso? Exatamente o que descreve Sayyid Qutb – ativista político e militante radical muçulmano – “O grande objetivo do islamismo é fruto de uma linha hermenêutica precisa e unilateral que procura a refundação da sociedade. Caso esta missão encontre oposição entre o status quo, procurará subverter o poder visando a instauração de um modelo de Estado de acordo com o modelo ideal presente no Alcorão e na tradição islâmica. O unilateralismo é bem evidente no facto de o islamismo investir, acima de tudo, no âmbito político.” Alguma dúvida?

Nuno Melo, que votou a saída do partido do Orban no PE, já tem uma posição diferente em relação ao VOX. Mas o que diferencia um do outro? Nada. O VOX nasce de uma reação à falta de respostas ao combate do terrorismo e ao marxismo. O outro também.

Por outro lado,  o PE concebeu a hipótese  da entrada da Turquia, que foi responsável pelo genocídio arménio e é governada por um ditador doido que não satisfeito com as eleições, ordenou a sua repetição. Faz sentido?

O comunismo tomou conta da Hungria com uma geringonça. O partido dos pequenos proprietários tinha obtido 57% dos votos, mas não governou. O islão político assemelha-se ao comunismo na forma como se impõe e governa. E ainda há gente que acha que o que motiva os húngaros a não querer migração massiva sem controlo é o racismo e a xenofobia. Francamente!
Título e Texto: Cristina Miranda, Blasfémias, 8-5-2019

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